Ano da Fé |
Acreditar com o Concílio
A Igreja encontra na Liturgia a fonte da vivência do seu Mistério
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|Sacrosanctum Concilium, nº 10|


“Contudo a Liturgia é o cume para o qual se dirige a actividade da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde provém toda a sua força. Na verdade, os trabalhos de apostolados destinam-se a conseguir que todos os que se tornaram filhos de Deus pela fé e pelo Baptismo se reúnam em assembleia, louvem a Deus no meio da Igreja, participem no Sacrifício e comam a Ceia do Senhor.

Por sua vez, a própria Liturgia impele os fiéis, saciados «com os sacramentos pascais», a «viverem em perfeita concórdia»; pede que «manifestem na vida quanto receberam pela fé». Na verdade, a renovação da aliança do Senhor com os homens, na Eucaristia, arrasta e inflama os fiéis na caridade urgente de Cristo. Da Liturgia, pois, em especial da Eucaristia, como de uma fonte, corre sobre nós a graça e alcança-se com a máxima eficácia a santificação dos homens em Cristo e a glorificação de Deus a que se destinam, como a seu fim, todas as outras actividades da Igreja”.

 

 

|Comentário de D. Nuno Brás|

O n. 10 da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Sagrada Liturgia sublinha duas realidades, a que, de certo modo, já aqui temos feito referência: por um lado, diz-nos que a Liturgia é fonte da vida cristã; por outro, que ela se apresenta, igualmente, como a realidade para onde tudo converge.

Por um lado, a liturgia é fonte de vida cristã. Sabemos como a vida cristã não tem origem nos crentes. A própria procura de Deus é inspirada no coração de todo e qualquer ser humano pelo próprio Deus, que quer ser conhecido, que se quer encontrar com cada homem e mulher.

Mas, depois, quando essas interrogações encontram a resposta verdadeira que é Jesus de Nazaré, o único a poder revelar-nos o claro rosto do Pai, o caminho da fé (o caminho do aprofundamento da relação de cada batizado com Deus) não é simplesmente constituído por uma resposta do crente. Pelo contrário, Deus continua a ter o primeiro lugar - é Ele que quer continuar este diálogo de encontro. E fá-lo, muito concretamente através da liturgia.

Assim, a liturgia não é, primeiramente, uma celebração da nossa vida humana ou sequer cristã. A liturgia é o momento em que escutamos Deus que vem ao nosso encontro nos diversos sacramentos, na Sua Palavra e, sobretudo no seu Corpo e Sangue. Na liturgia recebemos de Deus força e alimento para o quotidiano da nossa vida, o mesmo é dizer, para vivermos seriamente como cristãos em cada dia, em cada momento.

Por outro lado, a liturgia é, também aquela realidade onde - porque nela aprendemos a viver de Deus - nos é dado, já antecipadamente, o fim último da nossa peregrinação como homens e como cristãos: o louvor e a comunhão com Deus. E, assim, vivendo ainda na terra, podemos, desde já experimentar um pouco do céu, um pouco da vida de Deus.

É por isso que a liturgia, mais que muitas outras realidades da vida cristã, nos convida a sermos santos e a caminhar na santidade e, simultaneamente, a olhar com os olhos de Deus e a amar com o coração de Deus, ajudando todos a dar louvor e glória ao Pai, por Jesus Cristo, no Espírito Santo.

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