Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Peregrinos da fé
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Por ocasião da abertura do Ano da Fé, o nosso Patriarca escreveu a toda a diocese uma Carta Pastoral em que, na sequência do Santo Padre, convida os cristãos da diocese de Lisboa a um ano de aprofundamento da fé e a um reencontro com o Concílio para, em Igreja, podermos corresponder melhor à missão evangelizadora.

Em primeiro lugar, o senhor Patriarca chama-nos a atenção para a atitude de peregrinos, convidando-nos a entrar pela Porta da Fé que é o próprio Jesus, apoiando-nos e fortalecendo-nos mutuamente na união ao Senhor. Esta atitude de caminhante é, no fundo, a resposta que somos convidados a dar ao amor de Deus que nos quer salvar. E isso, diz o Senhor Patriarca, “supõe uma transformação da vida, já neste mundo, tornando-a digna de viver com Deus”.

E o nosso Bispo convida-nos a algumas atitudes concretas. Logo de início, convida-nos à atitude de quem escuta: escutar Deus “é conhecê-lo, não teoricamente, mas numa experiência de vida, porque a salvação é um caminho de redenção que exige uma nova maneira de viver”. Depois, à fidelidade aos mandamentos, “o caminho que o Senhor indica àqueles que O seguem”, em particular neste Ano da Fé, visto que eles “são o caminho da caridade, e não há fé viva sem caridade”. De seguida, a oração, feita através de Jesus e em Igreja, pois o acolhimento da Palavra “gera a fé e desabrocha na oração”. Finalmente, nesta peregrinação em direcção à vida eterna, não podemos deixar de ser testemunhas: “No desígnio de Deus o anúncio do seu amor pelos homens deve ser feito por homens que já se deixaram conquistar por esse desejo amoroso de Deus”. E acrescenta mesmo: “A vida das outras pessoas que convivem connosco pode depender da ousadia do nosso testemunho”.

Mas, em toda a peregrinação a que somos chamados ao longo deste ano, não podemos deixar de ter como guia a Virgem Maria, “Mãe de Cristo e da Igreja”, “nosso farol, nossa protectora e nossa guia”.

Como cristãos, não deixaremos, certamente, de ler, meditar e tentar corresponder a todos estes apelos do nosso pastor, para que este não seja apenas mais um ano, com algumas actividades interessantes, mas em que nós próprios nos deixamos embalar pelo ritmo do quotidiano, que nos convida a deixar para amanhã a conversão que podemos fazer hoje.

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