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Etiópia: o drama das crianças órfãs num país de pobreza extrema
O Menino Jesus está a brincar no pátio
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Bom, na verdade, é uma menina. Chama-se Belém, tem apenas 3 anos e é uma das inúmeras crianças órfãs que as Carmelitas Missionárias de Santa Teresa resgataram da morte mais do que provável. Por causa do seu nome, que recorda a terra onde Jesus nasceu, e pela beleza do seu sorriso, para as irmãs aquela criança faz-lhes lembrar todos os dias o Menino Jesus.

 

Tem dois olhos enormes e escuros que sorriem cheios de ternura. Tem apenas 3 anos e um nome: Belém. Belém é uma menina afortunada, apesar de já não ter pai nem mãe, o que, aliás, é vulgar acontecer na Etiópia, país em que há cerca de 4,6 milhões de crianças órfãs. É um número de tal maneira gigantesco que é difícil de entender. É mais de metade da população portuguesa. São crianças, meninos e meninas, que perderam os pais, muitas vezes doentes de Sida, quase sempre demasiado pobres para garantirem a sua própria subsistência e a dos seus filhos. Por isso, é vulgar as crianças ainda de tenra idade serem abandonadas.


Crianças que ninguém quer

Belém é uma menina afortunada. Hoje ela sorri, é alimentada, está até gorducha, sabe o que são carinhos, gosta de estar ao colo, de ser embalada para adormecer, gosta de brincar. Uma das mulheres que toma conta dela é Maria del Carmen. É religiosa, pertence à congregação das Carmelitas Missionárias de Santa Teresa. A Irmã Carmen nasceu na América Latina e, com mais três outras mulheres também consagradas a Deus, toma conta das crianças que ninguém quer em Injibara, uma pequena localidade onde falta também quase tudo. Mas ali, naquele autêntico fim-do-mundo, estranhamente ouvem-se risos, às vezes até gargalhadas. São as crianças que brincam, que aprenderam a sorrir, que descobriram que o amor daquelas mulheres, que tratam como mães, é gratuito e sincero.


A escassez de água

Quando o Padre Andrzej, da Fundação AIS, visitou as Irmãs recentemente, duas delas não se encontravam presentes. Porquê? Porque tinham ido buscar água ao rio. Na Etiópia, a escassez de água é crónica, como, aliás, em muitos países de África. Não havendo poços, as populações não têm outro remédio senão irem até ao rio mais próximo, levando baldes ou bidões, de carro, motorizadas, de burro ou a pé. Até no simples gesto de quem vai ao rio buscar água se percebe a enorme pobreza de toda aquela região. No rio acontece tudo. A água, fonte de vida, que escorre alegremente por ali, serve para os animais se refrescarem, serve para as mulheres lavarem a roupa, serve para tudo. Até para se beber. Cada gota, transportada com sacrifício ao longo de vários quilómetros, é preciosa, quase sagrada. Sem essa água, ninguém poderia sobreviver.


As Irmãs precisam de um poço

As Irmãs explicaram ao Padre Andrzej que precisavam de abrir um poço, no terreno junto á casa da congregação. Seria uma forma de elas se poderem dedicar a tempo inteiro ao mais importante: as crianças órfãs da Etiópia, como Belém. O problema é que abrir um poço custa muito dinheiro e as bombas de água são também incomportáveis para estas Irmãs Carmelitas que vivem apenas da pobre ajuda da comunidade local. “Será que a Fundação AIS pode ajudar-nos?”, perguntaram elas ao Padre Andrzej. “Isso depende da vontade dos benfeitores da Fundação”, respondeu ele. “Mas acho que sim, claro!” Todos os dias, as Irmãs vão ao rio buscar água, pois a pequena Belém precisa de tomar banho antes de se ir deitar, como todas as outras crianças que estão ali à guarda destas Carmelitas Missionárias de Santa Teresa. Vamos ajudá-las a resgatar mais crianças órfãs? Elas tratam de tudo. Só precisam mesmo de ajuda para um poço de água potável. Só isso.

 

Saiba mais em www.fundacao-ais.pt

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