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A uma janela de Roma
Cristãos convidados a rezar pelo retiro quaresmal do Papa
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Antes de partir com a Cúria Romana para retiro quaresmal, Bento XVI pediu orações pelos seus exercícios espirituais e falou da Quaresma. O Papa dirigiu-se ainda à Academia Pontifícia para a Vida e aos párocos de Roma. Finalmente, foi divulgado o programa da viagem papal a Milão.

 

1. O Papa e a Cúria Romana estão esta semana em retiro quaresmal, que teve início no I Domingo da Quaresma, a 26 de Fevereiro, na Capela Redemptoris Mater, do Palácio Apostólico, em Roma. “Recomendo às vossas orações a semana de exercícios espirituais que começarei nesta tarde com os meus colaboradores da Cúria Romana”, disse Bento XVI durante o Angelus do passado Domingo, na Praça São Pedro, no Vaticano. As meditações sobre o tema central ‘A comunhão do cristão com Deus’ estão a ser conduzidas pelo Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya, Arcebispo de Kinshasa, no Congo.

Nesta semana de exercícios espirituais, que terminam na manhã deste sábado, 3 de Março, foram suspensos todos os compromissos do Papa, inclusive a audiência geral de quarta-feira.

 

2. Ainda no Angelus do passado Domingo, Bento XVI lembrou que “a tentação de remover Deus, conduzindo as coisas no mundo, contando apenas com as suas próprias habilidades, está sempre presente na história do homem”.

O Papa reflectiu também sobre este tempo litúrgico de preparação para a Páscoa. “O tempo da Quaresma é um momento propício para renovar e melhorar o equilíbrio do nosso relacionamento com Deus, por meio da oração quotidiana, os gestos de penitência e as obras de caridade fraterna. Supliquemos com fervor a Maria Santíssima para que acompanhe o nosso caminho quaresmal com a sua protecção e nos ajude a imprimir no nosso coração e na nossa vida a Palavra de Jesus Cristo, para nos convertermos a Ele”, pediu o Santo Padre.

 

3. O Papa considera que o casamento entre um homem e uma mulher é o único “lugar digno” para dar à luz a um novo ser humano. Essa procriação, segundo explicou, representa a expressão da união biológica e espiritual dos cônjuges. “A união do homem e da mulher nessa comunidade de amor e de vida que é o casamento constitui o único 'lugar' digno para a chamada à existência de um novo ser humano, que sempre é um presente”, afirmou Bento XVI, durante uma audiência no Vaticano com os participantes da 18ª Assembleia Geral da Academia Pontifícia para a Vida, que teve como tema ‘Diagnoses e tratamento da infertilidade’.

O Papa louvou o trabalho dos cientistas que mantêm “acordado o seu espírito de busca da verdade, ao serviço do autêntico bem do homem”, evitando o “cientificismo e a lógica do lucro”. Segundo Bento XVI, essa é a lógica que parece dominar hoje o campo da infertilidade e da procriação humana, “chegando a limitar inclusive muitas outras áreas de pesquisa”.

“A dignidade humana e cristã da procriação não consiste num produto, mas num vínculo com o acto conjugal, expressão do amor dos cônjuges, da sua união não só biológica, mas também espiritual”, disse. “As legítimas aspirações de paternidade do casal que se encontra numa condição de infertilidade têm, portanto, de encontrar, com ajuda da ciência, uma resposta que respeite plenamente a sua dignidade de pessoas e esposos”, destacou Bento XVI.

 

4. O Papa exortou os párocos romanos a serem humildes e unidos, e a não cederem às opiniões do mundo. “A ausência da humildade destrói a unidade; a humildade é uma virtude fundamental da unidade e somente assim cresce a unidade do Corpo de Cristo: somente assim tornamo-nos realmente unidos e recebemos nós a riqueza e a beleza da unidade”, salientou, na Sala Paulo VI, no Vaticano, durante o tradicional encontro quaresmal com os párocos romanos. Bento XVI, na qualidade de Bispo de Roma que se encontra com os párocos da sua diocese, expressou toda a sua alegria ao ver tantos padres reunidos, definindo-os como “um forte exército de Deus” pronto para as batalhas do nosso tempo.

Sobre as vocações, lembrou: “O grande sofrimento da Igreja de hoje na Europa e no Ocidente é a falta de vocações sacerdotais, mas o Senhor chama sempre, falta a escuta”. Por isso, acrescentou, “devemos estar atentos à voz do Senhor”. Na sua intervenção, o Papa garantiu ainda que outro grande problema da Igreja actual é a falta de conhecimento da fé, é o chamado analfabetismo religioso: “Com esse analfabetismo não podemos crescer, a unidade não pode crescer. Por isso devemos nós mesmos apropriar-nos novamente desse conteúdo como riqueza da unidade, e não como um pacote de dogmas e de mandamentos, mas como uma realidade única que se revela na sua profundidade e beleza”.

 

5. Foi divulgado o programa da viagem do Papa a Milão, Itália, entre 1 e 3 de Junho, para o encerramento do 7º Encontro Mundial das Famílias que tem inicia a 29 de Maio, com o tema ‘A família: o trabalho e a festa’. “O trabalho e a festa estão intimamente ligados à vida das famílias: condicionam as suas escolhas, influenciam os relacionamentos entre os cônjuges, e entre os pais e os filhos, incidem sobre a relação da família com a sociedade em geral e com a Igreja”, escreveu o Papa na carta enviada para a preparação deste encontro.

No dia 2, sábado, nota para o encontro de Bento XVI com jovens, que decorre no Estádio Giuseppe Meazza, também conhecido como San Siro. O programa de Domingo, dia 3, inclui a celebração da Missa, na periferia da cidade milanesa, durante a qual o Papa deve anunciar a sede do próximo Encontro Mundial das Famílias.

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