Lisboa |
Unidade Pastoral de Sintra
“Visita Pastoral foi o reavivar das energias dos obreiros evangélicos”
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A visita pastoral que decorre à Vigararia de Sintra iniciou na Unidade Pastoral de Sintra. Uma oportunidade para consolidar a comunhão entre as três comunidades que, segundo o pároco, são heterógeneas e dispersas.

 

As paróquias de São Pedro de Penaferrim, São Martinho e Santa Maria e São Miguel de Sintra constituem uma unidade pastoral na Vila de Sintra. Segundo o pároco, "estas são comunidades heterogéneas", no entanto, a paróquia de Santa Maria e São Miguel terá uma população um pouco mais nova", observa o padre António Ramires ao Jornal VOZ DA VERDADE. Na paróquia de São Martinho, localizada na vila velha, "o centro histórico está envelhecido e em São Pedro de Penaferrim, também", comenta referindo que o funcionamento em conjunto destas três paróquias acontece, desta forma "já há vários anos". "Não havia igreja em São Miguel e funcionava tudo em São Martinho, numa escola e numa capela particular", comenta.

 

O desejo da unidade

O padre António Ramires é, desde há quatro anos, o pároco das três comunidades. Uma missão que, confessa, "não é nada fácil". Nesta unidade pastoral, que refere não estar instituída oficialmente,  "as mentalidades são muito diferentes. As pessoas por causa da idade são muito ciosas da sua paróquia e por isso torna-se difícil esta cooperação entre os diversos grupos da unidade pastoral, criando barreiras a esta necessidade de entreajuda entre os diversos grupos". Uma outra dificuldade apontada pelo padre António Ramires na missão pastoral que lhe está confiada está na extensão geográfica da respectiva unidade pastoral. "É uma área muito extensa e dispersa. E abrange áreas urbanas, industriais e agrícolas. Em todos os lugares há celebrações dominicais e isso também não ajuda à unidade", observa.

Diante desta realidade o padre António Ramires gostaria que houvesse "mesmo unidade". No entanto, salienta que "embora haja celebrações em todos os vários lugares da unidade pastoral seria de desejar que os grupos se centralizassem". O que de certo modo já começa a acontecer. "Há algumas celebrações que já se realizam na igreja de São Miguel, a mais recente. Como por exemplo a Vigília Pascal, a noite de Natal e  o dia da Unidade Pastoral", aponta o padre António Ramires.

Por outro lado refere que "os grupos de catequese têm um coordenador geral de toda a unidade pastoral". São por isso tentativas de "haja unidade e o desejo é esse mesmo".

 

Pastoral da unidade com dificuldades

Diante destas comunidades heterógeneas e de larga extensão geográfica, o padre António Ramires leva por diante a sua missão em colaboração com um vigário paroquial e três diáconos (dois permanentes e um de transição), e ainda com a ajuda dos Missionários da Consolata que "tem grande aceitação nas comunidades de Sintra". "Entre todos vamos tentando chegar a todo o lado e fazer esta unidade", refere salientando também a ajuda de colaboradores leigos. "Os Conselho Pastoral e Económico são para as três paróquias", pelo que esta é uma demonstração de que há gente que está neste espírito de unidade e vai fazendo o possível por tentar passar esta mentalidade e esta necessidade de unidade". "Não é coisa fácil e nem é para breve" reconhece o pároco de 52 anos. Na Unidade Pastoral de Sintra o Conselho Pastoral tem cerca de 50 pessoas, e o secretariado permanente reune todos os meses, o que é, para padre Ramires uma demonstração "do empenho dos leigos" nas comunidades.

 

As apostas da pastoral

Na Unidade Pastoral de Sintra "a aposta principal é a catequese", garante ao Jornal VOZ DA VERDADE o padre António Ramires. Por isso, "tentar chegar a todo o lado e a todas as crianças é a grande aposta da Unidade", sublinha o pároco referindo que frequentam a catequese cerca de 300 crianças para as quais há 70 catequistas. "Ainda não estão todas as crianças inscritas e há uma tentativa de chegar àqueles pais que não conhecem a Igreja". "Este é um desejo mas também pretendemos chegar a alguns jovens, que não são muitos e chegar àquelas pessoas que têm necessidades materiais".  Na Paróquia de São Pedro de Penaferrim existe uma Conferência de São Vicente de Paulo, "já muito antiga", e neste momento faz-se "o esforço para que esta seja alargada, também, ao mesmo espírito da unidade pastoral, para que chegue a todos os lugares das freguesias". A procura da ajuda da Conferência de São Vicente de Paulo verifica-se por "muita gente", salientando o pároco que, em São Pedro de Penaferrim são ajudadas cerca de 80 famílias". Nas outras freguesias existe um grupo paroquial, o  'Gota a gota', "que ajuda bebés e crianças desnutridas". No entanto, ressalva o padre António Ramires, "se for necessário ajuda nas outras freguesias, as Conferências de São Vicente de Paulo estão disponíveis para ajudar".

Segundo o pároco, verificou-se nos últimos anos um aumento da procura de ajuda pelas famílias, acentuado, também, pela crise económica que o país atravessa actualmente. No entanto, revela, "também há mais gente disponível para ajudar". "Tem chegado mais gente da comunidade disposta a empenhar-se no apoio aos necessitados", reforça. Na Vila de Sintra também existem situações de pobreza escondida, e nessas situações é o próprio pároco, com a ajuda de outras "duas  ou três pessoas" quem vai localizando essas situações a quem é dada, de forma pessoal, ajuda necessária. "Sou eu que ajudo pessoalmente. Temos um fundo criado na paróquia e eu pessoalmente vou ao encontro dessas pessoas para ajudar".

