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A uma janela de Roma
"Que o G20 resolva as dificuldades da economia global"
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O Papa manifestou esperança na reunião desta semana do G20, enquanto na Festa de Todos os Santos e nos Fiéis Defuntos lembrou a atitude do cristão perante a morte. Na semana em que representantes e líderes religiosos renovaram em Assis o compromisso pela paz feito em 1986, Bento XVI falou aos bispos de Angola e manifestou solidariedade aos tailandeses.


1. Bento XVI desejou que os líderes do G20, que reúnem esta quinta e sexta-feira, consigam resolver alguns dos problemas que afectam a economia global. “Dias 3 e 4 de Novembro, os chefes de Estado e de Governo do G20 vão reunir-se em Cannes, para examinar os principais problemas relacionados com a economia global. Desejo que o encontro ajude a ultrapassar as dificuldades que, a nível mundial, impedem a promoção de um desenvolvimento humano autêntico e integral”, manifestou o Papa, durante a habitual audiência-geral das quartas-feiras, em Roma.


2. No Dia dos Fiéis Defuntos, 2 de Novembro, quarta-feira, Bento XVI dedicou a catequese da audiência-geral à atitude do cristão perante a morte e na sua relação com os irmãos já falecidos. “Hoje a Igreja convida-nos a pensar em todos aqueles que nos precederam, tendo concluído o seu caminho terreno. Na comunhão dos Santos, existe um profundo vínculo entre nós que ainda caminhamos nesta terra e a multidão de irmãos e irmãs que já alcançaram a eternidade. Em definitivo, o homem tem necessidade da eternidade; mas por que experimentamos o medo diante da morte? Dentre as várias razões, está o facto de que temos medo do nada, de partir para o desconhecido. Não podemos aceitar que de improviso caia, no abismo do nada, tudo aquilo que de belo e de grande tenhamos feito durante a nossa vida. Sobretudo, sentimos que o amor requer a eternidade, não pode ser destruído pela morte assim num momento. Além disso, assusta-nos a morte, por causa do juízo sobre as nossas acções que a ela se segue. Mas Deus manifestou-se enviando o seu Filho Unigénito para que todo aquele que acredita não se perca, mas tenha a vida eterna. É consolador saber que existe um Amor que supera a morte, um amor que é o próprio Deus que se fez homem e afirmou: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá» (Jo 11,25)”, disse Bento XVI, falando em português. Já na véspera, dia 1, Festa de Todos os Santos, o Papa considerou que a oração pelos mortos é “não só útil, mas necessária”, deixando votos de que “o pranto, devido ao afastamento terreno, não prevaleça sobre a certeza da ressurreição”.


3. Vinte e cinco anos depois do histórico encontro promovido por João Paulo II, as religiões voltaram a assumir um compromisso pela paz em Assis. “Havemos de continuar a encontrar-nos, a prosseguir este caminho, a aprofundar a amizade e o diálogo fraterno. A partir de hoje, sentimo-nos ainda mais comprometidos” disse o Papa à despedida de Assis, após ter reunido um maior e mais significativo número de líderes religiosos e também de agnósticos, movidos por um anseio comum, de verdade e de paz. Reuniram-se nesse mesmo local para proclamar a incompatibilidade entre religião e violência. De manhã, várias intervenções traçaram o retrato da falta de paz no mundo. Bento XVI fez um discurso condenando a violência em nome da religião (incluindo a que foi cometida em nome da fé cristã), mas também condenou a violência que resulta da negação de Deus e que corrompe o homem. À tarde, no coração de Assis, mais de 300 líderes religiosos reafirmaram a condenação da violência em nome de Deus, comprometeram-se a perdoar-se mutuamente, a promover o diálogo com sinceridade e paciência, a educar as pessoas para a paz, a construir a justiça e a amizade entre os povos. Compromisso selado pelas palavras do próprio Papa: “Nunca mais a violência, a guerra, o terrorismo e que, em nome de Deus, cada religião espalhe sobre a terra a justiça, a paz, o perdão a vida e o amor".


4. O Papa criticou as uniões conjugais fora do sacramento do matrimónio, a feitiçaria e o tribalismo étnico que ocorrem em Angola e São Tomé e Príncipe, durante a audiência no Vaticano que concedeu a bispos daqueles países. Bento XVI recordou também com gratidão o acolhimento que recebeu em Angola, em 2009, e pediu aos bispos para renovarem, sem cessar, o empenho pela evangelização e fraternidade entre todos.


5. O Papa deixou palavras de solidariedade aos tailandeses afectados pelas cheias que já causaram quase 400 mortos. “Quero exprimir a minha solidariedade para com o povo da Tailândia afectada pelas graves inundações, bem como as populações de Ligúria, na Toscana, recentemente destruída pelas fortes chuvas. A todos asseguro as minhas orações”, afirmou Bento XVI.

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