Lisboa |
Testemunhos
Fazer renascer a Esperança e a Alegria
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É de Advento ainda, o tempo que vivemos. De preparação para um Natal que este ano, em particular, se quer mais simples, mais ligado à sua génese: Natal, nascimento, vida nova, tempo de Esperança, de Alegria, de fortalecimento da fé. Por isso mesmo, nesta edição de Natal o Jornal VOZ DA VERDADE decidiu dar voz àqueles que fazem da sua vida um constante desafio de fé, de entrega, de caridade e de renascimento. Testemunhos para um Natal original.

 

1.O tempo de Natal é, na sua génese, um tempo de esperança, uma palavra de que Portugal anda significativamente necessitado. Como se pode devolver a esperança, em gestos simples, a quem nos rodeia? Como se faz Natal na vida dos que nos são próximos?

2.As dificuldades das famílias estão a aumentar, o que tem feito o papel da Igreja estar ainda mais em destaque na ajuda aos que mais precisam. Qual é o grande desafio, neste Natal, para todos aqueles que dedicam a sua vida a ajudar o próximo?

3.Qual a mensagem que gostaria de ver reforçada neste Natal de 2012?  

 

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Paulo Pereira da Silva (Presidente da Renova)

 

1 - Estando em comunhão com a nossa fé, respeitando o essencial e relativizando o que não é importante, para que sejamos um «espelho» da Luz que o Senhor envia às nossas vidas.

Amando os outros: na partilha das «coisas», da atenção, do tempo.

Elevando ao máximo a delicadeza na forma do trato. Olhando nos olhos com verdadeira com-paixão. Tocando o outro com um gesto delicado. Acompanhando o caminho de quem nos pede uma informação. Tomando um café com alguém, porventura desconhecido. Visitando alguém mais idoso ou doente ou preso.

No esforço do fazer o silêncio que vem da interrupção da espiral destruidora de palavras negativas que em tudo espalham «mal» e fazem desistir.

No esforço de dizer uma palavra escrita ou falada que anime e construa uma cadeia positiva, uma visão de esperança.

Vivendo com coragem os nossos problemas. Assumindo as rupturas necessárias. Animando e comunicando também coragem aos outros, apesar de tudo.

Com a alegria interior de quem acredita verdadeiramente no Ressuscitado, cujo nascimento festejamos neste tempo, e que deveria dar toda a força e toda a esperança à nossa vida.

2 - Neste Natal, como sempre, o grande desafio está na certeza de viver em fidelidade ao Senhor. Senhor que nos disse ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Senhor que, com tanta esperança, celebramos neste tempo forte.

3. A alegria da mensagem que nos pode trazer a felicidade: Esperança. Fé. Caridade.

  

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Irmã Maria Isabel de Jesus (Madre Superiora das Irmãzinhas dos Pobres)

1 - Talvez fazendo-se «gruta de Belém» para quem procura abrigo

Talvez tornando-se num simples «bafo quente» para quem treme de frio

Talvez sendo ternura e atenção para quem está desamparado e inseguro

Talvez sendo companhia e escuta atenta para o solitário

Talvez sendo amizade para o rejeitado

Talvez tornando-se sorriso para o triste

Talvez dando da sua indigência ao necessitado

Talvez sendo presença silenciosa, serena e orante para o que morre

Talvez sendo «Estrela» para quem procura a verdade

Talvez tornando-se pranto e bálsamo para o que sofre

Talvez sendo amor para quem quer ser amado

Talvez sendo um pouco, à nossa maneira, o reflexo do único Amor que sabe amar sem ferir, sem humilhar, sem exigir,…

Talvez sendo um pouco à nossa maneira Seu instrumento com a naturalidade duma criança que se sabe amada e para quem amar não é complicado. 

Talvez sendo um pouco, à nossa maneira, portador convicto e coerente da esperança que nos foi transmitida.

Talvez assim Natal se torne festa para os que nos rodeiam. Não um dia de alegria efémera, de excessos inúteis e prejudiciais Não um dia de alegria vazia do seu verdadeiro motivo. Não um dia de alegres brilhos e luzes que não iluminam. Não um dia de dar e receber objectos passageiros e finitos. Não nada disto é Natal. Porque Natal não é um dia é um espírito a viver, é um mistério para aprofundar é Alguém a conhecer, a acolher e a amar.

Natal é Jesus que vem , que se dá e que nos espera. 

2 - Quando as dificuldades são insuportáveis, o ser humano tem tendência a responsabilizar Deus dessas adversidades. Aqueles que dedicam a sua vida a ajudar o próximo terão de saber transmitir em palavras e actos coerentes com a mensagem de Natal que Deus se preocupa com elas. 

3 - Uma mensagem de esperança e confiança em Deus que acredita e aposta no Homem ao ponto de se ter tornado um deles. Uma mensagem que lembre que a Deus, em Deus e com Deus nada é impossível.