 

Jovens a renascer

As comunidades da Unidade Pastoral de Sintra são envelhecidas mas, salienta o pároco, "há um grupo de jovens chamado ICTUS, onde ficam todos os jovens que terminam a catequese". "Mesmo sem serem crismados ficam nesse grupo e a par disso fazem a sua preparação para o crisma". Um outro grupo chamado TOP (tema, oração e partilha) "era orientado por uma jovem que partiu há cerca de um ano em missão, para a Guiné, e por isso se desmoronou", refere o padre Ramires. "Actualmente esse grupo está reunir com o diácono Fernando Santos, que se prepara para ser ordenado padre, e que contactou com cada um dos membros do grupo" para o relançar, conta.

As três paróquias que constituem a Unidade Pastoral de Sintra tem cerca de 30 mil habitantes, o que segundo o pároco, "não é muito mas é uma área muito dispersa". Trata-se de uma área geográfica que se estende "desde Manique de Cima, que já é encostado a Cascais, até Janas, para lá de Colares", esclarece o padre Ramires, reforçando ser "uma área muito grande".

 

Um espanto

A Unidade Pastoral de Sintra recebeu entre os dias 2 e 11 de Novembro a visita pastoral que está a decorrer na Vigararia de Sintra até ao dia 6 de Janeiro de 2013. Para o padre António Ramires este foi um momento "muito rico, um espanto pessoal porque em quinze anos de padre nunca tinha assistido a nenhuma visita pastoral", confessou. "Foi ver a presença do pastor no meio da comunidade". Nos dias de visita pastoral houve encontros com todos os grupos. Diariamente esteve presente o Bispo Auxiliar D. Joaquim Mendes, e passou também o Patriarca de Lisboa que se encontrou com dirigentes do CNE e responsáveis de grupos de jovens. "Foi um encontro de uma profundidade muito grande", observou. D. Joaquim Mendes presidiu a missa de semana, visitou lares, doentes em casa, contactou instituições... foi uma riqueza muito grande para a comunidade e para mim também", reforçou. "Foi o reavivar das energias dos obreiros evangélicos, a começar pelo padre", garante.

No decorrer desta visita D. Joaquim Mendes visitou também as comunidades religiosas presentes em Sintra, o que para o padre Ramires constitui agora "um novo desafio" para as comunidades paroquiais. "É para continuar esta visita. Ela terminou e agora tem que dar frutos.  Temos que nos empenhar mais e dar a conhecer a visita até a outros que não tiveram a ocasião de a viver tão intensamente". Segundo o padre Ramires a comunidade religiosa mais ligada à Unidade Pastoral de Sintra é a das irmãs Clarissas, que embora sendo contemplativas "têm uma ligação muito grande à paróquia".

 

A relação da paróquia com o Turismo

A paróquia de São Martinho, localiza-se mesmo junto ao Palácio da Vila, lugar de turismo, o que constitui "um desafio" para a Unidade Pastoral. Para ir ao encontro dos turistas que passam por aquele lugar a paróquia está a remodelar o museu "que tinha já muitas visitas mas precisa de ser alargado". É um sítio a desenvolver neste acolhimento aos turistas e àqueles que vão passando, que são sempre diferentes". É uma pastoral diferente, acentua o padre Ramires. Este museu que deverá ter um espaço de exposição, uma loja e café, será constituído por peças classificadas de arte sacra da própria igreja no centro de Sintra, e outras recolhidas das outras igrejas da unidade pastoral. Este projecto iniciado há cerca de quatro anos, não tem data marcada de conclusão mas, espera o padre António Ramires, deverá ser "para breve".

 

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Perfil

Natural da paróquia do Socorro, em Lisboa, o padre António Ramires, ordenado sacerdote em 29 de Junho de 1997, entrou no seminário quando tinha 30 anos. Após a ordenação sacerdotal foi nomeado pároco no Ramalhal e Maxial, na região Oeste afoto da - com aresmbrou a import o  artiotuos padres a formaçssminaristas que fazem actuamemssumindo, mais tarde ,a paróquia de Outeiro da Cabeça e Campelos. Permaneceu no Oeste durante onze anos, até chegar à Unidade Pastoral de Sintra, onde está desde há quatro anos.


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Bispo consagra nova igreja no Lourel

No Lourel, lugar que pertence à paróquia de São Miguel "existia desde há alguns anos uma igreja que, embora ainda não terminada, precisava de ser benzida", refere o padre António Ramires. A celebração de bênção aconteceu no sábado, dia 10 de Novembro, presidida por D. Joaquim Mendes.

Nesta igreja, que já se encontrava ao culto há vários anos, existe catequese, e "celebra-se Eucaristia todos os Domingos", sublinha o pároco. Na homilia da celebração D. Joaquim Mendes recordou que as igrejas e capelas "são espaços dedicados à oração, à adoração, à escuta de Deus e à celebração dos mistérios da salvação. Não são espaços nossos, mas espaços que dedicamos a Deus, para que neles o povo de Deus se possa encontrar, celebrar a sua fé e edificar-se como comunidade cristã", frisou.

texto por Nuno Rosário Fernandes; fotos por NRF e Mafalda Pedro
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