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“Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus”
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O Papa prosseguiu a catequese sobre o Credo. Na semana em que foi anunciado que irá reunir com os cardeais, Bento XVI recebeu o novo Patriarca do Caldeus, reforçou o papel da família na luta contra a crise e falou aos consagrados.

 

1. Na catequese sobre o Credo da passada quarta-feira, o Papa recordou que viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a condição de criatura. “No Credo, confessamos que Deus é o «criador do céu e da terra», como se lê no Génesis. Deus cria através da sua palavra: a vida surge, porque tudo obedece à Palavra divina. No vértice da criação, aparece o homem e a mulher: formados do pó da terra, possuem o sopro vital de Deus, e cada vida humana está sob a sua proteção. Esta é a razão mais profunda da inviolabilidade da dignidade humana. Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas. Por vezes, somos tentados a ver esta dependência do amor criador de Deus como um peso do qual libertar-se. Mas, indo contra o seu Criador, o ser humano renega a sua origem e a sua verdade, e o mal entra no mundo com a sua penosa cadeia de sofrimentos e morte. E, sozinhos, não podemos sair dela… As justas relações só podem ser reatadas, se Aquele, de quem nos afastamos, vier até nós e nos estender a mão. É o que faz Cristo! Percorre o caminho do amor, humilhando-Se até à morte na Cruz, para repor em ordem as nossas relações com Deus e com os outros. A Cruz torna-se a nova árvore da vida”, explicou Bento XVI, durante a audiência-geral.

 

2. O Papa vai presidir, nesta segunda-feira, dia 11, em Roma, a um consistório ordinário público para votar as causas de canonização de três novos santos da Igreja Católica. De acordo com um comunicado divulgado esta semana pela Sala de Imprensa da Santa Sé, trata-se de um mártir, António Primaldo, e duas fundadoras de institutos religiosos, Laura de Santa Catarina de Sena e Maria Guadalupe.

O italiano Antonio Primaldo, juntamente com cerca de 800 companheiros leigos, foi assassinado “por ódio à fé” a 13 de agosto de 1480, na cidade de Otranto, durante uma invasão levada a cabo por tropas turcas. A colombiana Laura de Santa Catarina de Sena (1874-1949) destacou-se enquanto fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias da Beata Virgem Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena. Quanto à mexicana Maria Guadalupe (1878-1963), participou na criação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres.

 

3. O Papa recebeu em audiência, na passada segunda-feira, dia 4, no Vaticano, o novo Patriarca da Babilónia dos Caldeus, D. Louis Sako, que se fez acompanhar pelos membros do Sínodo dos Bispos da Igreja Caldeia que o elegeram, três dias antes. Segundo a Rádio Vaticano, “tratou-se de um encontro repleto de fraternidade e esperança”.

Após a audiência, numa celebração presidida pelo Patriarca dos Caldeus que recentemente visitou Portugal, com o prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, citou duas cartas de Bento XVI, fazendo votos de que o novo Patriarca possa “ser modelo de seguimento e sinal de esperança” para todos os batizados, os quais – como disse o Papa – “possam tornar-se, graças à Eucaristia, semente de reconciliação, acolhimento recíproco e paz".

Neste mesmo dia, o Papa participou num concerto pelos 84 anos do estado do Vaticano, oferecido pela embaixada de Itália junto da Santa Sé.

 

4. Bento XVI reafirmou, no passado Domingo, a importância da aposta na vida e na família como forma de combate à crise com que a Europa se confronta. “Associo-me aos bispos italianos que, na sua mensagem, convidam a investir na vida e na família como resposta eficaz, também, à atual crise. Saúdo o movimento pela vida e desejo sucesso à iniciativa designada ‘Um de nós’, para que a Europa seja sempre lugar onde cada ser humano seja respeitado na sua dignidade”, afirmou o Papa, no final da manhã, no Vaticano, depois da oração do Angelus.

Entretanto, o Pontifício Conselho para a Família anunciou que Bento XVI vai receber, nos dias 26 e 27 de outubro, em Roma, representantes de famílias de todo o mundo, num evento organizado por ocasião do Ano da Fé.

 

5. No Dia do Consagrado, o Papa presidiu à celebração da Eucaristia tendo convidado as centenas de representantes dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica a renovarem a sua fé. “Convido-os a renovarem a fé que nos torna peregrinos em direção do futuro. Religiosos e religiosas não se devem unir aos profetas da desgraça que proclamam o fim ou a insensatez da vida consagrada na Igreja de hoje. Vistam-se de Jesus Cristo e usem as armas da luz”, pediu Bento XVI.

Nesta celebração em roam o Papa explicou ainda o significado da bênção e da procissão de velas do início do rito, quando os membros das congregações religiosas fazem a profissão pública de votos de castidade, pobreza e obediência: “Este sinal, específico da tradição litúrgica desta festa, é muito expressivo. Manifesta a beleza e o valor da vida consagrada como reflexo da luz de Cristo”.

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