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China: a Igreja perseguida é exemplo de fidelidade ao Papa
Lágrimas de dor
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Ser Cristão na China é, nos dias de hoje, um acto de coragem. O caso do Bispo Ma Daqin, desaparecido desde 7 de Julho, quando renunciou publicamente à Associação Patriótica, controlada por Pequim, assumindo a sua total fidelidade a Roma, é só mais um episódio de uma longa história de violência – e de generosidade – que o mundo parece querer ignorar. Vamos ajudar estes cristãos?

 

Província de Hubei, cidade de Zaoyang. República Popular da China. É tarde, o céu começa a escurecer. De repente, numa rua, dezenas e dezenas de polícias surgem, como que do nada, e correm para um prédio, para uma porta, para uma casa. Lá dentro, vinte pessoas, ignorando o tumulto exterior, rezam. Estão quase todos de olhos fechados, com os dedos entrelaçados, de joelhos. Rezam. Os polícias arrombam a porta, invadem a casa com violência, instalam o caos. Há gritos, medo, rostos que sangram, pessoas que choram. Há lágrimas de dor e de incredulidade. A polícia invadiu uma casa onde pessoas adultas rezavam. Apenas isso, mas isso foi o suficiente para toda a violência. Na China, o Governo quer controlar tudo, até a fé das pessoas, até os seus pensamentos, a sua intimidade. O que aconteceu em Fevereiro, em Zaoyang, é um sinal dos tempos, daquilo em que a China se está a transformar. E está a transformar-se muito depressa.

 

A coragem do Bispo Daqin

Os amigos do Bispo Ma Daqin estão preocupados. Não sabem dele. O problema é que, no momento em que estava a ser ordenado como Bispo Auxiliar da Diocese de Xangai, no passado dia 7 de Julho, anunciou publicamente que ia deixar de ser membro da Associação Patriótica Católica, dependente de Pequim, para aprofundar a ligação, o vínculo com Roma, com o Papa, com a Igreja. Ele é, neste momento, de alguma forma, o símbolo da luta pela liberdade religiosa na China.

 

Cristãos detidos

Ma Daqin, pela ousadia de ter renunciado publicamente à estrutura criada pelo Partido Comunista para controlar as actividades dos cristãos na China, corre agora sérios riscos. A fidelidade ao Papa, na China, é considerada como uma traição pelas autoridades. Já este ano, o Arcebispo Hon Tai-fai, secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos e actual membro do Conselho de Curadores da Fundação AIS, fez um apelo directo aos dirigentes políticos de Pequim para a libertação incondicional dos bispos, sacerdotes e leigos que continuam detidos na China. Ignora-se, por exemplo, o paradeiro do Bispo D. James Su Zhimin, de 77 anos, da Diocese de Baoding, desaparecido desde 1996, depois de ter aparecido num documentário, exibido em França, sobre a liberdade religiosa na China. Também não se sabe o que terá acontecido a D. Cosmas Shi Enxiang, de 88 anos, da Diocese de Yixian, desaparecido desde 2001. Segundo a Comissão sobre a Liberdade Religiosa, com sede nos Estados Unidos, estima-se que, neste momento, pelo menos 40 bispos estarão presos ou desaparecidos.

 

Vamos ajudar a Igreja perseguida

De uma forma implacável, as autoridades policiais perseguem e prendem os cristãos que se mantêm fiéis ao Papa e ao Vaticano, constituindo a chamada Igreja Clandestina. Ao longo das últimas décadas, milhares de cristãos têm sido presos, internados em campos de reeducação, torturados e mortos. É uma longa história de martírio que aflige pela sua dimensão, mas é também uma incrível história de resistência, de coragem e de fidelidade que precisa de ser contada ao mundo. A Fundação AIS lançou, neste momento, uma campanha em Portugal de apoio aos Cristãos perseguidos na China. Ajudá-los é mais do que uma necessidade. É um imperativo de consciência.

 

Saiba mais em www.fundacao-ais.pt

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