Lisboa |
Solenidade de São Vicente
“O martírio cristão é a plena imitação de Cristo”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa considera que “o mártir é uma testemunha” e apela à “vivência de todo o sofrimento em união ao sofrimento de Cristo”. Na Solenidade de São Vicente, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa, D. José Policarpo falou ainda sobre o mártir São Vicente.

 

Na Sé Patriarcal de Lisboa, no passado Domingo, 22 de Janeiro, o Cardeal-Patriarca reflectiu sobre o mártir São Vicente. “Ele é, para todos nós e há muitas gerações, o Mártir São Vicente. Não foi martirizado em Lisboa. Diácono do Bispo Valério de Saragoça, é martirizado no início do século IV, na perseguição de Diocleciano, a última desencadeada pelos imperadores romanos contra os cristãos”. Na sua homilia, D. José Policarpo lembrou depois a actualidade do martírio. “Ao longo dos séculos sempre houve homens e mulheres que aceitaram sacrificar a vida por uma causa nobre. No nosso tempo há muitos que decidem da sua própria morte por motivos que consideram nobres; é o caso dos auto-proclamados mártires muçulmanos ou de monges budistas que se imolam. O mártir cristão não decide da sua própria morte; sofre-a por fidelidade. Para ele, a vida neste mundo não parece mais importante que a sua fé, a sua fidelidade a Jesus Cristo. O mártir cristão é vítima da violência injusta dos poderes deste mundo contra os cristãos”.

Segundo o Patriarca de Lisboa, “a fonte do sentido do martírio cristão é Cristo e a identificação da Igreja com Cristo, em tudo, sobretudo na Sua paixão redentora”. Neste sentido, acrescentou, “Cristo, na sua fidelidade ao desígnio de Deus Pai, é o Mártir por excelência, que aceitou ser fiel à Sua missão, mesmo sofrendo a morte”. Desta forma, “o martírio cristão é mais do que dar a vida por qualquer causa nobre”, é “a plena imitação de Cristo, a participação perfeita na sua missão redentora”.

Sublinhando depois que o martírio cristão é “o seguimento de Cristo até às últimas consequências”, D. José Policarpo apelou à fidelidade: “[o martírio cristão] É a afirmação de que não há fidelidade cristã sem aceitar participar na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta dimensão exprime-se, não apenas no martírio, mas na vivência de todo o sofrimento em união com Cristo”. Apontando que “o mártir é uma testemunha”, referiu depois que “só o testemunho dos cristãos comunica a fé e faz crescer a Igreja”. “Então devemos promover o martírio?”, questionou o Patriarca de Lisboa, respondendo: “De modo nenhum; devemos promover, isso sim, a vivência de todo o sofrimento em união ao sofrimento de Cristo. A mística cristã vive, a este propósito, uma espécie de paradoxo. A Igreja, por um lado, procura mitigar o sofrimento humano e, por outro, dá-lhe um sentido sublime e transcendente. Sempre existiram mártires, porque sempre existiram perseguidores. Um livro recentemente publicado, intitulado “Os mártires do século XX”, dá-nos dessa realidade um panorama impressionante. E mesmo hoje, nos últimos dias, os noticiários estão cheios de notícias de mártires cristãos e de perseguidores. O sentido místico do martírio não deve impedir todas as forças que lutam pela dignidade do homem de denunciar e isolar os perseguidores. É uma batalha de civilização”.

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