Lisboa |
Mensagens de Natal convidam a conhecer melhor Jesus
Natal também para os não crentes
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Desde a preparação do Natal até ao dia da festa do Nascimento de Jesus, a mensagem que sobressai convida a uma abertura de coração para conhecer melhor Jesus. “Crentes e descrentes”, recorda o Cardeal-Patriarca de Lisboa.

 

Poucos dias antes da celebração do Natal, D. José Policarpo convidava a Diocese de Lisboa a escutar e seguir Jesus Cristo. Numa mensagem vídeo publicada no site do Patriarcado (www.patriarcado-lisboa.pt) e dirigida aos diocesanos de Lisboa, “sacerdotes e Povo de Deus”, o Cardeal-Patriarca recorda que “o Natal é sempre o confrontar-se com o mistério que é Jesus que vem para nos salvar”, deixando a questão: “É isso mesmo que nós desejamos ou o cristianismo é apenas uma questão de cultura e de tradição?”.

Convidando, assim, os cristãos a viverem um “Natal verdadeiro”, D. José Policarpo frisava o desafio para o tempo presente: “Escutar Jesus Cristo e segui-Lo é o desafio do Ano da Fé que o Papa Bento XVI proclamou”.

Salientando, ainda, que a expressão 'E tu segue-me!' foi a palavra que Jesus mais disse no Evangelho quando encontrava as pessoas, o Patriarca de Lisboa observa que Jesus "não disse a todos" mas "àqueles que sentiu que tinham o coração preparado para o seguirem. Seguir Jesus Cristo é imitá-lo, é viver como Ele nos quer ensinar a viver”, garantiu.

Apontando a figura de Nossa Senhora, aquela que "entregou a sua vida toda, os seus desejos, os seus sentimentos, o que de mais belo tinha no seu coração silencioso”, como “guia, modelo, e mãe”, D. José Policarpo deixou um último convite: “Aprendamos com Nossa Senhora como se recebe e se acolhe. Ela acolheu Jesus para no-Lo dar e  no-Lo comunicar. E continua a poder fazê-lo se nós olharmos para ela com ternura no silêncio do nosso coração, com este desejo: conhecer melhor Jesus”.

 

Mensagem aos descrentes

Na habitual Mensagem de Natal, transmitida pela RTP, Antena 1 e Rádio Renascença, o Cardeal-Patriarca de Lisboa recordou os que mais sofrem “no momento presente da sociedade”, deixando um apelo especial aos “descrentes” que “não cessaram de buscar o sentido belo e transcendente da vida”.

Dirigindo-se aos telespectadores e rádio-ouvintes na mensagem que todos os anos é gravada para transmissão na noite de Natal, D. José Policarpo dirigiu um convite especial àqueles que não são crentes. “A todos esses nossos irmãos e irmãs convidamo-los a celebrar connosco o Natal. Talvez o Senhor vos visite, inundando o vosso coração de luz e de paz. Esta luz há-de conduzir à alegria mesmo aqueles que sofrem e são tantos no momento presente da nossa sociedade”.

Falando sobre o sentido da festa do Natal, que “significa nascimento”, o Cardeal-Patriarca de Lisboa sublinhou “a alegria e o sentido desta festa” que é o “cumprimento de uma promessa do próprio Deus feita ao seu Povo através da Palavra dos Profetas”. “Em Jesus nós experimentamos a fidelidade de Deus às suas promessas”, frisou salientando que “ao contemplar no Presépio de Belém, o cumprimento da grande promessa de Deus, confiamos no cumprimento das promessas de Cristo e esse é o fundamento da nossa confiança e da nossa esperança”.  

“Não tenhamos medo de Deus. Sejamos simples como as crianças e abramos-Lhe as portas do nosso coração e da nossa liberdade”, apelou ainda D. José Policarpo recordando que “a luz da fé leva à unidade de todas as expressões de vida humana”. “A busca de Deus, a procura da felicidade, a experiência do amor; leva-nos a reconhecer os caminhos errados e a ter força para os emendar”, observou.

Nesta mensagem, D. José Policarpo destacou a “simplicidade” do momento em que Deus vem ao encontro da humanidade e dá um “sentido novo” à história e o Concílio Vaticano II como um encontro que constituiu “um grande momento de esperança, para a Igreja e para a sociedade em profunda mutação”.

 

Amor virginal é entrega de todo o ser

Na celebração da Noite de Natal, na Sé de Lisboa, D. José Policarpo destacou as mulheres que, optam pelo amor virginal para uma entrega a Deus ao serviço da Igreja. Apontando o exemplo de Maria, mulher que “gerou Cristo, fecundada pelo amor divino”, e exemplo de “amor virginal”, o Patriarca de Lisboa lembrou que o caminho de santidade “é o amor virginal que supõe a entrega de todo o ser a Deus”. D. José Policarpo observou, ainda, que “mulheres que entregam tudo a Cristo e O seguem no amor à Igreja e na participação na missão salvífica do Filho de Deus”, são “uma multidão, em todos os tempos, lugares e culturas”.

Segundo referiu ainda o Cardeal-Patriarca na homilia da celebração da noite de Natal na Sé de Lisboa, “o elemento decisivo do amor virginal não é a renúncia mas a entrega total de todo o ser, no corpo e no espírito, com todas as capacidades e desejos, ao amor de Cristo. Há renúncia, porque há entrega sem limites”, frisou.

 

A urgência da missão

No dia de Natal, 25 de Dezembro, D. José Policarpo apelou para a necessidade encontrar novos caminhos de missão. “Um dos desafios da nova evangelização é o de encontrar novos caminhos para o anúncio da fé cristã neste tempo, que é o nosso”, frisou o Cardeal-Patriarca apontando para essa “urgência da missão”.

Lembrando que, neste Ano da Fé, Deus espera que os crentes sejam “portadores da luz, anunciadores da esperança e da alegria”, D. José Policarpo, na homilia do Dia de Natal, apelou para o “testemunho de fé” e a atenção “às buscas, às inquietações das pessoas que nos rodeiam”.

Citando, ainda, o Papa Bento XVI na Carta Apostólica ‘A Porta da Fé’, o Patriarca de Lisboa sublinhou que mesmo os que não conhecem Jesus “têm no seu coração a sua marca, ‘as sementes do Verbo’, que podem desabrochar num reconhecimento, num encontro pessoal que transforma a vida”.

texto por Nuno Rosário Fernandes
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