Lisboa |
XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde
Igreja pede aos cristãos para acompanharem os doentes e idosos mais carenciados
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A Pastoral da Saúde quer que as comunidades cristãs prestem mais atenção aos doentes e idosos carenciados. Durante o Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que decorreu em Fátima, foi ainda sublinhada a importância de criar a pastoral da saúde em todas as paróquias.

 

“Urge motivar e apoiar as comunidades cristãs para o acompanhamento dos doentes e idosos mais carenciados, no recurso aos cuidados de saúde, e prestar-lhes, pela relação de ajuda, o acompanhamento, indispensáveis nos mais carenciados”. Esta é a conclusão síntese dos 600 participantes do XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que se reuniram em Fátima, de 2 a 5 de Maio.

Segundo as conclusões deste encontro, “é missão da Igreja Católica cuidar do homem todo e de todos os homens”, por isso é “altamente recomendável que se formalize a Pastoral da Saúde em todas as Paróquias de Portugal e que se lhe conceda o mesmo grau de importância e empenho que se dedica aos outros sectores”.

 

Saúde na paróquia

O documento incentiva ainda as comunidades paroquiais a “procurar conhecer os idosos e doentes que vivem na área da paróquia, a fim de contrariar o seu isolamento, através de grupos de voluntariado organizado”, e “acompanhar as pessoas que precisam de cuidados, quer ao Centro de Saúde, quer às urgências dos Hospitais, facilitando o transporte, se necessário, e assegurando a continuidade da assistência”.

Ao nível do plano de apoio espiritual e religioso, as conclusões do Encontro Nacional da Pastoral da Saúde apontam para a necessidade de “garantir a assistência espiritual a todos os doentes durante a sua permanência nos hospitais, uma vez que é, para estes, um direito inalienável, no respeito pela liberdade religiosa de cada um”. Na comunidade paroquial é urgente organizar “a assistência espiritual aos doentes e idosos nos seus domicílios”, sendo que “os voluntários destacados para os serviços da Pastoral da Saúde na paróquia devem ter formação específica”. “Na consciência de que os doentes e os idosos também são membros activos da comunidade paroquial, estes devem estar inseridos em actividades de que são capazes e que os levem a sentir-se realizados e úteis à comunidade. Também esta é uma forma de envelhecimento activo e de abertura à relação entre gerações”, acrescenta o comunicado final.

Sobre a relação com as estruturas da saúde a nível nacional ou local, a Pastoral da Saúde aconselha a “organizar um projecto da dádiva gratuita de sangue, a curto, médio e longo prazo”, “incrementar a prevenção de riscos, nas ondas climáticas de frio ou de calor”, “apoiar as pessoas com menos recursos a saber pedir a isenção das taxas moderadoras” e “levar as comunidades paroquiais a conseguir estabelecer relações de proximidade com os Centros de Saúde e os Hospitais da zona”.

O Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que teve como tema ‘Cuidados de Saúde. Lugares de Esperança (A Saúde em Portugal)’, convidou, por fim, à esperança. “Este plano é ambicioso, mas os participantes do XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde sentem que assim podem transformar os cuidados de saúde sempre num lugar de esperança para todos”, terminam as conclusões.

 

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Ministro da Saúde garante que “a saúde depende da capacidade de ter esperança”

Presente no XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, o Ministro da Saúde convidou à esperança. “A saúde de todos nós depende de nós próprios e da nossa capacidade de ter esperança e uma firme vontade de avançar para um melhor futuro”, afirmou Paulo Macedo reiterando, porém, “a necessidade de cortar no desperdício e combater a fraude” para adequar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “aos dias de hoje”.

Falando na sessão de encerramento deste encontro em Fátima, Paulo Macedo lembrou que “só um SNS robusto poderá continuar a garantir a esperança de uma cura rápida”, pelo que é “essencial poder continuar a garantir a todos os portugueses cuidados de saúde de qualidade e atempados”.

O ministro desafiou ainda a Pastoral da Saúde a ajudar “o Governo com novas propostas e novos desafios”, comprometendo-se “a analisá-las e a ser um coactor” no seu desenvolvimento. “O actual momento que o país atravessa precisa do esforço e do entusiasmo de todos. Só assim poderemos ultrapassar este período da nossa história. Contamos convosco tal como podem contar comigo”, concluiu.

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