Lisboa |
6ª e última Catequese Quaresmal
A simplicidade de Cristo atrai multidões
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa considera que há atração à Igreja sempre que esta testemunha a autenticidade de acontecimento de salvação. Na última Catequese Quaresmal deste ano 2013, proferida no passado Domingo, 24 de março, já pelo próprio após o regresso de Roma, D. José Policarpo destacou a eleição do Papa Francisco como um exemplo.

 

Segundo o Patriarca de Lisboa, “entrar na Igreja é a consequência necessária e inevitável daqueles que se deixaram envolver pessoalmente pelo acontecimento pascal”. Por outro lado, “a Igreja é composta por aqueles que sentiram essa atração e que, pela fé, através dos sacramentos, se unem a Cristo, se tornam o seu corpo e fazem da sua morte e ressurreição o acontecimento que transforma as suas vidas”. Por isto mesmo, “a própria Igreja, corpo de Cristo, atrai, como o Senhor atrai. Na sua mensagem, no seu testemunho vivo, deve comunicar e tornar viva essa atração por Jesus Cristo”, afirmou D. José Policarpo, sublinhando que “esta atração é real, sempre que a Igreja testemunha a sua autenticidade de acontecimento de salvação”. Neste sentido, refere o Patriarca de Lisboa, “a eleição do novo Papa foi disso testemunho: nos gestos simples, da sua autenticidade cristã, atraiu multidões, surpreendendo aqueles para quem a Igreja estava em decadência”. Porque, acentua, “é a radicalidade do amor que leva a Igreja a atrair todos os que procuram a vida, no realismo da sua existência”.

 

Celebração pascal “é a expressão máxima” da fé

Nesta última Catequese Quaresmal, proferida no início da Semana Santa, com o título ‘A fé é celebração da morte e ressurreição de Cristo’, o Cardeal-Patriarca salientou que a celebração pascal “é a expressão máxima” da fé e que esta dimensão pascal da fé da Igreja “atravessa o Magistério Conciliar, na compreensão da Igreja e da sua missão no mundo”.

Lembrando que, naquilo que a Igreja denomina como a História da Salvação, “Deus falou de muitos modos: pelas maravilhas da criação, pelos acontecimentos em favor do Seu Povo, pela palavra dos profetas”, D. José Policarpo explicou, nesta catequese, que na plenitude desta  História da Salvação “Deus resumiu todas as suas palavras na Sua Palavra eterna, Jesus Cristo”. Nesse sentido garantiu: “Só a fé viva em Jesus Cristo nos leva a reconduzir a Ele todas essas palavras de Deus, isto é, toda a História da Salvação. Quando a nossa fé nos leva a escutar Cristo como Palavra do Pai, nunca mais queremos ouvir outra palavra. Quando lemos as Escrituras, quando escutamos a palavra da Igreja, escutamos Jesus Cristo”.

 

Crescimento da fé

No entanto, para chegar a esta atitude pessoal de fé há um início. “Esta concentração de toda a Palavra de Deus em Cristo, Palavra eterna, exige o primeiro e decisivo crescimento da fé. O seu início é variado: uma palavra da Sagrada Escritura, uma pregação como palavra da Igreja, o testemunho de um cristão, um acontecimento que interpela. Em todos esses momentos o homem sente-se interpelado por Deus, sente que Ele o convida, responde-lhe na sinceridade do coração”, sublinha D. José Policarpo.

Porém, adverte o Patriarca de Lisboa, “a fé não pode ficar prisioneira dessa palavra. É a própria fé, que leva a descobrir nela Cristo Palavra e a perceber que a resposta da fé é sempre um ‘sim’ a Jesus Cristo, à Sua Páscoa, aos seus ensinamentos, aos acontecimentos da Sua vida, ao Seu dom total na sua morte e ressurreição”. “A cristã tem, na sua essência, uma dimensão pascal. Crescer na fé significa aprofundar esta dimensão pascal”, acentua.

 

Fé vivida é mais acontecimento do que discurso

Referindo-se à fé “como abandono ao acontecimento da salvação”, o Cardeal-Patriarca de Lisboa recordou nesta última catequese que “a celebração da Páscoa mostra-nos que a fé vivida é mais acontecimento do que discurso” e que viver da fé “é mergulhar nesse acontecimento, sentindo-nos envolvidos nele, sermos dele protagonistas”. Pelo que, garante, “envolvidos nesse acontecimento, a nossa vida ganha um novo rumo”.

Salientando, assim, que “a morte e ressurreição de Cristo dá um sentido novo à nossa própria morte, como porta que se abre para uma vida nova”, D. José Policarpo frisou que “quando vivemos a Páscoa como acontecimento que nos envolve, sentimo-nos atraídos” por Deus e “é essa atração que nos leva à união com Jesus Cristo e à Igreja”.

texto e foto por Nuno Rosário Fernandes
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