Lisboa |
Concelho de Sintra inicia projeto ecuménico
Ação pela caridade une Igrejas cristãs
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Um conjunto de organizações ligadas a diversas Igrejas cristãs, incluindo a Igreja Católica, presentes no concelho de Sintra, assinou, no passado Domingo, 20 de janeiro, um memorando de intenções “de uma plataforma de serviço aos mais pobres e mais frágeis”.

 

Segundo os responsáveis por esta iniciativa, apresentada no 3º Encontro Ecuménico que se realizou na paróquia de Algueirão - Mem Martins, esta plataforma conta já com diversas participações mas "está aberta a todas as organizações que se sintam identificadas com o conjunto de valores e de intenções" que o memorando, agora assinado, manifesta.

Rui Lopes, desta paróquia da Vigararia de Sintra, é um dos promotores deste projeto e salienta que "este memorando de intenções é uma concretização de algo que já tem vindo a acontecer no dia a dia", e que tem como objetivo "desenvolver essa ação, ainda mais em termos de qualidade e de quantidade", explicou.

Atualmente, a unidade entre as diversas Igrejas cristãs do concelho de Sintra vai sendo praticada pela colaboração na ação sócio-caritativa e, por isso, este memorando "é fruto da inspiração cristã” e envolve as organizações que “partilham de um conjunto de valores fundamentados no Evangelho de Jesus Cristo que as impele a servir a pessoa humana na totalidade das suas dimensões espiritual e material", refere o texto assinado.

Segundo o memorando, “as organizações expressam a sua firme intenção de guiar a sua ação pelo Espírito Santo de Deus no serviço à pessoa humana e no respeito de identidade e missão de cada organização”, bem como a partilha de “capacidades e recursos e na elaboração de propostas e candidaturas a programas e iniciativas de cariz social e humanitário”.

A assinatura deste memorando surge no contexto do 3º Encontro Ecuménico, realizado no decorrer da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, e promovido pelo Movimento dos Focolares de Algueirão - Mem Martins, que todos os meses promove naquela paróquia os encontros ‘Palavra de Vida’.

 

Fortalecer a unidade

Segundo o pároco, padre João Brás, estes encontros, que reúnem diversas Igrejas cristãs, procuram “fortalecer a caminhada para a unidade, rezar pela unidade e continuar a consciência da união a Cristo e da missão que Ele nos confia”. Este encontro ecuménico realiza-se na paróquia de Algueirão - Mem Martins há somente três anos, no entanto o espírito ecuménico manifestou-se naquela região há mais tempo. “Há cerca de 30 anos tive a primeira experiência, em Sintra, de orar com jovens ligados ao Movimento dos Focolares”, referiu o ancião António Calaim, da Igreja Evangélica de Sintra. Hoje, este representante da Igreja Evangélica colabora na organização e preparação daquele encontro ecuménico.

 

Diversas partilhas num mesmo espírito

Subordinado ao tema 'O que Deus exige de nós', extraído de uma citação do profeta Miqueias, no Antigo Testamento, neste encontro os diversos representantes das Igrejas cristãs procuraram responder à pergunta, tendo por ponto de partida aspectos concretos da vida. Para o pastor da Igreja Cristã Fonte de Águas Vivas, Gabriel Diaz, no que diz respeito à compaixão para com aqueles que sofrem, com os famintos, com os pobres e contra a desigualdade, "Deus pede que sejamos o exemplo de Jesus". “Exige que sejamos agentes de transformação, agentes de vida, de esperança", destacou. Em relação à defesa da criação de Deus, do ambiente e do planeta, o pastor Luís Reis, da Assembleia Deus, lembrou que "Deus é criador e mantenedor, e por isso mantém o universo", mas a "a criação encontra-se a gemer por causa do pecado do homem". Nesse sentido, refere que "os filhos de Deus, no presente" têm "o direito e a obediência ao criador de cuidar do nosso planeta, do habitat onde Deus nos colocou”.

No que se refere à luta pela justiça e pela paz, a favor dos oprimidos, o protopresbítero da Igreja Ortodoxa, Alexandre Bonito, destacou a dimensão do amor "como fundamento" e "a paz vivida na sua totalidade, tal como a justiça". Já o pastor Alain Palister, diretor do seminário teológico Batista, salientou “o empenho dos cristãos evangélicos em lutar pela justiça e pela paz”.

 

A experiência da Cruz

D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, apontou que em termos de celebração de vida, perante as agruras, as lutas e as dificuldades da vida, “Deus exige que confiemos n'Ele. Uma confiança total e absoluta", refere. “Esta fé e confiança é fonte de serenidade e de paz em todas as situações. Deus exige de nós que confiemos no seu amor que é fiel e que permanece para além das nossas fraquezas e infidelidades. Esta experiência de amor entende-se a partir de Maria, a primeira crente, como experiência de fé e de confiança que leva ao abandono em Deus”, observou. Segundo D. Joaquim Mendes, também a experiência da Cruz deve ser tida em conta. “A experiência da Cruz é expressão eloquente do amor de Deus por nós e à luz desta experiência de amor podemos celebrar a vida" sublinhou.

texto e fotos por Nuno Rosário Fernandes
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