Lisboa |
Cardeal-Patriarca em entrevista
Resposta da Igreja à crise foi dada “com obras”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa considera que a Igreja deu “uma grande resposta” à crise, através de obras. Em entrevista à Rádio Renascença (RR), D. José Policarpo falou ainda do desafio que é o Ano da Fé.

 

“Penso que houve uma coisa muito bonita desta crise que estamos a viver que foi que a participação a Igreja não foi de palavras, foi de obras. E graças a Deus com uma grande resposta. Desafiámos os nossos cristãos a estarem atentos ao seu próximo, ao seu vizinho e a agir. Em vez de estar a tomar posições solenes de condenação de soluções governativas, olhar o que as pessoas estão a ver… é isso que é a nossa missão. Esta foi uma opção muito simples de realismo da caridade cristã”, sublinhou D. José Policarpo, em entrevista ao programa ‘Terça à Noite’, da RR.

Nesta conversa, o Cardeal-Patriarca manifestou-se ainda “surpreendido”, no caso das fundações, com a quantidade de entidades que recebiam dinheiros públicos e que reivindicam receber. “Se o Estado gasta dinheiro nessas outras coisas, vai ter dificuldade naquilo que são as necessidades primárias e fundamentais da comunidade e que realmente lhe competem”, referiu.

 

Ano da Fé

Aos microfones da Renascença, D. José Policarpo abordou também o Ano da Fé, considerando que o objectivo desta iniciativa do Papa é ajudar a dar resposta aos muitos que andam à procura de sentido e de caminho. “O que há é muita gente que procura inquietações no seu coração. O ateísmo não é uma verdade adquirida, como a fé também não é nunca. É uma procura. Essa gente que procura, que tem um anseio, a Igreja pode ajudá-los a encontrar uma resposta”, frisa.

O Ano da Fé celebra os 50 anos do início do Concilio Vaticano II, um marco na história da Igreja. “As grandes realizações do concílio – a compreensão a Igreja como Povo de Deus, como comunidade, a consciência do laicado, a celebração litúrgica, com dificuldades e alguns exageros criativos, mas hoje é uma liturgia celebrada por uma comunidade que celebra – isso não está completamente conseguido, mas é uma novidade muito grande”, garante D José Policarpo.

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