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A uma janela de Roma
É necessário crescer na relação profunda com Jesus
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Bento XVI publicou a mensagem para o Dia Mundial da Paz, deu conhecer o texto para o Dia Mundial das Vocações, e rezou pelas vítimas do atentado numa escola nos Estados Unidos da América. Para preparar o Natal lembrou que “a fonte da alegria de Maria é a graça, a comunhão com Deus”.

 

1. Na mensagem que publicou para o Dia Mundial da Paz, Bento XVI critica quem defende que “o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado”. Na passada semana o Papa deu a conhecer o texto da mensagem que destinada à celebração do dia 1 de Janeiro de 2013, um texto onde refere que além da diminuição do papel dos organismos estatais no apoio às pessoas mais desfavorecidas, “as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opinião pública”, a mesma atitude para as “redes de solidariedade da sociedade civil”. No texto que está já publicado no site do Vaticano, Bento XVI refere que “há que considerar que estes direitos e deveres são fundamentais para a plena realização de outros, a começar pelos direitos civis e políticos”.

Nesta mensagem Bento XVI refere “o papel decisivo da família, célula básica da sociedade, dos pontos de vista demográfico, ético, pedagógico, económico e político”, sublinhando que “a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização”.

 

2. O “intenso clima de fé” vivido nas comunidades cristãs que aderem generosamente ao Evangelho, em conjunto com uma “fervorosa”, “constante e profunda” vida de oração e ao zelo de tantos presbíteros e consagrados, são o motor necessário para abrir os jovens à vocação sacerdotal e religiosa. É quanto se pode sintetizar da mensagem de Bento XVI para a 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado a 21 de Abril do próximo ano 2013. “É necessário”, escreve o Papa, crescer na “relação profunda com Jesus”, ouvindo a sua voz que “ressoa dentro de nós”, se se quer ser “capaz de acolher o chamamento de Deus”. Um tal “itinerário” pode seguir-se “no interior de comunidades cristãs” que vivem, experimentam e testemunham aquela “paixão missionária” que induz “ao dom total de si pelo Reino de Deus” e que praticam “uma fervorosa vida de oração”.

“Os presbíteros e os religiosos”, “com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico” representam o melhor exemplo para estimular nas jovens gerações “o vivo desejo de responder generosamente e prontamente a Cristo”. Cabe a eles fazerem-se “companheiros de viagem” dos jovens, mostrando-lhes “a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos” e o entusiasmo daquele empenho “que confere um sentido de plenitude à própria existência”, refere Bento XVI.

 

3. Na audiência da passada Quarta-feira, 19 de Dezembro, Bento XVI propôs aos fiéis uma reflexão sobre a fé de Maria a partir do grande mistério da Anunciação. Bento XVI começou por recordar que o anjo convidou a Virgem a “alegrar-se”, chamando-a “cheia de graça”. Tal saudação anuncia o fim da tristeza que existe no mundo diante dos limites da vida, do sofrimento, da morte, da maldade, das trevas do mal que parece obscurecer a luz da bondade divina. “É uma saudação que marca o início do Evangelho, da Boa Nova” – sublinhou o Papa. “A fonte da alegria de Maria é a graça, a comunhão com Deus. Ela é a criatura que, mediante a sua atitude de escuta da palavra e da obediência, abriu de modo único as portas ao seu Criador, colocando-se nas suas mãos, sem limites”.

“Como Abraão, também Nossa Senhora confiou plenamente na Palavra, divina convertendo-se em modelo e mãe de todos os cristãos. E do mesmo modo, a sua fé também incluiu um momento de incerteza - as trevas da crucificação de seu Filho – antes de chegar à luz da Ressurreição”.

O Papa explicou que o mesmo ocorre no caminho de fé de cada um de nós: há momentos de luz e passagens onde parece que Deus está ausente; o seu silêncio pesa nos nossos corações e a sua vontade não corresponde à nossa. “Mas – ressalvou Bento XVI – quanto mais nos abrirmos a Deus, acolhermos o dom da fé e depositarmos Nele a nossa confiança – como fizeram Abraão e Maria – mais Ele nos ajudará a viver as situações da vida em paz e com a certeza de sua fidelidade e de seu amor.”

 

4. Bento XVI manifestou no passado Domingo, 16 de Dezembro, a sua solidariedade às famílias afetadas pelo tiroteio numa escola primária em Newtown, no Connecticut (EUA), que provocou 27 mortes, incluindo 20 crianças.“Fiquei profundamente entristecido pela violência insensata de sexta-feira”, confessou o Papa, perante milhares de peregrinos reunidos para a oração do Angelus, na Praça de São Pedro. Bento XVI quis mostrar a sua proximidade, em particular, aos que perderam um filho, deixando orações para que “o Deus da consolação toque os seus corações e acalme a sua dor”.

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