Lisboa |
Mafra recebeu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima
“Maria aproxima as pessoas de Deus”
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Foi a primeira paróquia de toda a vigararia a receber a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Mafra é uma paróquia que mistura a realidade rural e urbana e que faz da integração comunitária a grande aposta.

 

Em todas as aparições de Fátima, Nossa Senhora pediu sempre aos pastorinhos: “Rezai o Terço todos os dias”. Foi isso que as crianças e adolescentes da paróquia de Mafra fizeram na manhã do Domingo dia 10 de março. No Convento de Mafra, de Terço na mão e na presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, os mais novos cumpriram assim o pedido feito por Maria, a ‘Senhora mais branca que o Sol’, como diziam os pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta. “Como estamos no Ano da Fé, foi uma bênção termos Nossa Senhora connosco. Falo sobretudo pelo meu grupo, que vai fazer a Profissão de Fé no ano em que a Igreja celebra o Ano da Fé e em que a nossa paróquia recebe a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. É todo um motivo de uma caminhada para a fé, em que temos de dar o nosso testemunho”, salienta ao Jornal VOZ DA VERDADE Sandra Silva, catequista dos adolescentes do 8º volume, que esteve envolvida na organização do Terço da Catequese.

Mónica Pacheco, que dá catequese ao 6º volume, esteve também na organização desta atividade e destaca a semente que iniciativas como esta podem deixar nos mais novos. “É muito bom para eles estarem junto de Nossa Senhora de Fátima. As crianças e os adolescentes veem Nossa Senhora como uma luz! Costumam-nos dizer muitas vezes: ‘Ela está irradiada de luz!’. Por isso é que iniciativas como esta, de rezar o Terço na presença de Nossa Senhora, são muito importantes para o crescimento da fé”, aponta esta catequista ao Jornal VOZ DA VERDADE.

 

Momentos reais

Celeste Batalha, que dá catequese na paróquia de Mafra há 16 anos e que atualmente tem a seu cargo os jovens do 10º volume, sublinha também ao Jornal VOZ DA VERDADE a importância de a paróquia de Mafra receber a visita de Nossa Senhora de Fátima na Quaresma. “Termos a Imagem de Nossa Senhora Peregrina durante a Quaresma, na preparação para a Páscoa, é mais um motivo para nos abrirmos à conversão. Mesmo para os miúdos, esta caminhada torna-se mais fácil com momentos reais. Muitas vezes, só a falarmos, não é muito fácil chegarmos a eles; por isso, é muito importante cada atividade que possa ser feita de aproximação a Cristo”.

Celeste Batalha, que pertence à coordenação da catequese em Mafra, frisa que a paróquia “já foi por várias vezes a Fátima, com as crianças da catequese”, em especial no encerramento da catequese. Contudo, ter Nossa Senhora Peregrina em Mafra tem outro significado para a comunidade cristã. “A última vez que a Imagem esteve na paróquia foi há 15 anos. Ainda esta semana eu falava com o meu grupo, composto por miúdos de 15 anos, e lembrei-lhes que esta é a primeira vez que eles têm a hipótese de ver e estar junto à Imagem Peregrina em Mafra!”, observa.

 

Pais, os primeiros catequistas

A oração do Terço feita pelas crianças, adolescentes e jovens de Mafra foi uma atividade que procurou reunir toda a catequese desta paróquia. “Nós temos cerca de 400 crianças e adolescentes na catequese, para 26 catequistas. Nem todas puderam participar no Terço, mas penso que se vai conseguindo motivar inclusivamente a participação dos pais. Nos últimos anos, temos estado a conseguir que essa aproximação se venha a concretizar, em especial nestes momentos”, refere Celeste, exemplificando com “a atividade de encerramento da catequese do ano passado, em que foi organizado um piquenique no parque desportivo”.

Para esta catequista, os pais têm de ser os primeiros anunciadores: “Cada vez mais, temos de sensibilizar os pais que eles são os primeiros catequistas. Os primeiros educadores da fé não podem ser os catequistas. Se os pais vêm à Igreja pedir o batismo, a responsabilidade primeira é deles na caminhada cristã dos filhos”.

 

Paróquia rural ou urbana?

Mafra é uma vila portuguesa com cerca de 18 mil habitantes. É sede de um município, subdividido em 17 freguesias, e tem no Palácio Nacional de Mafra, mandado construir por D. João V no século XVIII, a sua grande atração. O padre Luís Barros, de 43 anos, entrou na paróquia de Santo André de Mafra em 11 de setembro de 2005 e desde então sentiu a evolução desta terra. “Mafra é uma paróquia curiosa, porque era tradicionalmente uma paróquia rural, até há relativamente poucos anos atrás – aliás, quando eu cheguei ainda apanhei um pouco dessa realidade –, mas que se modificou radicalmente nos últimos anos, sobretudo devido à autoestrada. De repente, esta paróquia teve uma transformação muito grande”, assume o pároco, ao Jornal VOZ DA VERDADE, sublinhando o crescimento desta paróquia que tem oito igrejas abertas ao culto: “Mafra mistura a ruralidade das aldeias e a realidade no centro da vila, com bairros imensos que ainda não existiam quando eu vim para cá e com muitos casais jovens, que por ser uma população mais urbana requer uma pastoral diferente”.

