Mundo |
Israel: Quando os cristãos são um desafio
A imensa minoria
<<
1/
>>
Imagem

Mal reparamos neles, mas desconfiamos. As minorias são, muitas vezes, geradoras de equívocos. Em Jerusalém, uma mulher tem feito um trabalho magnífico para que a pequena comunidade cristã seja bem integrada na sociedade, com os seus direitos respeitados.

 

Hana Bendcowsky nasceu na Polónia e era muito pequena quando chegou a Jerusalém. A sua família é judia, profundamente crente, e foi em Israel que cresceu e se tornou adulta. Estudou História, na Universidade Hebraica, e acabou por tirar também um curso sobre o Novo Testamento. E foi aí que descobriu que em toda a cidade, por todo o lado, havia cristãos. Parecia uma revelação. “Quase não se pensa neles e, no entanto, estão em todo o lado. Fiquei fascinada. Bastava dar um salto à cidade velha para os encontrar facilmente”.

 

Ensinar a olhar

E, de súbito, Hana percebeu que havia um engano por ali. “Os cristãos árabes consideram-se uma minoria entre muçulmanos e judeus, mas os judeus também se vêem como minoria entre cristãos e muçulmanos”. Está toda a gente obcecada a ver-se cercada, ameaçada, que ninguém repara nos outros. E Hana, que hoje é directora do Centro de Relacionamento Judeu-Cristão de Jerusalém, tem ajudado a distender relações, a abrir horizontes, a ensinar a olhar para o outro com simpatia e sem medo.

 

Fomentar a vizinhança

Parece uma coisa simples, mas as desconfianças muitas vezes mergulham no tempo, são antigas, passam de geração em geração e ficam. Não se percebem mas estão lá e impedem o olhar claro e límpido sobre o outro. O Centro de Relacionamento Judeu-Cristão de Jerusalém é apoiado pela Fundação AIS porque desempenha um papel essencial: fomentar vizinhança como factor de paz. Desde que Hana começou a trabalhar em Jerusalém deu-se conta que há imensos cristãos. Cada vez mais.

 

Descobrir as minorias

Muitos chegam dos territórios da antiga União Soviética, mas também da Índia, das Filipinas e da Eritreia. Quase todos chegam ao abrigo de uma legislação israelita – a Lei do Regresso - que facilita a obtenção de cidadania a quem, não sendo judeu, possa provar que tenha antecedentes judaicos. Hoje serão uns 50 mil, talvez mais. Para Hana Bendcowsky, é preciso que a sociedade descubra os cristãos, como todas as outras minorias existentes no país. Só assim se poderá crescer sem medo nem ódios, nem preconceitos. Basta aprender a olhar. “Israel tem de ocupar-se destes novos cidadãos que querem estabelecer-se mas também desejam preservar a sua identidade.”

 

E nós, que fazemos?

Hana desenvolve um trabalho essencial para o relacionamento pacífico entre todos, incluindo as minorias religiosas no seu país. Conhecer o outro é o primeiro passo para que a intolerância não ganhe corpo, como se fosse uma doença maligna. Não haverá intolerância maior do que a baseada no preconceito religioso. Hana descobriu, um dia, por mero acaso, que na sua cidade vivem alguns milhares de cristãos. Infelizmente, em todo o mundo, não haverá muitos como ela, que dedicam a sua vida a aproximar pessoas, a combater a ignorância que está sempre na base de equívocos que são o rastilho da violência. E nós, que fazemos nós para aproximar pessoas, para entendermos os outros, que têm outras línguas, que têm outras culturas e hábitos, que praticam outras religiões? Há sempre, à nossa volta, imensas minorias que precisam de ser respeitadas.

 

Saiba mais em www.fundacao-ais.pt

Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
António Bagão Félix
Na semana passada li uma entrevista com um candidato a deputado (cabeça-de-lista) pelo circulo eleitoral do Porto.
ver [+]

P. Manuel Barbosa, scj
Com “missão nas férias” não quero propor programas de férias missionárias, nem dizer que a missão está de férias.
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
Galeria de Vídeos
Voz da Verdade
EDIÇÕES ANTERIORES