Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
O Homem novo
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Pode ser mau hábito dos meios de comunicação, cujos teóricos determinaram que apenas as desgraças são notícia; e pode ser reflexo daquilo que somos e que interiorizamos: as desgraças chamam-nos mais a atenção que aquilo de bom que acontece todos os dias. Mas o facto é que todos percebemos (mesmo que não o digamos expressamente) que este mundo, a continuar assim, não tem grande solução.

É verdade que podemos assumir a posição superficial de dizer que “o importante é ter sempre alegria”, mandar para trás das costas este “hábito” que temos de pensar e de nos preocuparmos com a vida (nossa e dos outros), e procurar sobreviver em cada dia que passa, como se nada acontecesse, e tudo à nossa volta estivesse como deveria estar.

A realidade, no entanto, mais tarde ou mais cedo, vem ao nosso encontro: o mundo deveria estar bem melhor; o ser humano deveria ser bem melhor; muitos dos problemas mundiais e pessoais até que os poderíamos resolver sem grande esforço, desde que todos se pusessem de acordo – ou seja, desde que todos actuassem como dizem pensar… E, no entanto, sabemos por experiência como é difícil deixar de lado os egoísmos e congregar esforços.

Mesmo nós, cristãos, convenhamos que nem sempre fomos capazes de dar ao mundo aquilo que temos de melhor. Muitas vezes deixámos mesmo que a nossa pobreza na vivência da fé fosse origem de várias contendas, divisões, injustiças – e não falo apenas do passado.

Decisivamente, é altura de colocarmos de lado as nossas pretensões a construir, com as nossas mãos, as nossas boas-vontades, a nossa humanidade, um mundo novo. Por nós ele, de facto, não chegará nunca a existir. Nem sequer chegará a ter alicerces: haverá sempre quem ache que os fundamentos não deviam ser construídos aqui mas além, e que não deveriam ser tão fundos, mas que basta algo de mais superficial…

Não se trata de desistir da humanidade e de (tanto menos) reconhecer que é impossível o homem novo. Trata-se antes de reconhecer que o ser humano, abandonado unicamente às suas forças, não é capaz de o fazer. É por isso que é importante chegar a todos o Evangelho – quer dizer, a “feliz notícia”: Deus já construiu o Homem Novo e só nos pede que vivamos por Ele, com Ele e nele: é Jesus ressuscitado (já agora: Ele é o melhor que nós, cristãos, temos a dar). Parece tão simples… mas, mesmo assim, o nosso orgulho de quem julga tudo saber, torna, até isso, tão difícil!

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