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Peru: o trabalho extraordinário da Igreja na América do Sul
A missionária do sorriso bondoso
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Nas montanhas do Peru há centenas de pessoas que vivem em absoluta pobreza, perdidas em recantos inóspitos onde não vai praticamente ninguém. Estas pessoas estariam em total isolamento se não fosse um punhado de mulheres que lhes levam roupas, medicamentos, amor. Elas são missionárias, mas também enfermeiras, parteiras… São verdadeiros anjos da guarda dos mais pobres dos pobres da América do Sul. Uma delas é a Irmã Maria Imaculada.


A Irmã Maria Imaculada tinha apenas 18 anos quando decidiu entregar a sua vida a Deus. Nunca se arrependeu dessa decisão e também nunca se queixou sequer do cansaço quando se tem de pôr a caminho montanhas acima, em caminhos de cabras, sem ninguém por perto. Essa é a sua missão: levar a Palavra de Deus a populações perdidas no meio das serras, às vezes mesmo a casas isoladas onde apenas vivem uma ou duas pessoas, especialmente idosos. Estas irmãs são normalmente as únicas pessoas que se atrevem a ir até lá acima, onde a serra se esconde nas nuvens às vezes acima dos 5 mil metros. Mas a Irmã Maria não se cansa. Ela leva consigo o seu sorriso eterno e meigo, mas também roupa para distribuir e, principalmente, medicamentos.


Levar Deus aos mais pobres

São quase 400 as Irmãs Missionários de Jesus, Verbo e Vítima, congregação fundada há meio século pelo Bispo de Caraveli, Fredrich Kaiser e pela Irmã Wilibrordis, que compreenderam profeticamente que, na América do Sul, havia a necessidade deste trabalho específico: levar Deus e ajudar os mais pobres e necessitados da sociedade. Tão pobres que estavam esquecidos nas barracas onde viviam, abrigados na montanha ou no meio da selva. Era preciso reunir gente de coragem que aceitasse uma vida dura de missão que amenizasse a vida rude de quem nada possui.


Missionária, enfermeira, parteira

A Irmã Maria Imaculada percorre estes caminhos há 32 anos. Quando se faz à estrada ela é missionária mas também enfermeira, parteira, juíza em pequenas disputas que é preciso ultrapassar, voz amiga, esperança. É também professora e ainda não desistiu de ensinar a ler e escrever a toda a gente. O que é mais desarmante na simplicidade desta Irmã é o seu sorriso. Quando, lá no cimo da serra, os poucos habitantes de algum vilarejo a avistam, gritam o seu nome em alvoroço pois já sabem que a Irmã Maria Imaculada é como um anjo. E para eles, que possuem tão pouco, até é estranho que uma mulher vestida com um hábito azul que lhe cobre a cabeça, possa preocupar-se com as suas vidas.


Dramas escondidos nas palavras

Como pode haver alguém que faz dezenas e dezenas de quilómetros só para levar sorrisos, só para levar alguma ajuda? Ela conhece toda a gente pelo seu nome, conhece as suas histórias, os dramas que se escondem nas suas palavras e nos silêncios. Ela conhece até as suas lágrimas. “São os meus amigos”, diz. A Irmã Maria Imaculada é feliz na sua pobreza, na sua missão que lhe cansa as pernas mas que lhe alegra o espírito. A Irmã Maria Imaculada diz que não precisa de nada. Apenas de medicamentos e roupa que leva montanhas acima, como se fosse ela própria uma farmácia ambulante. O resto é com ela. E é isso que a Fundação AIS lhe dá, sempre que algum benfeitor decide ajudar este projecto tão especial das Irmãs Missionários de Jesus, Verbo e Vítima, que trabalham no Peru mas também na Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. Poucas vezes tanto carinho é oferecido com tanto amor.


Saiba mais em www.fundacao-ais.pt

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