Lisboa |
Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
“A purificação consiste na densidade do desejo de Deus”
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Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, o Cardeal-Patriarca de Lisboa lembrou que somente Cristo sabe quem está na glória de Deus e convidou os cristãos a estarem unidos ao Corpo de Cristo.

 

Na igreja de São Vicente de Fora, D. José Policarpo recordou todos aqueles que já partiram. “Estamos unidos aos nossos irmãos que o Senhor já chamou. Aqueles que hoje recordamos são os que estão ainda no momento de purificação. E digo momento porque não sabemos se aquilo a que chamamos o purgatório é um momento ou é um tempo prolongado. Pode ser só um momento, porque essa purificação consiste na densidade do desejo de Deus”, sublinhou, garantindo: “Não há nada que purifique tanto o coração de quem deseja o amor, como é o desejo da plenitude desse amor. Tudo isto tem a ver connosco, peregrinos neste mundo. Somos o Corpo de Cristo! Habituemo-nos, neste Ano da Fé, a vivermos para o nosso corpo na certeza de que estamos unidos ao Corpo de Cristo. Porque a Igreja é isso: é o Corpo do Senhor Ressuscitado”.

Nesta Missa de sufrágio pelos falecidos Patriarcas de Lisboa, o actual Cardeal-Patriarca  lembrou depois a importância da Eucaristia: “É muito misterioso mas é muito belo, sabermos que estes nossos irmãos e irmãs, que Deus chamou à sua glória, têm um corpo, porque sem corpo a alma não pode subsistir. Mas esse corpo é o Corpo Ressuscitado de Jesus, o que nos faz crer que na fase definitiva pouca diferença haverá porque o corpo que nos será dado será uma participação no Corpo do Ressuscitado. Toda a nossa caminhada de fé enquanto somos peregrinos neste mundo é exactamente um mergulhar neste Corpo do Senhor, contemplando a sua Cruz, mas sobretudo celebrando o sacramento da sua Páscoa”.

A Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, a 2 de Novembro, acontece no dia seguinte à Solenidade de Todos os Santos (1 de Novembro). “A celebração litúrgica de hoje e a de ontem estão profundamente unidas. Até porque ontem, ao unirmo-nos aos santos que já estão na glória de Deus, não sabíamos quais são. Do mesmo modo que hoje, ao rezar por aqueles que se purificam para ver a Deus, também não sabemos quais são. As pessoas por quem rezamos, tanto podem estar no número das que rezámos ontem, como no número daquelas que recordamos hoje. Só o Senhor sabe, até porque o que os une a todos é, como diz São Paulo, aqueles que morreram em Cristo, que viveram a sua vida neste mundo muito unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo, ao seu Corpo e Sangue”.

 

União a Cristo

Estas festas da Igreja são marcadas pela centralidade de Cristo. “Nestas celebrações, tanto na de ontem como na de hoje, aparece-nos a centralidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem. No realismo da sua humanidade, no realismo do seu Corpo oferecido por nós, que venceu a morte e nessa união ao Senhor nasce no nosso coração a certeza da fé, que é uma grande esperança de podermos vencer com Ele a morte, para triunfar na vida. É impressionante, nos textos que lemos nestes dois dias, como esta centralidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, o estarmos unidos a Ele, no realismo da sua pessoa, da sua humanidade, é o princípio da nossa esperança na vida eterna”.

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