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João Paulo II pode ser santo em outubro
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Foi aprovado o segundo milagre atribuído à intercessão do Beato João Paulo II. Na semana em que lembrou os refugiados, o Papa Francisco falou aos padres de Roma, enviou uma carta ao G8, falou da vida e recebeu várias personalidades.

 

1. A comissão teológica da Congregação para as Causas dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído à intercessão de João Paulo II, informa o site news.va, sem no entanto especificar a natureza do mesmo. Segundo a ANSA, agência de notícias italiana, o milagre em causa terá acontecido na noite da beatificação de Karol Wojtyla. O reconhecimento abre caminho para a canonização do Papa polaco; porém, antes deve ser aprovado por uma comissão de Cardeais e Bispos e ter o decreto assinado pelo Papa Francisco. O dia 20 de Outubro é a data apontada para a canonização. João Paulo II foi proclamado Beato, por Bento XVI, a 1 de maio de 2011, após a comprovação da cura da irmã Marie Simon Pierre, que sofria de Parkinson.

 

2. Na audiência-geral de quarta-feira, dia 19 de junho, o Papa Francisco refletiu sobre uma expressão usada na Constituição ‘Lumen gentium’: “A Igreja é o Corpo de Cristo, que é a sua cabeça. Como o corpo de uma pessoa não sobrevive separado da cabeça, assim nós temos de permanecer unidos a Cristo, permitindo-Lhe que atue em nós, que a sua Palavra nos guie e a sua presença eucarística nos alimente e vivifique”.

Neste encontro, perante uma multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o Papa recordou a celebração do Dia Mundial do Refugiado, que iria decorrer no dia seguinte, a 20 de junho. “Não podemos ser insensíveis em relação às famílias e a todos os nossos irmãs e irmãos refugiados: somos chamados a ajudá-los, abrindo-nos à compreensão e à hospitalidade” apelou, garantindo: “No rosto dos refugiados está impresso o rosto de Cristo”.

 

3. O Papa Francisco convidou os padres de Roma a evangelizarem. “No Evangelho, é belo o texto que fala do pastor que, quando volta para o redil, se dá conta de que lhe falta uma ovelha; deixa as 99 e vai procurá-la. Vai procurar uma. Mas nós temos uma e faltam-nos as 99! Temos que sair, temos que busca-las. Nesta cultura, digamos a verdade, temos somente uma, somos minoria. E não sentimos o fervor, o zelo apostólico de sair e procurar as outras 99?”, questionou o Papa, na abertura do Congresso Eclesial de Roma, no dia 17. Falando sobre ‘Eu não tenho vergonha do Evangelho’, Francisco desafiou: “Queridos irmãos, temos uma e nos faltam 99, saiamos para buscá-las, peçamos a graça de sair para anunciar o Evangelho. Porque é mais fácil ficar em casa com uma só ovelha, penteá-la, acariciá-la, mas o Senhor quer que todos nós sejamos pastores e não penteadores”.

 

4. Em carta enviada à reunião do G8 - grupo internacional que reúne os sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo, mais a Rússia –, que decorreu esta semana na Irlanda do Norte, o Papa apelou a estes países para terem em consideração a situação no Médio Oriente, de modo particular na Síria. Na missiva , Francisco lembrou que construção da paz é “o requisito indispensável para a proteção das mulheres, das crianças e das outras vítimas inocentes”. O Santo Padre recordou ainda que a finalidade última da economia e da política é a pessoa humana, a começar pelos pobres e os mais débeis.

 

5. Movimentos de defesa da vida de todo o mundo estiveram no passado fim-de-semana em Roma, para participar na jornada mundial ‘Evangelho da Vida’. O encontro culminou Domingo, com a missa na Praça de São Pedro, a que presidiu o Papa Francisco. “Muitas vezes, o homem não escolhe a vida, não acolhe o «Evangelho da vida», mas deixa-se guiar por ideologias e lógicas que põem obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer, e não pelo amor, a busca do bem do outro. É a persistente ilusão de querer construir a cidade do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da vida que leva à liberdade, à plena realização do homem. Resultado: o Deus Vivo acaba substituído por ídolos humanos e passageiros, que oferecem o arrebatamento de um momento de liberdade, mas no fim são portadores de novas escravidões e de morte”, salientou o Papa.

 

6. Esta foi também uma semana de várias audiências do Papa. Primeiro, no dia 14, Francisco recebeu o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, naquele que foi o primeiro encontro entre ambos, uma vez que o Primaz da Comunhão Anglicana não pôde estar presente na missa de inauguração do pontificado, a 19 de março, porque dois dias depois seria entronizado em Cantuária. “Entre as nossas tarefas enquanto testemunhas do amor de Cristo está o dar voz ao grito dos pobres para que não sejam abandonados às leis da economia que de momento parecem tratar as pessoas como meros consumidores”, afirmou o Papa.

No sábado, dia 15, Francisco recebeu o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, numa audiência privada que permitiu “uma troca de impressões sobre a situação internacional, de uma forma particular uma atenção ao processo de integração europeia, assim como da crise económica com sérias consequências no emprego, em especial dos jovens, e impactos negativos na vida das famílias”, segundo o Vaticano. Neste mesmo dia, o Papa recebeu uma delegação de deputados e senadores franceses, a quem recordou a responsabilidade que têm de criar, mas também de abolir leis. Num curto discurso, Francisco deixou vários recados que podem ser lidos como críticas à recente aprovação por parte do Governo francês de uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, com direito à adoção.

Por último, dia 17, o Papa recebeu o novo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez, tendo abordado alguns dos problemas do país sul-americano, como “a pobreza, a luta contra a criminalidade e o narcotráfico”, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé.

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