Na sua missão na paróquia de Mafra, este sacerdote tem como lema ‘Integrar sem excluir’. “Há um equilíbrio difícil entre tentar manter aquilo que era a vida tradicional da vila e ao mesmo tempo, do ponto de vista pastoral, tentar chegar a esta gente nova, que tem outra maneira de ser, de estar na vida, e até de ver a Igreja”.

 

Equilíbrio pastoral

Nestes oito anos à frente da paróquia de Santo André de Mafra, o padre Luís Barros tem procurado “manter as tradições”, como são exemplo as várias procissões pelas ruas da vila. “Tento manter umas certas tradições que eu acho que dizem muito às pessoas. No entanto, há muita coisa que percebemos também que temos de fazer, como a catequese de adultos, porque as pessoas hoje em dia são muito mais exigentes no modo de estar na vida e no modo de ver a Igreja”. Segundo este sacerdote, é necessário haver equilíbrio nas várias apostas pastorais. “Há um equilíbrio que eu tento manter: prosseguir aquilo que herdei e que acho que tem muito valor – há tradições em Mafra que têm séculos e quem sou eu para terminar com elas! – e ao mesmo tempo também imprimir um cunho de modernidade”.

 

Vocações e juventude

A paróquia de Mafra tem neste momento dois jovens seminaristas: um no Seminário dos Olivais e outro no Seminário Menor. “Nestes anos, apostei muito na pastoral vocacional, que felizmente tem dado bons frutos na freguesia”, refere o pároco, sublinhando a importância dos acólitos para esta pastoral. “A aposta é sobretudo feita através dos acólitos, não excluindo outras formas. Há muitas maneiras de fazer pastoral vocacional, mas sou da opinião que o grupo de acólitos é talvez o grupo privilegiado onde isso possa acontecer, porque são aqueles que estão mais próximos do altar, são aqueles que têm mais contacto connosco”. O padre Luís Barros considera que é fundamental dar testemunho da vida sacerdotal: “Os adolescentes e jovens que estão sentados nas igrejas veem o padre ao longe… na sacristia, enquanto nos paramentamos ou desparamentamos, há sempre palavras que vão tocando os jovens, nós vamos percebendo sensibilidades, feitios, maneiras de ser, e vamos fazendo propostas”.

Os grupos de jovens têm merecido também especial atenção do pároco, que enaltece o caminho que tem sido feito. “Temos grupos de jovens, cada um com cerca de vinte elementos, nas três maiores comunidades: Mafra, Achada e Sobreiro. Tem sido bastante interessante o caminho que se faz com eles. Quando cheguei à paróquia, os grupos de jovens era algo um pouco residual, mas entretanto temos aproveitado os grupos de Crisma e sugeri que os jovens fizessem mais 6 meses de catequese após os 10 anos e é nesse momento que temos conquistado a juventude!”, aponta.

 

Aproximar de Cristo

Mafra foi a primeira das 16 paróquias que compõem a Vigararia de Mafra a receber a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Uma visita que decorreu de 7 a 17 de março e, no entender do pároco, pode deixar frutos. “Nossa Senhora tem um papel muito especial na vida dos católicos! Cristo é que nos dá a Salvação, mas de facto Maria ‘puxa’ muitas pessoas que, se calhar, de outra maneira não se aproximam de Cristo. Foi neste âmbito, e aproveitando o Ano da Fé, que a vigararia pediu ao Santuário de Fátima que nos permitisse trazer a Imagem Peregrina ao longo destes três meses e meio!”, refere o padre Luís Barros.  “O objetivo da visita é, através de Nossa Senhora, aproximar as pessoas de Deus!”.

 

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Chegada a Mafra

A paróquia de Mafra recebeu, na noite de quinta-feira, dia 7, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, num ambiente de oração. Eram 20 horas quando a Imagem entrou na freguesia, no lugar da Cabeça-Alta (Achada), na presença do pároco de Mafra e de muitos fiéis. As velas que estavam colocadas no chão e nas janelas mostravam a devoção do povo português à Virgem Maria.

Após uma pequena oração feita pelo padre Luís Barros, a Imagem seguiu em cortejo até à vila de Mafra, escoltada por um carro da GNR e acompanhada por muitas pessoas que quiseram acompanhar Nossa Senhora até à Basílica para, em comunidade paroquial, rezar o Terço.

 

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Calendário da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia de Mafra

7 de Março - Mafra

17 de Março - Alcainça

24 de Março - Cheleiros

31 de Março - Santo Isidoro

8 de Abril - Sobral da Abelheira

14 de Abril - Encarnação

22 de Abril - Livramento

29 de Abril - Enxara do Bispo

6 de Maio - Milharado / V. F. do Rosário / Gradil

26 de Maio - Ericeira

1 de Junho - Venda do Pinheiro

7 de Junho - Igreja Nova

13 de Junho - Cheleiros (Carvalhal)

17 de Junho - Malveira

21 de Junho - Mafra

22 de Junho - Celebração Vicarial em Mafra

23 de Junho - Peregrinação Vicarial a Fátima, para entrega da imagem

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão, com Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro
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