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Programa da União Europeia
Cáritas pede coesão na ajuda alimentar
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Em carta dirigida ao Primeiro-Ministro, a Cáritas Portuguesa defendeu que “a assistência alimentar, prestada de forma isolada, não é a solução para a pobreza”, salientando que “a base legal da reforma do programa da União Europeia de Ajuda Alimentar às Pessoas mais Necessitadas deveria passar do âmbito da Agricultura para a esfera da Coesão”.

 

Nesta mensagem dirigida a Pedro Passos Coelho, no âmbito do Conselho Europeu que decorreu em Bruxelas, a Cáritas Portuguesa sublinha a posição da Cáritas Europa ao defender que “a assistência alimentar, prestada de forma isolada, não é a solução para a pobreza”, podendo contribuir para gerar dependências e relacionamentos desiguais entre pessoas e organizações. Neste sentido, defende que “a base legal da reforma do programa da União Europeia de Ajuda Alimentar às Pessoas mais Necessitadas deveria passar do âmbito da Agricultura para a esfera da Coesão”.

A Cáritas Portuguesa pede ainda que o programa se centre nos mais vulneráveis: “O novo programa deveria ainda ter instrumentos próprios, inscritos no quadro financeiro dos fundos estruturais europeus, mas manter-se à parte do Fundo Social Europeu devido ao risco de excluir certas categorias de beneficiários. O programa teria que centrar-se nos mais vulneráveis e responder às diversas necessidades dos grupos que mais dependem da ajuda alimentar – os idosos, os migrantes, as crianças, as pessoas com necessidades especiais, as famílias em dificuldades, etc.”.

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