Um desejo intenso de que pelo menos nós cristãos nos empenhemos em dar ao Natal o seu verdadeiro sentido

 

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José Carlos Frias Gomes (Presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa)

1- Natal é um tempo extraordinário. Extraordinário no apelo ao melhor que em nós existe. O menino que nasce, e renasce, convida-nos a uma mais intensa vivência de Fé, Deus em nós, vendo Deus nos outros, e porque nos sentimos amados e capazes de amar, encontramo-nos mais livres para o serviço. Serviço como expressão de amor concreto e comprometido, forte no empenho em realizar coisas praticas da vida, aqui e agora, sobretudo aqueles que passam por uma fase de maior necessidade, para que também possam vislumbrar a esperança no reflexo do nosso olhar, no cuidado do nosso gesto. Natal é igualmente um tempo de cuidarmos do espaço que damos ao Senhor, deixando-nos tocar pela sua simplicidade, respondendo ao apelo de conversão, acompanhando Saulo a Paulo.

2 - Um dos maiores desafios que nos é proposto, enquanto cristãos é, pelo trabalho do Espirito, deixarmo-nos enviar e permanecer em Missão. Missão de esperança e bem querer, de amor ao próximo, por isso em comunhão e partilha, para que se construa futuro, para que se edifique a Paz. A Missão não será, provavelmente, fácil e gozosa, no entanto é a sua realização que nos reconcilia e dá forças. 

3 - “Aquele dia, quando tivermos dominado os ventos, as ondas, as marés e a gravidade, utilizaremos as energias do amor. Então, pela segunda vez na historia do mundo, o homem descobrirá o fogo” – P. Teilhard Chardin

Nesta frase do P. Theilhard Chardin, penso ser explicitada a mensagem que gostaria de ver reforçada neste Natal de 2012. Ano difícil, caminho  em tempos de muita incerteza em que a única constante é o amor de Deus por nós. Tal como Maria, importa deixarmos que ele também opere em nós, aceitando o convite para cuidar deste nosso mundo, usufruindo os seus bens sem escravidão, com equidade e de modo parcimonioso, salvaguardando dessa forma o futuro do presente e o presente do tempo futuro.

 

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Ângela Roque (Jornalista da Renascença)

1.A "velocidade" com que hoje vivemos e trabalhamos nem sempre nos deixa espaço para estarmos "alerta", como se diz na linguagem escutista. Só estando "alerta", atentos e disponíveis, podemos fazer a diferença na vida dos que nos rodeiam, e na nossa própria vida.

Há sempre um amigo, um colega, um vizinho, ou até um desconhecido, que precisa da nossa ajuda… Às vezes só de um pouco do nosso tempo para "ser ouvido". São esses gestos simples que podem fazem a diferença, também no Natal.

2.O grande desafio é não perder a esperança, e conseguir sempre transmitir essa esperança com alegria e convicção. Não é fácil a quem lida de perto com as dificuldades de tantas famílias por vezes não desanimar. Para os cristãos, em particular, penso que  essa é uma responsabilidade acrescida.

3.Gostava que a partilha de bens e afectos que fazemos no Natal fosse a nossa atitude quotidiana e permanente. Com genuína alegria.

Estou entre os que acreditam que a crise que vivemos nos fará mudar para melhor.

 

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Padre Pedro Silva (Pároco de Peniche)

1.O Natal acontece, como fonte de esperança, sempre que o homem olha nos olhos do seu mais próximo. Porque o Natal é celebração do nascimento é no respeito pela vida que a esperança do homem sempre se revê. Quando esse Nascimento é visita de Deus Menino, o Emanuel, então a nossa esperança faz acontecer gestos que rasgão a solidão, alimentam os mais simples, proporcionam vida pela dedicação. Faz-se Natal pelo presente da nossa vida na vida de quem muito experimenta a ausência.

2.Neste Natal o grande desafio daqueles que ajudam o próximo, em nome da Igreja, é perpetuar a atenção e o auxilio até ao reequilíbrio da família em dificuldade. A Paróquia de Peniche em Tempo de Advento foi preparando o Nascimento de Jesus com a sua atitude espiritual de vigilância, oração e caridade, porque durante todo este tempo os cestos de recolha de comida para os pobres, em cada Igreja da Cidade, foram ficando cheios muitas vezes por semana. Por essa generosidade Deus os abençoes com a alegria e a vida de Deus menino. As dificuldades não têm tempo, precisam de resposta.

3.Quero deixar uma palavra de fé e de esperança para todas as famílias. Acredito no coração generoso do povo português, nele reside o que de mais nobre os nossos antepassados nos deixaram a fé que constrói nação. Acredito que por maiores necessidades que possamos passar, a vida, o respeito pela vida, a aceitação da vida é mais fecunda do que todas as privações, é preferível há morte e á sua cultura. A vida que recebemos, do Natal que celebramos, no Menino que nos nasce faz-nos acreditar que para o Homem há sempre salvação.

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