Missão |
Padre Damasceno, missionário em Moçambique
Formar homens e mulheres para o serviço na Igreja
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Sacerdote espiritano, o padre Damasceno vive e trabalha há 13 anos em Moçambique, com o povo Macua. De férias em Lisboa, partilha com os leitores da Voz da Verdade o seu percurso missionário.

 

Do sonho de ser missionário aventureiro…

O padre Damasceno dos Reis nasceu em Outubro de 1970, em Tours, França, filho de emigrantes de origem transmontana. Desde cedo começou a sentir o fascínio das histórias que lia e dos relatos que ouvia dos missionários em África. E entrou no seminário com apenas 11 anos de idade com o sonho de ser missionário aventureiro. O tempo e, com ele algumas crises e dúvidas, foi desvanecendo esta sua fantasia. É aos 21 anos, um pouco antes do noviciado, que Damasceno começa a perceber que a sua vocação à vida religiosa e missionária era uma iniciativa de Jesus e não sua. Percebeu, então, “que as aventuras com que fantasiava na infância era a graça de poder seguir e viver como Cristo, o enviado do Pai a uma humanidade pobre.”

 

… à graça de viver como Jesus Cristo

Em 1992, com 22 anos, faz a sua profissão religiosa com os Missionários Espiritanos. Antes de terminar o curso de Teologia, na Universidade Católica Portuguesa, Damasceno é enviado para Durban, na África do Sul, para aí realizar uma importante etapa da formação inicial dos Missionários Espiritanos, o estágio missionário. Durante dois anos, entre 1995 e 1997, Damasceno viveu numa comunidade espiritana e trabalhou com o povo Zulu, nos hostels das periferias da cidade de Durban. Recorda que o seu trabalho era, precisamente, visitar estes prédios e blocos de edifícios, de linhas muito básicas, construídos fora dos centros urbanos para albergar os trabalhadores negros das grandes cidades, que, no tempo do apartheid, não podiam viver dentro da cidade. As pessoas, sobretudo homens, viviam aí longe da sua família e à mercê de vícios e da delinquência própria de estabelecimentos prisionais. Enquanto missionário do Espírito Santo, Damasceno era responsável por dois hostels, o de KwaDabeka e o de Kwamashu. Juntamente, com outros padres da Congregação, Damasceno visitava as pessoas que aí viviam e procurava ouvir os seus problemas, preocupações e angústias. Fruto do trabalho realizado, foi possível organizar alguns grupos de cristãos com quem rezava regularmente e a quem mobilizava para intervenções de apoio social. Em 1997 regressa a Portugal para terminar o curso de Teologia e dois anos mais tarde é ordenado padre.

 

Missão com o povo macua, em Moçambique

No ano da sua ordenação é enviado para o norte de Moçambique, diocese de Nacala, e aí permanece até hoje, num trabalho dedicado ao povo macua, grupo étnico mais numeroso e dos mais pobres do país. Durante os primeiros cinco anos, viveu na Missão de Netia. Em 2004 foi transferido para a Missão de Itoculo, onde se encontra até hoje. No seu trabalho de todos os dias, o padre  Damasceno procura “ajudar as pessoas a reconhecer a sua própria dignidade e a esforçarem-se para assumir o seu próprio destino.” Em Moçambique, os leigos desempenham um papel fundamental na condução pastoral das comunidades cristãs, onde pode haver mais de 20 funções diferentes, assumidas pelos leigos, com muita seriedade e dedicação. É, tal como afirma o padre Damasceno, “a Igreja Ministerial, que já produziu tantos frutos de renovação cristã, e continua a produzir, pelo compromisso dos leigos em numerosos ministérios ou serviços laicais.” Enquanto missionário, muito do trabalho que o padre Damasceno desenvolve na Missão de Itoculo é o de formar homens e mulheres para que possam desempenhar bem os seus ministérios dentro da Igreja moçambicana. Com toda a humildade que o caracteriza, afirma que “caminhar nesta Igreja e com esta Igreja é um privilégio, um dom que Deus me concedeu e, ao qual, procuro responder com generosidade e em espírito de acção de graças.”

texto por Ana Patrícia Fonseca, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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