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Milão terá um milhão de fiéis para a Missa com o Papa
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Foi apresentado o 7º Encontro Mundial de Famílias. Na semana em que falou da oração, o Papa lembrou a Igreja na China, as tragédias em Itália, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, almoçou com cardeais e recebeu bispos norte-americanos.

 

1. A Santa Sé apresentou esta semana o 7º Encontro Mundial de Famílias, que começa dia 30 de Maio, em Milão, com o tema ‘A Família: Trabalho e Festa’. Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho Pontifício para a Família, D. Ennio Antonelli, divulgou um manual que reúne os textos que foram publicados pela Santa Sé sobre a família e a vida humana, no final do pontificado de João Paulo II e já com Bento XVI. “O objectivo é fornecer um instrumento útil de consulta aos diversos agentes pastorais, às associações pro-vida e movimentos familiares, aos investigadores, professores e políticos”, explicou o cardeal.

Já o Arcebispo de Milão, D. Angelo Scola, saudou a pertinência do tema, que destaca “uma das componentes mais importantes do ser humano”, ou seja, “o seu estado de permanente relação com o próximo”. Sobre a família, este arcebispo sustentou que “os laços assentes no casamento fiel entre homem e mulher ainda continuam a ser a melhor forma de gerar e educar uma criança, apesar dos últimos desenvolvimentos culturais que colocaram em causa este modelo”.

O programa do 7º Encontro Mundial de Famílias vai prolongar-se até dia 3 de Junho, altura em que Bento XVI preside a uma Missa na periferia da cidade de Milão, onde é esperado um milhão de fiéis, segundo a organização.

 

2. O Papa garantiu que quando se reza a Deus, nunca se está sozinho. “O Espírito Santo ensina-nos a tratar Deus, na oração, com os termos afectuosos de «Abbá, Pai!», como fez Jesus. (…) Realmente, sempre que clamamos «Abbá, Pai!», fazemos isso movidos pelo Espírito, com Cristo e em Cristo, e sempre em união com toda a Igreja. De facto, desde o princípio, ela assumiu esta invocação, de modo particular na oração do «Pai-Nosso». Quando rezamos ao Pai, nunca estamos sozinhos. É a Igreja que sustém a nossa invocação, porque a nossa invocação é invocação da Igreja”, salientou Bento XVI, durante a audiência-geral da passada quarta-feira, dia 23, apontando já ao próximo Domingo de Pentecostes: “Com a proximidade da solenidade de Pentecostes, procurai, a exemplo de Nossa Senhora, estar abertos à acção do Espírito Santo na vossa oração, de tal modo que o vosso pensar e agir se conformem sempre mais com os do seu Filho Jesus Cristo”.

 

3. A Igreja rezou pela China. Foi na passada quinta-feira, 24 de Maio, dia dedicado a Maria Auxiliadora, que é venerada com grande devoção na China, em especial no Santuário de Sheshan, em Xangai. Em 2007, o Papa escreveu uma carta aos fiéis chineses, onde instituiu a toda a Igreja um dia de oração pela Igreja na China e que é precisamente a 24 de Maio. Já no último Regina Coeli, Bento XVI tinha pedido para a Igreja se “unir em oração com todos os católicos que estão na China para que anunciem com humildade e alegria Cristo morto e Ressuscitado”.

 

4. O Papa pediu aos cristãos para rezarem pelas vítimas das duas tragédias que abalaram Itália no passado fim-de-semana. Após a oração mariana do tempo pascal, na Praça de São Pedro, Bento XVI aludiu ao atentado de sábado de manhã, dia 19, junto a uma escola de Brindisi, no sul de Itália, que provocou a morte de uma jovem de 16 anos, ferindo ainda algumas colegas. “Rezemos conjuntamente pelos feridos, alguns dos quais graves, e especialmente pela jovem Melissa, vítima inocente de uma brutal violência, e pelos seus familiares, mergulhados no sofrimento”. O Papa recordou também as populações de Emília Romagna, no centro da Itália, atingidas, na madrugada de Domingo, dia 20, por um violento tremor de terra: “Estou espiritualmente próximo das pessoas provadas por esta calamidade: imploremos de Deus a misericórdia para todos os que morreram e o alívio no sofrimento, para os feridos”.

 

5. A celebração, no passado Domingo, dia 20 de Maio, do Dia Mundial das Comunicações Sociais, sobre o tema ‘Silêncio e Palavra: caminho de evangelização’, foi recordada pelo Papa. “O silêncio é parte integrante da comunicação, é um lugar privilegiado para o encontro com a Palavra de Deus e com os nossos irmãos e irmãs. Convido todos a rezar para que a comunicação, em todas as suas formas, sirva sempre para instaurar com o próximo um diálogo autêntico, assente no respeito recíproco, na escuta e na partilha”, salientou Bento XVI, na Praça de São Pedro.

 

6. O Papa almoçou com membros do Colégio Cardinalício, por ocasião do seu 85º aniversário e do sétimo do seu pontificado, tendo agradecido a solidariedade manifestada pelos cardeais. Foram sete anos marcados “por tantos momentos esplêndidos, mas também por noites escuras”, disse Bento XVI, fazendo um balanço de seu pontificado. “Aqui estou rodeado de amigos do colégio de cardeais. São meus amigos e sinto-me em casa, sinto-me confiante na companhia destes grandes amigos que estão comigo”, declarou.

 

7. Bento XVI encorajou a Igreja Católica dos Estados Unidos da América a aproveitar e potenciar a riqueza dos emigrantes católicos que todos os anos chegam àquele território. Dirigindo-se ao último grupo de bispos norte-americanos vindos a Roma para a tradicional visita apostólica ‘ad limina’, o Papa realçou a necessidade de “abraçar, cultivar e incorporar o património rico, de fé e cultura”, que os “inúmeros grupos de emigrantes” transportam para os EUA.

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