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Presidente e fundadora do Banco Alimentar Contra a Fome
Isabel Jonet é a personalidade europeia do ano para o ‘Reader’s Digest’
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Isabel Jonet, presidente e fundadora do Banco Alimentar Contra a Fome, é a primeira portuguesa a ser eleita Personalidade Europeia das Selecções do ‘Reader´s Digest’.

 

Escolhida pelos directores das 21 edições europeias da revista, Isabel Jonet recebe o prémio em reconhecimento pelo trabalho na direcção daquela organização humanitária, que este ano vai ajudar a combater a fome e a subnutrição a cerca de 300 mil pessoas em Portugal.

O prémio, que inclui um donativo de cinco mil euros, será entregue a Isabel Jonet no próximo dia 16 de Fevereiro.

 

“É um escândalo que ainda haja pessoas com fome neste século”

Em 2009, Isabel Jonet concedeu uma longa entrevista ao Jornal VOZ DA VERDADE onde considerou lamentável que a questão da fome não esteja ainda resolvida a nível mundial. “É um escândalo que no século XXI, onde as pessoas supostamente vivem muito melhor, ainda haja pessoas que têm fome e que estejam privados dos cuidados médicos mais elementares e que não tenham casa. Mais do que tudo, acho a privação da alimentação o maior escândalo de todos. O alimento é um bem de consumo que não tem equivalência com mais nenhum outro bem de consumo, uma vez que o alimento é o próprio elemento de vida, é seiva de vida. Sem comida morre-se. Sem casa não se morre; vive-se pior, com frio, sem condições humanas, mas não se morre. Portanto, acho escandaloso que neste século ainda não se tenha resolvido este problema que é muitas vezes um problema essencial de não conseguir fazer chegar bens alimentares a todas as pessoas que deles precisam, muitas vezes apenas porque há um problema de distribuição que não funciona”.

Lembrando que “os Bancos Alimentares existem e têm na sua génese uma ideia: ir buscar onde sobra para entregar onde falta”, Isabel Jonet sublinha: “Repito, é um escândalo e é lamentável que a questão da fome não esteja resolvida. Acho que as pessoas, e os cristãos antes de mais, não podem baixar os braços, não se podem conformar com aquilo que é uma situação absolutamente indigna. Esta situação pode, de alguma forma, começar a ser invertida se as pessoas tiverem em atenção os seus consumos pessoais”.

Naquela entrevista, questionada sobre se ‘faltará um pouco mais de caridade onde por vezes existe somente a solidariedade?’, a agora personalidade europeia do ano para o ‘Reader’s Digest’ deixava pistas de actuação no campo da acção social: “A grande diferença é que a caridade é a solidariedade com amor. Amor pelo próximo, na acepção de São Paulo. Ou seja, ver que o próximo faz parte de nós próprios e não é outro. Quando se faz o bem, deve-se fazer de uma forma desinteressada. Penso que a solidariedade cabe ao Estado, que é um órgão distante, frio, que não tem de ter afecto; no caso das pessoas, se puder haver afecto e amor temos a ganhar, nesta lógica de que os outros fazem parte de nós”. Às comunidades cristãs ficava o desafio: “Tem que se combater o egoísmo e as pessoas têm que sair delas próprias para se darem aos outros. A consciência sócio-caritativa faz parte da missão baptismal. Quando somos baptizados, recebemos o Espírito Santo e dizemos querer ser instrumento de amor”.

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