Ano da Fé |
Acreditar com o Concílio
Cristo fundamento da união entre a Igreja
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Gaudium et Spes, nº 1

“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e de todos os aflitos, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo, e nada existe de verdadeiramente humano que não encontre eco no seu coração. Com efeito, comunidade que formam é constituída por homens que, reunidos em Cristo, são dirigidos pelo Espírito Santo na sua peregrinação para o Reino do Pai e receberam a mensagem da salvação, que devem comunicar a todos. É por isso que a comunidade dos cristãos se reconhece real e intimamente solidária com o género humano e com a sua história”.

 

Gaudium et Spes, nº 3

“Nos nossos dias, admirado com as suas próprias descobertas e com o seu próprio poder, o género humano interroga-se, muitas vezes, sobre os angustiantes problemas acerca da evolução presente do mundo, do lugar e da missão do homem no universo, do sentido dos seus esforços individuais e colectivos e, finalmente, do fim último das coisas e da humanidade.

Por isso, o Concílio, testemunhando e expondo a fé do Povo de Deus, congregado por Cristo, não pode dar prova mais eloquentemente de solidariedade, de respeito e de amor para com toda a família humana, à qual este povo pertence, do que dialogando com ela sobre esses variados problemas, trazendo-lhes a luz que vem do Evangelho e pondo à disposição do género humano as forças de salvação que a Igreja, conduzida pelo Espírito Santo, recebe do seu Fundador. Com efeito, é a pessoa humana que importa e a sociedade humana que é necessário renovar. É, pois, o homem, pessoa a salvar na sua unidade e na sua totalidade, com corpo e alma, coração e consciência, pensamento e vontade, que constituirá o eixo de toda a nossa explanação.

Eis porque, proclamando a nobilíssima vocação do homem e afirmando que um germe divino nele foi inserido, o Sagrado Sínodo oferece ao género humano a cooperação sincera da Igreja em ordem à instauração da fraternidade universal, que corresponda a esta vocação. Nenhuma ambição terrena move a Igreja, ela tem em vista um só fim: continuar, sob o impulso do Espírito Paráclito, a obra do próprio Cristo, que veio ao mundo para dar testemunho da verdade, para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido”.

 

Comentário do Cardeal-Patriarca

O texto que meditámos na semana anterior, ao afirmar que o Verbo Incarnado, Deus feito Homem, inseriu no homem um gérmen divino, define e fundamenta as relações da Igreja com toda a humanidade. A marca de Jesus Cristo, impressa no coração de cada homem, une toda a humanidade como uma grande família. A Igreja é, apenas, a parte da humanidade que, pela fé, tem consciência dessa marca de Jesus Cristo, e tem como missão levar os homens a tomar consciência dessa relação com o Homem Deus, e dar sentido às interrogações e à busca de sentido, fruto do mundo apaixonante e complexo que os homens foram construindo. As relações da Igreja com a humanidade são, assim, marcadas pelo amor, pela esperança que abre aqueles que procuram para o verdadeiro sentido da vida e da história. Amar e suscitar a esperança faz parte da missão evangelizadora da Igreja.

O amor: as alegrias e os sofrimentos dos homens têm eco no coração da Igreja. Nada do que é verdadeiramente humano lhe é indiferente. Olhar a humanidade actual com amor e solicitude faz da missão da Igreja uma expressão da caridade. Convida-nos a não sermos derrotistas em relação ao mundo actual, à sociedade concreta em que vivemos. Leva a Igreja, na sua missão, a estar atenta às buscas e anseios dos homens nossos irmãos, o que supõe o diálogo permanente que leva a um conhecimento mútuo. Assim a Igreja pode perceber, nos anseios da humanidade, sinais do Reino, isto é, interrogações humanas que podem acolher a resposta do Evangelho.

Na atitude amorosa e dialogante, a Igreja comunica a esperança. Esta é sempre a expressão da certeza de fé que os erros dos homens não abafarão essa busca do sentido nem impedirão o triunfo do amor salvífico de Deus. A atenção da Igreja deve centrar-se nas pessoas e não apenas nas circunstâncias e problemas. “É a pessoa humana que importa e a sociedade humana que é necessário renovar”. Esta atitude da Igreja para com o mundo, sobretudo com as pessoas, define-a como um povo que acredita no triunfo de Jesus Cristo, que será também o triunfo do homem.

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