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A uma janela de Roma
Papa convida a um redobrado esforço na comunicação do Evangelho
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O Papa esteve no Benim, onde vislumbrou “sinais consoladores de esperança para o continente africano e para o mundo inteiro”. Foram três dias em África, onde se encontram valores autênticos. Ainda este mês o Vaticano organiza uma conferência internacional sobre saúde. Em Dezembro, Bento XVI efectua uma visita pastoral à maior prisão de Roma.

 

1. Três dias após ter regressado do Benim, onde esteve de 18 a 20 de Novembro, o Papa recordou a sua viagem por terras africanas, sublinhando o testemunho de fé que experienciou: “Deus concedeu-me voltar a África, no passado fim-de-semana, para uma visita ao Benim, que celebra cento e cinquenta anos de evangelização. Um momento extraordinário de oração e de festa foi a solene Eucaristia de Domingo, no Estádio da Amizade de Cotonou, na qual participaram milhares de fiéis de todas as idades: um testemunho maravilhoso da fé que consegue unir as gerações e dar resposta aos desafios de cada estação da vida. Confiei-lhes a Exortação apostólica pós-sinodal ‘O Serviço de África’, que é um grande apelo a todos os fiéis cristãos para um redobrado esforço na comunicação do Evangelho a quantos ainda não o conhecem e que anseiam pela reconciliação, a justiça e a paz. Os africanos responderam, com o seu entusiasmo inconfundível, a este apelo; e, nos seus rostos, na sua fé ardente, na sua adesão convicta ao Evangelho da vida, pude uma vez mais vislumbrar sinais consoladores de esperança para o continente africano e para o mundo inteiro”, garantiu Bento XVI, durante a audiência-geral da passada quarta-feira, dia 23.

 

2. África é uma terra de esperança, porque lá se encontram valores autênticos, capazes de inspirar o mundo. A coexistência harmoniosa que se vive no Benim, entre comunidades e religiões e entre a Igreja e o Estado são modelo para todos. A boa vontade e o respeito mútuo favorecem o diálogo e são fundamentais para construir a unidade entre pessoas, etnias e povos. Estas palavras de Bento XVI ao despedir-se do Benim são o mote desta visita histórica, sobretudo, porque o Papa foi dizer que a África tem muito a ensinar aos outros continentes e que um país africano onde se vive a fraternidade na justiça, fundada na grandeza da família e do trabalho, pode apontar ao resto do mundo qual é o caminho a seguir.

Não se trata de retórica, nem de paternalismo – como Bento XVI afirmou no encontro com os políticos – mas de uma firme convicção de que África mantém uma vitalidade, frescura e disponibilidade para os valores humanos e cristãos que o Ocidente há muito perdeu...

Aliás, como recordou, em jeito de balanço o padre Lombardi, porta-voz do Vaticano, não estamos habituados a que se fale de África desta maneira. O Papa não foi pedir aos países ricos para ajudarem este continente – claro que essa ajuda também é importante – mas antes reforçar a esperança destes povos, portadores de uma vitalidade necessária para o resto do mundo.

Uma última nota sobre a boa forma do Papa. Apesar das altas temperaturas e humidade elevada, Bento XVI cumpriu a sua carregada agenda com maior agilidade do que nas últimas visitas que fez à Europa, talvez porque retira mais alento do Benim do que dos países do velho continente, mais desenvolvido – é certo – mas tão decadente.

 

 3. Roma acolhe por estes dias, de 24 a 26 de Novembro, uma conferência internacional sobre saúde, com o tema ‘A pastoral sanitária ao serviço da vida à luz do magistério do beato João Paulo II’. Promovido pelo Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, o encontro é inteiramente dedicada à herança moral do Papa polaco, especialmente aos seus ensinamentos ao mundo com o testemunho do seu sofrimento.

Na conferência de imprensa de apresentação deste encontro internacional, o presidente deste dicastério do Vaticano, D. Zygmunt Zimowski, recordou que a vida humana se deve salvaguardar e defender “em qualquer circunstância”. Os mais de 685 inscritos vão discutir os ensinamentos do falecido Papa e a sua tradução para o trabalho da Igreja junto “dos mais fracos e dos que sofrem”. A iniciativa serve, por outro lado, para “celebrar a sacralidade da vida e a dignidade da pessoa”.

O Vaticano anunciou a presença de várias instituições católicas envolvidas na área da pastoral da saúde, bem como representantes de outras Igrejas e confissões religiosas, para além de 42 bispos e participantes de 70 países, incluindo Portugal.

 

4. O Papa vai visitar a maior prisão de Roma. Na manhã do dia 18 de Dezembro, Domingo, Bento XVI vai-se encontrar com cerca de 300 presos na igreja central do complexo prisional de Rebibbia, dedicada ao ‘Pai Nosso’. Nesta ocasião, haverá um diálogo espontâneo entre o Papa e os prisioneiros do complexo prisional. Antes de deixar o estabelecimento prisional de Rebibbia e regressar ao Vaticano para a recitação do Angelus, Bento XVI vai benzer uma árvore que será plantada como recordação da sua visita.

Esta é uma das novidades da agenda do Papa para o Advento – o período em que os cristãos se preparam para o Natal.

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