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Mensagem do Cardeal-Patriarca para a Quaresma
Purificar o amor
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, convida os cristãos da Diocese de Lisboa, neste tempo de Quaresma que agora começa, a “purificar as maneiras de acreditar e de amar”.

 

Na Mensagem para a Quaresma deste ano 2013, o Patriarca de Lisboa, inspirando-se na mensagem quaresmal de Bento XVI para este ano e da qual o Jornal VOZ DA VERDADE aqui deu conta na passada semana, sublinha a dimensão purificadora e penitencial dos quarenta dias vividos pelos cristãos em preparação para a Páscoa, a Quaresma. “Sendo a Quaresma um tempo de purificação e de penitência, devemos com confiança, purificar as nossas maneiras de acreditar e de amar”, observa D. José Policarpo.

Com o título ‘Quaresma, tempo de purificação da fé e da caridade’, o Patriarca de Lisboa na mensagem que dirige este ano à diocese “pretende, apenas, interpelar” a diocese a “tomar a sério a palavra do Papa, vivendo esta Quaresma como uma etapa importante da nossa peregrinação da fé”, destaca.

Recordando que na Páscoa cada homem “pode sentir-se profundamente amado por Deus e partir para uma maneira de viver centrada no amor, a Deus e ao próximo”, D. José Policarpo salienta que “só na fé” se pode sentir esse amor de Deus. “Só no Céu o experimentamos em toda a sua beleza”, reforça.

Meditando sobre “o que significa a fé na nossa vida”, o Patriarca de Lisboa cita o texto da mensagem quaresmal de Bento XVI: “A fé constitui aquela adesão pessoal à revelação do amor gratuito e apaixonado que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo”. Neste sentido, questiona: “Quando dizemos ‘eu creio’ afirmamos apenas que sabemos que Deus existe e esperamos que nos ajude, ou afirmamos que sabemos que Ele nos ama e nos convida a amar? Acreditar é saber-se amado por Deus, o que é a fonte da nossa confiança e do sentido da nossa vida”, sublinha D. José Policarpo.

Como forma de proposta de exame de consciência, o Patriarca de Lisboa afirma que “muitas das expressões da nossa fé não têm esta dimensão do amor: são atos rituais duma tradição religiosa, formas de pedir a Deus ajuda para as nossas necessidades, oração pelos nossos mortos, etc.”. Neste sentido, questiona: “Está a nossa fé, nas suas expressões, enraizada na escuta atual e continuada da Palavra do Senhor? A Sua Palavra toca-nos o coração?”.

Como sugestão para uma mudança “das maneiras de amar”, D. José Policarpo garante: “Só a fé viva, ela própria acolhimento do amor, nos pode conduzir no caminho da purificação das nossas expressões de amor”. “Só a fé nos leva a amar a Deus quando amamos os irmãos”, reforça. No entanto, e reconhecendo que “amar é uma capacidade humana, é um instinto humano”, D. José Policarpo adverte: “Se não o purificarmos no amor de Deus, aquilo a que chamamos amor tem os limites da nossa natureza pecadora”. E sublinha: “Para amarmos verdadeiramente, Deus redime-nos continuamente com o Seu amor”. Pelo que deixa o convite a que cada cristão, neste tempo de Quaresma, “analise as principais expressões de amor na sua vida, e peça a Deus que as purifique e lhes dê a pureza da caridade”.

Considerando que “o processo da purificação da fé e do amor faz-se pelo acolhimento contínuo da Palavra de Deus e pelo mergulhar na Páscoa de Jesus através dos sacramentos, de modo particular o da Reconciliação e da Eucaristia”, o Patriarca de Lisboa recorda que as atitudes quaresmais de jejum, penitência e esmola, lembrada pelo Papa na sua mensagem, “supõem o crescimento da fé e desabrocham na caridade”. Pelo que, observa, “a prioridade dada à escuta da Palavra faz-nos descobrir ‘que a maior obra da caridade é a evangelização, ou seja, o serviço da Palavra’”, refere, citando Bento XVI. “A purificação da fé levar-nos-á a fazer crescer em nós o desejo de evangelizar”, garante.

 

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Renúncia Quaresmal

Como vem sendo hábito na Diocese de Lisboa, todos os anos, no tempo da Quaresma, os cristãos são convidados à partilha pela forma da ‘Renúncia Quaresmal’. Este ano, o Patriarca de Lisboa deseja destinar esta renúncia às “Igrejas irmãs” sem esquecer as dificuldades locais que se possam verificar na própria diocese. Pelo que, na Mensagem para a Quaresma convida, também, a uma purificação dessa partilha. “Neste quadro somos chamados a purificar, também, a nossa partilha quaresmal”, refere. “Este ano, mais uma vez, se destinará a partilhar com Igrejas irmãs que nos solicitem ajuda, sem excluir situações de pobreza da própria família diocesana. Destiná-la, de modo especial, à ajuda fraterna de outras Igrejas, ajudar-nos-á a valorizar o verdadeiro horizonte da fé e da caridade, que não se limita às pessoas individuais, mas que é a atitude da Igreja, comunidade crente e Povo do Senhor”.

texto por Nuno Rosário Fernandes
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