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Iraque: Vamos passar das palavras aos actos
Somos mesmo bons samaritanos?
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Construir uma simples capela, numa aldeia perto de Kirkuk, no Iraque, pode fazer toda a diferença para os cristãos. D. Louis Sako, que esteve há pouco entre nós, pediu-nos ajuda para esse projecto. Apenas isso. Para que os cristãos dessa aldeia possam continuar a ser comunidade. D. Louis disse que os benfeitores da Fundação AIS são “bons samaritanos”. Neste Natal, temos de passar das palavras aos actos.

 

Nas últimas semanas, Portugal acolheu dois cristãos iraquianos que conhecem, como poucos, o que significa a perseguição religiosa: D. Louis Sako e Joseph Fadelle. Ambos sabem o que é a discriminação e o medo, ambos conhecem histórias de violência, tortura e morte. O Arcebispo de Kirkuk deixou-nos mesmo um pedido especial: “Por favor, não se esqueçam de nós!”

 

Vida dramática

Nas várias conferências que proferiu, quer em Lisboa, Braga ou Fátima, D. Louis explicou como tem sido dramática a vida dos cristãos no seu país. “Estamos isolados, somos poucos e ninguém se lembra de nós. É por isso que a vossa solidariedade é tão importante! Sempre que souberem que um cristão, um padre, é vítima de violência no nosso país, devem protestar. É preciso protestar. Não compreendo porque razão os cristãos na Europa não fazem nada. Parece que têm vergonha…”

 

“Não se esqueçam de nós”

O relato de D. Louis Sako é o testemunho de milhares de iraquianos perseguidos, que se sentem isolados do mundo, vítimas da prepotência de um poder sem limites. “Por favor, não se esqueçam de nós! Se a situação era má no tempo da ditadura de Saddam Hussein, agora é pior. Mas eu não tenho medo. Sou padre. A minha vida já está entregue! Estamos isolados, somos poucos e ninguém se lembra de nós. É por isso que a vossa solidariedade é tão importante”, afirmou o Arcebispo. Explicando que o apoio prestado pela Fundação AIS “tem sido vital” para a sobrevivência dos cristãos no Iraque, o Arcebispo de Kirkuk afirma mesmo que os “benfeitores da Fundação AIS são, para nós, os verdadeiros Bons Samaritanos”.

 

Agora é a nossa vez

Tudo o que fizermos pelos cristãos iraquianos parece pouco perante o exemplo que nos chega deste país do Médio Oriente onde a liberdade religiosa é apenas uma miragem. Joseph Fadelle, que também esteve entre nós, em Lisboa, a convite da Fundação AIS, trouxe-nos outra história, ainda mais trágica, do que significa ser cristão no Iraque.

 

Sentença de morte

Sobre ele impende uma sentença de morte, uma fatwa. Hoje, vive em França, quase na clandestinidade, apenas com a mulher e os filhos. Teve de abandonar a família, que nunca deixou de o perseguir, os amigos, tudo. Desde que descobriu Cristo, este homem, que já se chamou Mohammed, foi vítima de tortura, prisão, humilhações, e até sofreu atentados. Tudo porque no seu país não é aceitável alguém converter-se ao Cristianismo. E hoje, tanto no Iraque como em tantos outros países, há milhares de pessoas como Joseph Fadelle, que desejam converter-se ao Cristianismo e viver a sua fé em liberdade. Mesmo que, para isso, corram risco de vida. E nós, que fazemos perante este exemplo de fé?

 

Vamos construir uma capela

D. Louis Sako deixou-nos um pedido de ajuda: construir uma capela para os cristãos de Sekanyan, em Kirkuk. O Governo provincial respondeu ao pedido da Arquidiocese com a oferta de uma propriedade para os cristãos. Quarenta famílias já construíram aí as suas casas. A aldeia é totalmente cristã. Quando estiver construída, esta capela poderá ser também utilizada como centro de saúde ou jardim-de-infância. A Fundação AIS prometeu uma ajuda de 45 mil euros para que esta comunidade continue a florescer e esta capela seja um lugar de esperança e alegria. Esta é a nossa prenda de Natal para os cristãos iraquianos, para D. Louis Sako e Joseph Fadelle. Podemos contar consigo?

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