Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Caminhantes ou peregrinos?
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“Eu era um caminhante; agora sou um peregrino” – confidenciava alguém, há dias, no final de uma peregrinação a pé a Fátima. Não era a primeira vez que fazia o percurso. No entanto, antes caminhava com devoção, é certo, mas pelo prazer de caminhar juntamente com o resto do grupo. Agora, que se tinha deixado encontrar por Jesus Cristo, precisamente durante a caminhada em direcção a Fátima, tinha passado a ser “peregrino”.

O que sucedeu a este cristão durante a sua peregrinação para Fátima, integrado num dos muitos grupos que para lá se dirigem durante estes meses, em particular durante o mês de Maio, acontece-nos também na nossa vida. Também aqui, não raras vezes, vivemos pelo simples facto de estarmos vivos; vivemos com os outros e na sua companhia mas vivemos por viver; vivemos mesmo com objectivos altruístas, para ajudar os que mais necessitam, mas procurando, afinal, “sentirmo-nos bem connosco mesmos”.

Outra coisa é encontrar um rumo para a vida; e, outra ainda, é aceitar que este rumo não seja um objectivo qualquer ou determinado simplesmente por cada um, mas o fruto de um encontro com Jesus, “Caminho, Verdade e Vida”, que nos ajuda a peregrinar até junto do Pai.

“Eu sou, junto de Vós, um peregrino”, rezava o salmista (Sl 39,12). Viver como “peregrino de Deus”, à procura do Seu rosto, conscientes que este percurso se realiza com Aquele que se faz “peregrino” entre os homens, que os acompanha hoje como outrora aos discípulos de Emaús – eis o que distingue o cristão.

Ser cristão não é nunca algo que esteja completamente realizado à partida. Pelo contrário: exige um peregrinar diário, não apenas interior e muito menos solitário, mas igualmente uma mudança exterior de atitudes e de modos de ser e de viver com os outros, e a percepção de que Aquele que se nos apresenta como “Caminho, Verdade e Vida” o encontramos na comunidade dos crentes que é a Igreja.

Trata-se, afinal, de nos deixarmos conduzir, nesta peregrinação da nossa vida, pelo Espírito Santo que, actuando no nosso coração, nos aponta como meta o encontro pleno com Deus. Eis também em que consiste a verdadeira felicidade.

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