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Portugal passa a ter três Cardeais
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O Arcebispo D. Manuel Monteiro de Castro foi nomeado Cardeal pelo Papa, que anunciou para 18 de Fevereiro a realização um Consistório para a criação de 22 novos membros do Colégio Cardinalício. Na semana em que Bento XVI recebeu o corpo diplomático, a Santa Sé publicou uma nota com indicações pastorais para preparar melhor o próximo Ano da Fé. O Papa falou ainda da Eucaristia e baptizou 16 crianças.

 

1. Portugal vai ter mais um Cardeal. O Papa marcou para dia 18 de Fevereiro um Consistório para a criação de 22 novos cardeais, entre os quais o Arcebispo português D. Manuel Monteiro de Castro. “Anuncio com grande alegria que no próximo 18 de Fevereiro, realizarei um Consistório no qual nomearei 22 novos membros do Colégio Cardinalício. Como é sabido, os cardeais têm a tarefa de ajudar o sucessor do Apóstolo Pedro na realização do seu ministério e confirmar os irmãos na fé e exercer o princípio e fundamento da unidade e da comunhão na Igreja”, disse Bento XVI, em Roma, durante o Angelus, no passado dia 6 de Janeiro.

D. Manuel está na Cúria Romana desde Julho de 2009, quando assumiu o cargo de secretário da Congregação para os Bispos, tendo sido, posteriormente, nomeado por Bento XVI como consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e secretário do Colégio Cardinalício. Antes ainda de ter sido criado Cardeal, D. Manuel Monteiro de Castro foi nomeado pelo Papa como Penitenciário-Mor da Santa Sé, pelo que irá chefiar um dos tribunais da Cúria.

D. Manuel Monteiro de Castro torna-se, assim, no terceiro Cardeal português, juntando-se ao Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e a D. José Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos.

 

2. Dos 22 novos cardeais, 18 são eleitores porque quatro deles têm mais de 80 anos. Aliás, neste grupo, três nem sequer são bispos: passam directamente de sacerdote a cardeal, pelo seu mérito e serviço à Igreja – um deles, Julien Ries, famoso professor de história da Igreja tem 91 anos. Assim, com direito a voto há 18 novos eleitores – mais do que as vagas que havia. Ou seja, desde Paulo VI que o número limite para o Colégio Cardinalício é de 120, mas já no pontificado de João Paulo II esse número é por vezes ultrapassado, considerada a idade de alguns dos seus membros. É o caso deste Consistório: até hoje havia 12 vagas por preencher, mas o excesso dos seis lugares que sobram rapidamente se desvanecerá, porque até ao fim de 2012 há seis cardeais que completam 80 anos.

Do ponto de vista geográfico, há uma forte predominância italiana: entre os 18 novos eleitores, 12 são europeus, seis deles italianos. De resto, quatro são da América e dois asiáticos. Desta vez, o continente africano fica de fora. A predominância das nomeações vai para os 10 cardeais que ocupam cargos na Cúria Romana – dois deles falam a língua de Camões: o português D. Manuel Monteiro de Castro, Penitenciário-Mor, e o brasileiro D. João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para a Vida Consagrada.

 

3. O Papa recebeu, no Palácio Apostólico do Vaticano, o corpo diplomático tendo dirigido palavras de esperança à humanidade. “Não devemos desanimar, mas redesenhar decididamente o nosso caminho com novas formas de compromisso. A crise pode e deve ser um incentivo para meditar sobre a existência humana e a importância da sua dimensão ética, antes mesmo de reflectir sobre os mecanismos que governam a vida económica”, salientou Bento XVI, durante o encontro de felicitações de ano novo.

 

4. A Santa Sé publicou uma nota com indicações pastorais para preparar melhor o próximo Ano da Fé. A nota da Congregação para a Doutrina da Fé está dividida em 4 partes – credo, liturgia, acção cristã e oração – e contém propostas pastorais a vários níveis: Igreja Universal, Conferências Episcopais, dioceses e paróquias. Objectivo: ajudar os fiéis a aprofundar de modo renovado a sua fé.

O próprio Papa participará em duas celebrações solenes – durante o Sínodo dos Bispos, em Outubro deste ano, e na Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, em 2013. É provável, no entanto, que outras iniciativas venham a ser organizadas, nomeadamente a nível ecuménico.

O Ano da Fé, recorde-se, tem início a 11 de Outubro.

 

5. A participação na Eucaristia é “indispensável para a vida cristã” e há-de ser sempre o “ponto mais alto de toda a nossa oração”, sublinhou o Papa na audiência-geral de quarta-feira, dia 11, na Aula Paulo VI, no Vaticano. Retomando o ciclo de catequeses dedicado à oração, Bento XVI lembrou que, na Ceia com os 12 apóstolos, o gesto de Jesus de “partir o pão e oferecer a taça [com vinho] na noite antes de morrer torna-se o sinal da sua auto-oferta redentora, em obediência à vontade do Pai”. A Eucaristia, prosseguiu, “é alimento dos peregrinos que se torna força também para quem está cansado, exausto e desorientado”.

 

6. O Papa baptizou, no passado Domingo, 16 crianças na Capela Sistina do Vaticano, numa tradicional cerimónia para lembrar o dia do Baptismo do Senhor, última celebração do Natal católico. “O verdadeiro educador não liga as pessoas a si mesmo, não é possessivo. Quer que o filho, ou o discípulo, aprenda a conhecer a verdade, estabelecendo com ela uma relação pessoal. O educador realiza o seu dever até ao fim, assegurando a sua presença atenta e fiel, mas o seu objectivo é que o educando escute a voz da verdade que fala ao coração, e a siga numa caminhada pessoal”, lembrou Bento XVI, na sua homilia no passado dia 8.

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