Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Uma existência vivida em Deus
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Nunca fui aluno do Senhor D. Manuel Falcão mas, por circunstâncias várias, os caminhos das nossas vidas foram-se cruzando em algumas ocasiões.

Talvez por isso, pouco passava do início deste ano de 2012, quando por entre o correio que me tinha sido enviado, descobri um pequeno opúsculo, intitulado “Uma existência envolta em mistérios. À laia de Testamento espiritual”. Era seu autor D. Manuel Falcão. Segundo ele, tratava-se de “uma forma de catequese sobre os mistérios cristãos que envolvem a nossa existência”. O seu conteúdo tinha a simplicidade que sempre caracterizou o Senhor D. Manuel mas, ao mesmo tempo, a profundidade de uma vida totalmente entregue nas mãos do Senhor, envolvida pelo “mistério de Jesus”.

Depois de completado o curso de Engenheiro mecânico em 1945, entrou no Seminário, sendo ordenado sacerdote em 1951. Nomeado desde logo professor no Seminário dos Olivais, procurou conhecer e pôr em prática muitos dos dinamismos pastorais que haviam de conduzir ao Concílio Vaticano II, e que ele próprio, depois de ordenado Bispo auxiliar (22 de Janeiro de 1967) procurou implementar na diocese. Anos depois (1974) foi nomeado Bispo Coadjutor de Beja, diocese de que, em 1980, assumiu plenamente a condução.

Da sua actividade pastoral poderíamos enumerar um sem-fim de momentos, que não caberiam no espaço reduzido deste editorial. De todas elas, no entanto, tenho a certeza de que surgiria uma marca, que se transformou numa sua outra característica: a generosidade. O Senhor D. Manuel Falcão era incapaz de não se entregar completamente a Deus e aos irmãos, seja através da generosidade material, seja por meio daquela outra, mais importante, que é a generosidade de quem nem sequer a vida guarda para si. Talvez por isso mesmo a sua existência nos aparecia como que “envolvida pelo mistério de Deus”.

No já referido opúsculo, escrevia a dado momento D. Manuel Falcão: “Se a morte é uma certeza, ela é sobretudo um mistério. De facto, seria absurdo que em nós tudo terminasse com ela. […] A revelação divina diz-nos que os nossos primeiros pais estavam destinados a viver num paraíso. E que melhor paraíso se pode imaginar do que a convivência íntima por toda a eternidade com o Deus de bondade e de amor?” D. Manuel Falcão partiu para junto do Pai no passado dia 21. Tenho a certeza de que, ao recebê-lo junto de Si, Jesus disse: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”.

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