Lisboa |
Celebrações de Páscoa na Sé Patriarcal de Lisboa
“A nossa morte será a última surpresa de Deus”
<<
1/
>>
Imagem

Nas celebrações pascais na Sé de Lisboa, o Cardeal-Patriarca sublinhou que “a vitória de Cristo sobre a morte não é apenas pessoal, é uma vitória da humanidade”. D. José Policarpo reflectiu ainda sobre a Cruz e pediu comunhão aos padres da diocese.


“Deus surpreende-nos sempre. A ressurreição de Jesus surpreendeu mesmo os seus discípulos mais íntimos: Maria Madalena, Pedro e João. E no entanto Jesus tinha ligado sempre o anúncio da ressurreição à referência à Sua morte”. Foi desta forma que o Cardeal-Patriarca iniciou a sua homilia na Missa do Domingo de Páscoa, 8 de Abril, na Sé de Lisboa.

Segundo D. José Policarpo, “Cristo é a grande surpresa de Deus, na expressão do Seu amor pelos homens”. Neste sentido, sublinhou depois a surpresa divina da morte e ressurreição. “Quando esse drama estava consumado, em que a recordação dos discípulos era a normal ternura pelo cadáver de um ente querido, a surpresa da ressurreição que os obriga a começar tudo de novo, a reler todos os acontecimentos e palavras da sua convivência com Jesus, a dar um lugar à fé que, apesar de tudo, ela nunca tinha tido, e a abrirem-se a outras surpresas no convívio com Jesus ressuscitado”.

Para o Cardeal-Patriarca, “a vitória de Cristo sobre a morte não é apenas pessoal, é uma vitória da humanidade”. “Em Cristo ressuscitado, cada um de nós pode vencer a morte porque Ele nos ensina a fazer da vida um dom. Sempre que se oferece a vida, com amor, já se venceu a morte. Mas a grande vitória sobre a morte é abrir-se à imortalidade, é assumir a nossa vocação de peregrinos de outra pátria e de outra experiência de vida. Não sabemos como será essa forma de vida, será outra grande surpresa de Deus, apesar de já experimentarmos as suas primícias”. Nesta celebração em que os cristãos celebram a ressurreição de Cristo, D. José Policarpo convidou à abertura à eternidade: “Só a ressurreição de Cristo constrói em nós uma verdadeira abertura à vida eterna, prometendo-nos que a nossa morte, vivida na fé na ressurreição, será, neste mundo, para cada um de nós, a última surpresa de Deus”.

 

Cruz e comunhão

Em Sexta-feira Santa, o Patriarca de Lisboa apontava a Cruz como o caminho dramático da redenção: “Nesta celebração da Paixão do Senhor, a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo está no centro, sugerindo a dimensão dramática da nossa redenção e a sua centralidade na nossa fé e em toda a vida cristã, na Liturgia, na oração pessoal, na luta contra o pecado, na simbólica de uma vida nova de um povo peregrino da Casa do Pai”.

Na véspera, em Quinta-feira Santa, na Missa Crismal, a última celebração do tempo da Quaresma, D. José Policarpo pediu comunhão aos padres da Diocese de Lisboa: “Caríssimos Padres. O nosso ministério é um serviço de comunhão. Passa por ele, em grande parte, a expressão da actualidade salvífica da Igreja. Se formos fiéis, seremos colaboradores de Cristo na sua missão salvífica, em cada tempo e em cada circunstância concreta da comunidade humana”.

texto por Diogo Paiva Brandão
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
Isilda Pegado
1. Neste tempo, em que o individualismo parece imperar, apesar da destruição que gera na Sociedade,...
ver [+]

P. Duarte da Cunha
Que todos os homens querem ser felizes não parece ser objecto de discussão entre pessoas sãs. Todos queremos, de facto, ser felizes.
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
Galeria de Vídeos
Voz da Verdade
EDIÇÕES ANTERIORES