Lisboa |
Paróquia de Peniche recebe Visita Pastoral
Pais desafiados a ensinar os rudimentos da fé
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Um encontro com pais e catequistas e um outro com jovens marcaram a etapa final da Visita Pastoral à paróquia de Peniche, com D. Nuno Brás a lembrar aos educadores a importância de a transmissão da fé começar em casa. À juventude, o Bispo Auxiliar de Lisboa convidou-os a escutar Deus na oração.

 

Peniche é uma paróquia com mais de 550 crianças e adolescentes na catequese. “Cerca de 50 catequistas dão catequese do 1º ao 6º ano a mais de 400 crianças, porque a partir do 7º ano a catequese engloba a pastoral juvenil paroquial e conta com 150 adolescentes nos vários anos, a cargo de 10 catequistas que são também animadores de grupo. Parece muita gente, mas não é assim tanta como isso porque não chegamos a atingir 50% das crianças e adolescentes que estão nas escolas de Peniche”, referiu Maria de Lurdes Leal Cruz, a responsável pela catequese na paróquia de Peniche, a D. Nuno Brás, durante um encontro com catequistas, pais das crianças da catequese e professores. Nesta partilha sobre a educação cristã, integrada na Visita Pastoral a Peniche, esta responsável salientou também que na paróquia a catequese é dada sobretudo durante a semana. “Isso gera outro problema: é que muitas crianças faltam à Missa”, lamenta Lurdes, salientando que essa “é uma grande preocupação para a paróquia”. Ao ouvir estas palavras, D. Nuno Brás acentuou. “Somos muitos, mas somos poucos. São mais de 500 crianças, mas se não chega a metade das crianças de Peniche, há algo que está a falhar no nosso primeiro anúncio e isto devia-nos fazer refletir”.

Falando do kerygma – “o primeiro anúncio da fé” –, o Bispo Auxiliar de Lisboa pediu aos pais para serem os primeiros educadores da fé. “É importante que sejam os pais, em casa, a falar de Jesus, de Nossa Senhora, do Espírito Santo, a ensinar o Pai-Nosso ou a Avé Maria. No fundo, a ensinar os rudimentos da fé”.

Neste encontro, que decorreu na noite do passado dia 17, no auditório Stella Maris, em Peniche, D. Nuno Brás lembrou ainda que “a vida cristã não é nunca uma vida sozinha, mas uma vida comunitária, que responde à comunidade que Deus é”. Neste sentido, para o Bispo Auxiliar, a catequese tem duas funções: “Ajudar a desenvolver a própria consciência da vida cristã e ajudar a perceber e a integrar alguém numa comunidade cristã”.

 

‘O que é que Deus quer de mim?’

Na noite de sexta-feira, 18 de janeiro, D. Nuno Brás encontrou-se com todas as expressões jovens de Peniche, tendo convidado a juventude a colocar a questão: ‘O que é que Deus quer de mim?’. Em resposta à pergunta ‘Por que nós, cristãos, andamos às avessas do mundo?’, colocada pelo pároco de Peniche, padre Pedro Silva, o Bispo Auxiliar salientou a mudança que Cristo provoca na vida das pessoas. “Estamos aqui porque Cristo um dia encontrou-nos e ‘meteu-se’ connosco, o que fez toda a diferença na nossa vida! Cristo quer-nos para sermos a Sua presença. Isso muda todo o nosso comportamento, todo o nosso ser”, assegurou, durante um encontro que reuniu escuteiros, acólitos, membros de grupos de jovens, mas também universitários, alunos de EMRC e animadores de pastoral juvenil.

Neste diálogo no auditório Stella Maris, em Peniche, D. Nuno Brás convidou depois os jovens a estarem “atentos à vontade de Deus”. “Isso significa também colocarmos a questão da vocação: o que é que Deus quer de mim? E colocá-la com toda a seriedade e disponibilidade para aquilo que Deus quer!”. ‘Mas como sabemos o que Deus quer para nós?’, interrogava uma jovem. “Sabemos o que Deus quer para nós, em primeiro lugar, na oração, que é essencial. Falar com Ele e depois dar espaço a Deus para que Ele diga a sua vontade. E isso significa confrontar a minha vida com a Palavra de Deus. Finalmente, escutar também o coração. Só um coração modificado e moldado pela vontade de Deus, capaz de acolher a vontade de Deus, é que é capaz também de a perceber”, respondeu o Bispo Auxiliar do Patriarcado, que foi depois questionado por uma responsável da associação de acólitos sobre como fazer para que os acólitos mais novos entendam “o privilégio que é estar tão perto do Senhor, no serviço ao altar”. D. Nuno Brás diz “não ter receitas milagrosas”, mas deixou uma palavra de esperança: “A vida cristã não é simples, nem vem toda por ‘atacado’. A vida cristã é uma peregrinação, é um caminho interior que se faz e que ninguém pode fazer por nós. Isso significa que temos de colocar a inquietação de Deus, temos de ‘espicaçar, mas é preciso também perceber que Jesus Cristo é a resposta”.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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