Domingo |
À procura da Palavra
“Pedi e dar-se-vos-á”

DOMINGO XVII COMUM  Ano C

"…quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo

àqueles que Lho pedem!.”

Lc 11,13

 

Quando sinto o coração apertado por alguma coisa que me aflige, o meu porto de abrigo é começar a rezar o “Pai-Nosso”, muito devagarinho, saboreando cada frase como se estivesse a dizê-la mesmo ao ouvido do Pai.” Enterneceu-me aquela frase no meio da conversa sobre as dificuldades da vida. Quantas vezes também a única oração que Jesus ensinou aos discípulos tem sido para mim um refúgio e um alento. Como se cada frase fosse um apoio na travessia de um mar encapelado.

Pedir não é fácil. Lembra-nos que somos pobres, que precisamos de algo ou de alguém, e que a nossa condição não é de auto-suficiência. Do nascer ao morrer vivemos sempre a precisar de coisas mas, principalmente uns dos outros. A exaltação do indivíduo na sua independência é fonte de inúmeras frustações. A felicidade mais plena não é obter algo sozinho, nem deliciar-se com algo maravilhoso a sós. Temos uma necessidade fundamental de comunhão e é ela só se experimenta quando somos pobres, capazes de reconhecer que o outro faz-nos falta para sermos completos. Por isso, pedir, é expressão de humildade e de confiança. E Jesus não se cansa de nos convidar à confiança no Pai, a pedir-lhe o que não podemos dar a nós próprios: a força de vida, o perdão, a paz, a salvação. Mais do que “coisas” a pedir a Deus, o importante é a abertura que a pobreza de pedir gera em nós.    

O pão nosso de cada dia” é um imenso convite ao cuidado do presente. Jesus conhece-nos e sabe como nos angustiamos demasiado com o futuro. Sabe que, quando escolhemos o medo, tudo nos parece pouco para prevenir as incontáveis possibilidades negativas que a vida pode trazer. E não há um pouco de omnipotência neste afã de querer controlar o futuro, como se estivesse nas nossas mãos o dia que ainda não veio? Podemos estabelecer uma margem de segurança mas se a nossa confiança se transfere de Deus para ela, preparemos-nos para o medo e para a surpresa. A nossa condição não permite guardar muitas coisas fora do coração (lembram-se do maná que não podia ser guardado para o dia seguinte?). E só o que podemos guardar dentro de nós é que é verdadeiramente nosso. Aí guardamos a fé e o amor. E os amigos que alargam ao infinito o próprio coração!   

A insistência de Jesus no pedir, no procurar e no bater à porta é significativa. Não nos diz o que pedir, nem o que procurar, nem a que portas bater. Parece que a atitude é mais importante do que o conteúdo. Que mesmo errando no que pedimos ou no que procuramos acabamos por acertar. Pois o pior é ficarmos fechados em nós mesmo, como se não precisassemos, ou zangados por não vir ter connosco aquilo que é para ser procurado. E se o alimento (pão, peixe, ovo) é tão necessário para viver, também o Espírito Santo é essencial para a vida cristã. Como temos pedido o Espírito Santo ao Pai?

P. Vitor Gonçalves
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