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Lisboa rezou pela paz na Síria
“A paz é possível”, assegura o Patriarca de Lisboa
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O Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, apelou à fraternidade universal e garantiu que “a paz é possível” na Síria e no mundo. Numa vigília de oração pela paz, que decorreu na Sé Patriarcal, D. Manuel Clemente apontou ainda que um dia de guerra “já seria tempo demais".

 

Respondendo ao apelo lançado pelo Papa Francisco, que decretou para o passado sábado, dia 7, um dia de jejum e oração em todo o mundo pela paz na Síria e no Médio Oriente, o Patriarca de Lisboa presidiu na Sé a uma vigília pela paz. “Neste momento, na Síria e noutros países, há irmãos e irmãs cristãos que arriscam a vida para fazer o que estarmos aqui a fazer, tão pacificamente, para se encontrarem e celebrarem o sacramento da paz. Nós estamos com eles e eles estão connosco", afirmou D. Manuel Clemente. Sobre o conflito, que já provocou mais de 110 mil mortos desde março de 2011, de acordo com as Nações Unidas, o novo Patriarca de Lisboa defendeu que "um dia [de guerra] já seria tempo demais". "Ouvimos de um lado, ouvimos do outro. Ficamos perplexos quando os responsáveis internacionais ficam hesitantes" em tomar uma posição sobre os ataques na Síria, um "país destroçado", afirmou.

 

“Acreditamos na raiz da paz”

Na sua intervenção, D. Manuel Clemente lembrou que o século XX foi marcado por "calamidades, conflitos e genocídios", mas que também "somos herdeiros" de líderes históricos como Gandhi, Nelson Mandela ou Martin Luther King. "Não nos digam que não é possível [a paz]. Não nos digam que não somos realistas, porque somos. Às vezes chamam paz àquilo que é apenas um equilíbrio momentâneo de forças, mas acreditamos na raiz da paz", sublinhou.

O Patriarca apelou ainda à fraternidade: “Somos todos e constantemente criaturas e filhos do mesmo Deus e do seu amor criador”. Depois, exortou os católicos a serem "fraternos", sem estarem "à espera que os outros sejam bons primeiro".

 

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Bispos saúdam o “grande eco” dado à jornada pela paz

Os bispos portugueses manifestaram-se muito satisfeitos pela adesão que a vigília de oração pela paz, convocada pelo Papa Francisco, teve em Portugal e um pouco por todo o mundo. No final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o porta-voz do organismo, padre Manuel Morujão, destacou o “grande eco” dado à iniciativa, não só no Santuário de Fátima, onde “estiveram cerca de 5 mil pessoas”, mas também “em tantíssimas outras” regiões do país.

De acordo com o sacerdote jesuíta, a Igreja Católica em Portugal acredita que já começam a surgir “consequências” da “campanha” levada a cabo pelo Papa, nomeadamente no que diz respeito ao conflito na Síria. “É pela diplomacia, por todas as negociações políticas que se chega à paz e têm havido passos felizes, ao nível dos maiores expoentes do mundo, para que se encontre essa tal saída política, que só essa beneficiará a população local”, sublinhou o secretário do Conselho Permanente da CEP.

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