Missão |
Pe. Simon Okechukwu Ayogu, CSSp
“Ser testemunho da graça inabalável de Deus”
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O Pe. Simon Okechukwu Ayogu, CSSp, que hoje procuramos conhecer melhor, nasceu na Nigéria em 1976, e está em Portugal desde 2006.

 

Nigéria, a terra natal

Natural de Opanda, no Estado de Enugu, no Sul da Nigéria, o Pe. Simon cresceu no seio de uma família numerosa de oito irmãos. Desde cedo sentiu o “desejo de servir à mesa do Senhor”, um apelo que foi crescendo na medida em que se ia envolvendo em diversos grupos paroquiais como a Legião de Maria e o grupo de acólitos. A igreja e a vida paroquial faziam parte do seu quotidiano de criança e a partilha do dia-a-dia com os sacerdotes aumentava a sua vontade de poder partilhar com eles o mesmo dom da consagração sacerdotal. Foi assim, com naturalidade, que entrou para o Seminário Menor quando tinha 12 anos. Mais tarde, em 1999, e depois de um longo percurso de discernimento, marcado também por uma experiência de ensino, o nosso convidado de hoje não entrou no Seminário Maior Diocesano mas sim no postulado espiritano. Um ano depois, em Agosto de 2000, iniciou o Noviciado na Congregação do Espírito Santo com este desejo de crescer como homem e como missionário. Foi a 22 de Setembro de 2001, em Awo-Omamma, na Nigéria, que fez a sua primeira Profissão Religiosa.

Logo após este importante passo na sua caminhada vocacional, o agora Pe. Simon foi enviado para Isienu-Nsukka para estudar Filosofia na University of Nigeria Nsukka. Após quatro anos de estudos, iniciou o seu estágio missionário. Os seus superiores confiaram-lhe a missão do economato local da casa provincial em Abuja. No término de todas estas etapas por diversos locais do seu país natal, o nosso convidado aceitou mais outra missão que Deus lhe confiava. Assim, em 2006, foi enviado para Portugal para prosseguir os seus estudos teológicos nesta sua caminhada de formação sacerdotal.

 

Um outro país cheio de desafios

Chegado a Portugal, havia uma grande barreira para superar: “A língua era um grande obstáculo a ultrapassar, não só para a comunicação propriamente dita, mas especialmente para qualquer compromisso académico”. Como qualquer outro desafio, também este não podia ser impedimento para o nosso convidado continuar a seguir a voz de Deus como tinha feito até então. Assim, dedicou um ano letivo a aprender português no Seminário da Torre d’Aguilha, em São Domingos de Rana. No final desse ano, voltou a fazer as malas e partiu para o Porto onde foi admitido na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa para continuar a sua formação académica: “Passei três anos de estudos teológicos rigorosos na universidade, dedicando o quarto ano para redigir a minha tese e frequentar algumas aulas no Seminário Maior da Diocese do Porto”.

 

A Ordenação Sacerdotal

Depois de concluída a sua formação teológica, o nosso convidado foi ordenado sacerdote no dia 2 de Julho de 2011, na Nigéria. Recorda-nos hoje esse dia como um momento de “uma alegria indescritível”. Foi o momento culminante de um longo caminho de formação e também o início de uma nova etapa com a missão de tornar Cristo presente entre o Seu povo: “Sou um testemunho da graça inabalável de Deus, que me acompanhou por todo o caminho. A minha ordenação sacerdotal é, de facto, uma celebração vitoriosa. É uma celebração da insistência de Deus em elevar um filho fraco. É uma celebração da fidelidade de Deus e da minha vontade.”

 

Desafios pastoraisos. ﷽﷽﷽﷽﷽﷽ma famEstado de Enugu, no Sul da Nig

Logo após a sua ordenação sacerdotal, o Pe. Simon foi enviado para a Paróquia de Tires, na Vigararia de Cascais, uma paróquia confiada ao cuidado pastoral da Congregação do Espírito Santo. Em Setembro de 2012, assumiu uma nova missão: acompanhar as Comunidades Católicas Africanas em Lisboa, sobretudo as de língua portuguesa, e também a Comunidade Católica Nigeriana. São vários os desafios decorrentes desta missão, mas a disponibilidade de coração do Pe. Simon é o ponto de partida e a base para que a Palavra de Deus continue a transformar as vidas daqueles que com ele se cruzam: “Confesso que não tem sido fácil conjugar as especificidades pastorais, mas estou inteiramente ao dispor. O que me tem marcado são os encontros com as pessoas. Às vezes o Senhor faz o que não nos passa pela cabeça só com uma palavra que se diz”.

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