Domingo |
À procura da Palavra
Carta ao Espírito Santo

DOMINGO DE PENTECOSTES  Ano C

"Soprou sobre eles e disse-lhes:

 «Recebei o Espírito Santo?”

JO 20, 22

O que seria de nós sem a tua acção, ó Espírito Santo?

Se no início da criação pairavas sobre as águas, na Páscoa de Jesus tornaste-te presença constante do Deus vivo na nossa história. É em Ti que nos unimos ao Pai e ao Filho; é por Ti que o nosso viver é resposta de amor. Quantas vezes nos falas interiormente e convidas a gestos criadores de felicidade! E quantas vezes te respondemos “não” ou deixamos que outras vozes nos guiem! Mas vamos aprendendo que não desistes de nós! e que encontras mil e um modos para nos dares a abundância do amor de Deus.

És Espírito criador, e bem conheces esta queda para a destruição que espalhamos, este egoísmo e a sede de sermos deuses, sempre que alimentamos guerras e até pisamos outros. Precisamos da Tua paz, da simplicidade de sermos autênticos e, por isso, maravilhados com o dom único de cada pessoa. Que vida e que relações novas não surgiriam se nos deixássemos guiar por Ti, Espírito Santo!

És Espírito renovador, e bem sabes como nos gastamos em busca de riquezas que passam e de famas que se desvanecem. É difícil vencer as desigualdades e corremos o risco de ficar anestesiados perante a miséria e a injustiça. Precisamos da Tua esperança, da coragem persistente do bem, que nasce do diálogo e da abertura ao outro, da responsabilidade que nos liberta do desalento. Como reinventar o caminho aberto por Jesus por entre os prédios em que a solidão cresce e nas ruas onde a pressa mata?  

És Espírito da Verdade, e bem vês como é fácil refugiarmo-nos em tranquilizantes ou fugir da verdade. É fácil perder a noção do que é mais importante e daquilo que vale mais, e até parece estranho acreditar no amor. Precisamos do Teu abraço que nos fortalece para vencer os medos, e da Tua luz que engrandece a nossa inteligência. Que revoluções não provocaria o sincero amor à verdade e o esforço para expulsar o medo, que tanto nos inspiras, ó Espírito Santo!             

És Espírito de unidade, e bem sabes como inventamos mil muros de separação, e falamos mais de amor e perdão do que vivemos. O que nasce como serviço tantas vezes se transforma em poder, o que nos dizes no coração traduzimos em discursos que nos distanciam. Precisamos da tua comunicabilidade, para não julgar pelas aparências, e sarar as feridas da história. Como ultrapassar o egoísmo que aprisiona e se alimenta de repetições vazias, e comprometermo-nos com a comunhão que só as diferenças acolhidas podem realizar?

És Espírito vivificador, e bem vês como cuidamos tão mal da vida confiada por Deus. O progresso de uns acontece à custa da miséria de outros, e as desigualdades parecem intransponíveis. Precisamos da Tua provocação constante a vivermos como filhos de Deus, responsáveis pela vida digna de todos. Quantos gestos de vida autêntica inspiras em todos os corações, e muitos deles vão provocando mudança onde menos se espera?!

Que bom saber que nunca nos abandonas, Espírito Santo, e que encontras mil e um modos para nos sintonizares com a vontade amorosa de Deus!

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