Missão |
Irmã Irene Guia
“Amén, aleluia!”
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Irene Guia nasceu em Lisboa no dia 20 de Agosto de 1959. Foi, desde os 5 aos 15 anos, aluna da Academia de Música de Santa Cecília. Uma escola onde, paralelamente ao ensino regular, era obrigatório o ensino musical. Os anos correspondentes ao actual ensino secundário foram feitos no Liceu D. Diniz. A música foi, desde tenra idade, uma constante importante levando-a a trocar a licenciatura em Economia na antiga Universidade Livre por quatro anos no Conservatório de Viena, onde estudou contrabaixo. Concluiu o bacharelato em Ciências Religiosas e outro em Teologia Espiritual na Universidade Gregoriana. Licenciou-se em Teologia Pastoral, na Universidade Católica do Porto.

 

A infância e juventude tradicionalmente católica

Nasceu numa família tradicionalmente católica de “bons, e não brandos, costumes. Os meus irmãos e eu fomos educados no seio duma família que valorizava como importante e natural a atenção ao que nos rodeava e aos que nos rodeavam (pessoas, ambientes, situações, mundo) como parte integrante da nossa vida.”

Irene recorda a sua juventude como “um tempo muito rico, vivo, criativo e algo aventureiro; o olhar para fora do núcleo familiar; a liberdade necessária para poder ir descobrindo o que se quer e a vontade de o pôr em prática; a capacidade de lidar com o sofrimento para que melhore aquilo que somos.”

Esteve 4 anos na Áustria, dos 17 aos 21 anos, alojada numa residência universitária internacional. E, apesar de não se ter tornado numa contrabaixista, aqueles anos foram outra marca na sua vida. “A residência era internacional e enorme. Valores e culturas múltiplas… No meio desta realidade, fui “obrigada” a saber quem eu era, por mim mesma e não por pertencer a uma determinada família, com determinados valores, ou a um país com uma determinada cultura.”

Foi também nesta época que voltou a ter uma experiência pessoal de Deus e do Seu amor e entrega incondicionais a cada um de nós, ao mundo e à História. Numas férias de Natal, em Portugal, fez um retiro e o re-encontro ocorreu. Pouco dias depois voltava a Viena com um Novo Testamento na mala.

 

A descoberta da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus e a Missão

Entrou na Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus no dia 4 de Outubro de 1984 em Portugal, onde fez o postulantado. Espiritualidade inaciana, Eucaristia e reparação foram as três características deste Instituto pelas quais Deus lhe mostrou onde a queria.

Fez o noviciado em Espanha e o juniorado em Itália. Depois do juniorado, foi enviada em missão para os Camarões, onde ficou 2 anos. Regressou a Portugal para colaborar em diferentes obras apostólicas, desde colégios a respostas sociais para populações mais desfavorecidas.

Em Maio de 2000, teve a graça de participar numa missão em Timor-Leste, recém saído da guerra e do domínio da Indonésia. “Respondíamos a um pedido de ajuda das Irmãs Canossianas de Timor que, para além de terem tido várias casas incendiadas e destruídas, tinham perdido três Irmãs que foram assassinadas. Nesse mês, e uma semana que lá estive com mais outras três Escravas, vivemos repartidas em duas comunidades das Irmãs Canossianas. Colaborei com a AMI que tinha uma das suas bases no distrito de Ermera. A AMI tinha um Jeep ambulatório que diariamente saía ao encontro de populações isoladas e sem cuidados de saúde há vários anos! Esse mês em Timor também deixou marca”, afirma.

“Quando se tem o privilégio de poder participar e ver, tocar, com os próprios olhos e com as próprias mãos, esta História que se constrói, percebe-se na carne a presença fiel do Deus da Vida na resiliência e na esperança motriz destas pessoas. Também de forma natural, saía-me pisar aquelas terras queimadas com “pés descalços” porque experimentamos que, de facto, estamos ante aquela “sarça ardente” que se manifestou a Moisés. Pisamos terra sagrada!”.

 

Em Missão no Ruanda e na República Democrática do Congo

Foi também esta Presença fiel que reconheceu no meio do nada, da morte e do sofrimento que encontrou nos campos de refugiados e de deslocados internos à força, e nas povoações sob conflito armado com quem viveu entre 2006 e 2010 no Ruanda e na República Democrática do Congo. Esteve nesta região dos Grandes Lagos como voluntária do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS).

Quando se refere ao que tem sido e será a sua vida, surgem as duas palavras com que o Pe. Pedro Arrupe resumiu a existência humana: “Ámen! Aleluia!”. Porque pare ele, afirma Irene Guia, “Cristo era tudo e se tirassem Cristo da sua vida, ele seria uma massa informe. É também isso que eu sinto que aconteceria com a minha: para mim Cristo é tudo e se tirassem Cristo da minha vida eu seria uma massa informe. Ámen, aleluia!”.

texto por Vanessa Furtado, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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