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República Checa: o culto ao Menino Jesus de Praga
A força das orações invisíveis
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Estaline decretou a morte de Deus, fechou igrejas e conventos e mandou prender sacerdotes, seminaristas, religiosos. Esqueceu-se que a fé não se decreta. Na República Checa, o povo de Deus nunca deixou de acreditar no seu Menino Jesus de Praga.

 

Durante décadas, as igrejas da então Checoslováquia pouco mais foram do que monumentos esquecidos. Lá dentro havia de tudo menos aquilo que se poderia esperar de um templo. Muitas igrejas foram convertidas em oficinas, piscinas, prisões, armazéns. O importante, durante o longo inverno comunista, é que as ladainhas das orações fossem silenciadas até que, pela sua completa ausência, o povo se esquecesse de rezar, de pensar em Deus, de manter a sua fé. Foi nisto que acreditou Estaline quando se tornou no todo-poderoso líder da União Soviética. Na Checoslováquia, o povo de Deus sofreu as mais brutais perseguições de que há memória para lá da tristemente célebre “cortina de ferro”. Com os cristãos afastados das igrejas e muitos milhares de crentes presos e condenados a trabalhos forçados, os líderes do país acreditaram que tinham erradicado a religião substituindo-a pela cartilha do socialismo. Mas o povo não se conformou e em 1989 o ar tornou-se respirável de novo a Leste da Europa.

 

Abertura das igrejas

Com a queda da União Soviética, as pesadas portas das igrejas voltaram a escancarar-se a Deus e, graças ao trabalho de muitos, os cânticos ecoaram de novo, os santos regressaram aos altares e o povo voltou a rezar em voz alta as orações que durante décadas foram apenas sussurradas, pois eram consideradas delito de opinião, ofensa às instituições, grave atentado ao poder.
E com as orações e a reabertura das igrejas, regressou também o culto ao Menino Jesus de Praga, culto que hoje está disseminado por imensos países, desde a China a Singapura, da Mongólia à República Centro-Africana.

 

Convento de Slány

O padre Anastasio, responsável pelo convento carmelita de Slány, onde já funcionou um antigo mosteiro franciscano, foi testemunha dos anos de sombra. Ele foi o primeiro religioso a entrar no convento depois da queda do regime. O jardim era um depósito de entulho. Os claustros foram transformados em oficinas e degradaram-se até um estado de quase ruína. Quando viu tudo aquilo, Anastasio não conteve as lágrimas, mas depressa arregaçou as mangas e meteu as mãos à obra, com amigos e a população local. Hoje, o convento voltou a ser o centro espiritual da cidade, convertendo-se num dos Santuários do Menino Jesus e num dos mais importantes espaços religiosos da Arquidiocese de Praga.

 

A ajuda da Fundação AIS

A recuperação de todo o edifício, deste e de dezenas de outros, só foi possível graças à generosidade dos benfeitores da Fundação AIS. Mas, mais importante do que as paredes que foram erguidas e pintadas de novo, do que os soalhos que voltaram a ser encerados, ou do que os telhados que foram cobertos, foi a certeza de que Deus nunca deixou de estar presente em todos os lugares de culto que Estaline e os outros dirigentes da União Soviética mandaram encerrar. Deus nunca abandonou o seu povo, tal como a fé do povo de Deus nunca se deixou aprisionar nos campos de concentração do regime. Milhares de homens e mulheres passaram por lá, é verdade, mas havia entre eles a certeza da fé balbuciada em orações, que os guardas não podiam ver nem escutar, e que mantinham a esperança de que um dia tudo ia ser diferente. Tal como aconteceu.

 

Saiba mais em www.fundacao-ais.pt

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