Missão |
Irmã Adelaide Varanda
Em busca da palpável presença de Deus
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A Irmã Adelaide Varanda nasce no Sobral do Campo, no Concelho de Castelo Branco, a 8 de Agosto de 1945.


Crescer na aldeia do Sobral do Campo

Cresceu no seio da uma família numerosa, de nove irmãos e tem um irmão gémeo chamado José. Foi desde a sua infância com os pais e irmãos à Igreja e recorda com muita ternura que, em conjunto, rezavam o terço. “ Tínhamos uma vivência da vida cristã muito forte e um grande testemunho dos meus pais. Meu pai era ferrador, mas também era o sacristão da paróquia da minha aldeia. A minha mãe cuidava dos ornamentos da Igreja e outros trabalhos, por isso todos os filhos, desde pequenos, tivemos muita relação com a Igreja. A minha irmã mais velha também é religiosa da mesma Congregação, está há 43 anos em Kalandula, Angola”, conta-nos a irmã Adelaide.

Em família, viveu os valores da confiança e a fidelidade à palavra dada, em criança seguiu o percurso normal da catequese e, anos mais tarde, foi também ela catequista.

Aos 16 anos, pediu aos pais que a deixassem ir fazer uma experiência com uma família abastada de Alcains, onde cuidou de três crianças ao longo de três anos. Adelaide recorda-se desta experiência como uma experiência muito bonita e muito positiva. Experimentou e viveu outra maneira de estar na vida, adquiriu conhecimentos e aprendeu outros valores, que até então lhe eram desconhecidos.

 

Congregação das Missionárias Dominicanas do Rosário

Quando a sua irmã religiosa entrou para o convento, Adelaide não queria que ela fosse; no entanto aos 18 anos sentiu a chamada do Senhor, mas só aos 19 anos é que entrou para a mesma Congregação, das Missionárias Dominicanas do Rosário, a 18 de Outubro de 1964, em Castelo Branco onde as irmãs tinham um Colégio.

A Congregação achou por bem que Adelaide se dedicasse à Pastoral e foi aí que experimentou a grande riqueza e valores da pessoa humana.

Fez formação de postulante e Noviça em Castelo Branco. De Júnior, foi a Madrid onde em união com outras Juniores da Congregação a nível Internacional adquiriu maiores conhecimentos da Congregação e da Vida Religiosa. A Madre Fundadora, Beata Ascensão Nicol é Espanhola, a Congregação das Missionárias Dominicanas nasceu em Maldonado, Peru, a cinco de Outubro de 1918.

O Carisma da Congregação é, conta-nos a irmã Adelaide, estar nos lugares mais necessitados e trabalhar com os mais pobres nas áreas da promoção da mulher, educação, alfabetização de adultos, formação pré-profissional. Também desenvolvem projetos de saúde comunitária, pastoral, animação das comunidades cristãs, catequese, grupos de jovens, e agentes pastorais.

“Nós, irmãs, temos uma formação global de fronteira, uma formação que nos prepara para os momentos difíceis, nesses países longínquos.”

 

Parte em Missão para Timor-Leste e para o Norte da Austrália

A 8 de Setembro 1972, fez a entrega total na Congregação das Missionárias Dominicanas do Rosário. No dia 28 de Setembro chegava ao Aeroporto de Díli, em Timor-Leste, país da sua primeira missão. “Em Oé-Cusse tínhamos um colégio de crianças e jovens a partir dos 5 anos, onde ali recebiam toda a formação, para que um dia pudessem ser úteis na sua terra, e ser boas mães de família.” Ali, experimentou a beleza de viver com um povo simples, humilde e bom e aprendeu a integrar-se numa nova cultura, a viver muitas vezes sem o essencial, mas sempre com muita alegria. Esta missão durou três anos. Dois anos mais tarde, as circunstâncias da guerra de 1975 fizeram com que abraçasse uma nova missão, não menos importante que a primeira, em Darwin, no Norte de Austrália, onde esteve 8 anos. “Em Darwin tínhamos um Colégio de meninas aborígenes onde vinham continuar os seus estudos no Colégio da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus Stella Maris e foram precisamente as Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário que nos acolheram, a todos os que regressámos de Timor. Estas mudanças são dolorosas mas desinstalam-nos e ajudam-nos a crescer. Continuei a trabalhar com a comunidade que saiu de Timor e com a Comunidade de Emigrantes de Portugal, residentes em Darwin, eram cerca de 6 mil pessoas. Foi um trabalho de missão que jamais esquecerei.”

 

A missão no Bairro 6 de Maio

Depois de todos estes anos de missão regressou a Portugal, onde trabalha, há 14 anos, no Centro Social 6 de Maio, ainda hoje ativo.

“Uma nova missão continua na minha vida como Missionária. Em união com as muitas Congregações com Carisma Missionário, realizamos as chamadas semanas de Missão, nas Paróquias onde os Párocos aceitam os Missionários. A nossa presença no meio do povo, é tornar a Igreja presente e visível. O Evangelho apresenta-se como resposta, como proposta do caminho. Louvo ao Senhor, pelo Dom da Vocação Missionária. As experiências de missão não se repetem, mas, deixam marcas para a nossa vida inteira, cada uma delas com seu matiz! É maravilhoso… A presença de Deus em muitas situações é palpável.”

texto por Vanessa Furtado, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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