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Bento XVI lança, em África, sementes de fé e de esperança
O sonho do Padre Fortuné
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O Benim é um país pobre mas está em festa, pois foi escolhido pelo Santo Padre para ali divulgar, este fim-de-semana, as conclusões do Sínodo dos Bispos Africanos que se realizou em 2009. Uma ocasião também para assinalar o trabalho fantástico que a Igreja tem vindo a realizar. Hoje contamos a história do seminário “D. Louis Parisot”, que a Fundação AIS apoia através dos seus benfeitores.

 

O Padre Jules Fortuné é o responsável pela gestão do seminário “D. Louis Parisot” de Tchandvedji, na Diocese de Lokossa. A história feliz deste seminário, que prossegue o trabalho missionário iniciado há século e meio no Benin, é bem conhecida de Bento XVI. Para a Fundação AIS, é também um exemplo de como é possível transformar a ajuda dos benfeitores – a sua ajuda – em milagres de vida.

 

Uma história de sucesso

O seminário foi inaugurado há menos de 15 anos, com apenas 62 candidatos a sacerdotes. Em 2008, eram já 220 e até agora foram ordenados cerca de 400 jovens. Para o Padre Fortuné este é um sonho que se cumpre todos os dias. A sua missão é muito específica: gerir o seminário significa conseguir o dinheiro necessário para que não falte nem a água ou a luz, para que todos se possam alimentar e vestir e, principalmente, para que nada falte de essencial para a formação dos novos padres. E como eles são importantes no Benim…

 

Pobres e incultos

Num país onde predominam as crenças indígenas e em que metade da população é considerada pobre, o papel dos seminários da Igreja Católica é cada vez mais importante. Há cerca de uma década, o Benim exibia uma taxa de alfabetização de apenas 40 %. Por isso, o Padre Fortuné acredita que o seu seminário vai ser cada vez mais um exemplo e um instrumento de futuro no país.

 

Dia-a-dia no seminário

No seminário “Mons. Parisot” reza-se e estuda-se muito. Logo pela manhãzinha todos são convocados para a Santa Missa, a que se seguem, às seis e meia, as Laudes, leitura, adoração e o terço. Pelo meio, há o estudo, muito estudo. Não é fácil o trabalho que espera estes futuros padres, pelo que a formação é essencial. Formação teológica e não só: todos ali têm de saber fazer um pouco de tudo. Jardinagem, criação de animais, passar a roupa a ferro, coser, cortar o cabelo, cozinhar…

 

Pedido de ajuda

Cada aluno, cada seminarista, custa pouco mais de 1.000 euros por ano. Para a Conferência Episcopal do Benim, isto é uma pequena fortuna. Por isso, pediram ajuda à Fundação AIS para apoiar os futuros padres. Não se pode recusar este pedido a quem se prepara de forma tão completa, aplicada e sólida para a sua função de pastor. Eles vão ser a semente da Igreja em África e, quem sabe, o novo fôlego do pulmão espiritual também da Europa e da América do Norte.

 

O sonho do Padre Fortuné

Hoje, Bento XVI está no Benim. É um pequeno país que reflecte os problemas e as esperanças dos católicos no continente africano. Por estes dias, o Padre Fortuné anda particularmente feliz. É que, por causa da visita do Santo Padre, há cada vez mais jovens que desejam tornar-se seminaristas para oferecerem as suas vidas a Deus. O Padre Fortuné tem um sonho: a porta do seu seminário nunca se vai fechar por causa da falta de recursos. Alguém há-de ajudar a transformar cada dia num milagre. Essa é também a nossa missão na Fundação AIS: ajudar a cumprir o sonho do Padre Jules Fortuné.

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