Lisboa |
Dia Mundial da Paz
Patriarca de Lisboa indica a fraternidade como caminho para a paz
<<
1/
>>
Imagem

O Patriarca de Lisboa considera que a fraternidade é o caminho para a paz. Na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz, no primeiro dia do ano, D. Manuel Clemente exortou toda a sociedade a ser uma escola de fraternidade e solidariedade.

 

Na igreja paroquial da paróquia de Moscavide, no dia 1 de janeiro de 2014, o Patriarca de Lisboa salientou que é necessário não deixar “cair ninguém por descuido ou omissão” e apontou a fraternidade como o caminho para a paz. “O mais necessário é que não deixemos cair ninguém por descuido ou omissão”, disse D. Manuel Clemente, acrescentando que o exercício da fraternidade se deve alargar à “sociedade inteira” que, só assim, “fará jus a esse nome”. “O melhor que as comunidades cristãs e outras comunidades crentes podem e devem fazer neste momento complexo e mesmo trágico da história mundial é serem escolas de fraternidade, escolas de solidariedade entre os seus membros e para com todos, concretizando um desígnio universal de justiça e paz entre pessoas, povos e culturas", prosseguiu.

 

‘Fraternidade, fundamento e caminho para a paz’

Inspirado pela mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, intitulada ‘Fraternidade, fundamento e caminho para a paz’, o Patriarca de Lisboa alertou para a “gravidade de uma globalização” que proporciona “proximidades inéditas”, mas que nem sempre significa “vizinhança e fraternidade universais”. Adiantou que esta globalização “exige um compromisso reforçado tanto pelos problemas a resolver como pelos meios de que dispomos para tal”. Por isso, recomenda, é preciso começar a agir “pouco a pouco, exemplo a exemplo” porque o “bom contágio alargará” e acabaremos por ser “surpreendidos pelo alcance dos pequenos gestos”. “A crise atual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança e justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem", disse D. Manuel Clemente, citando a mensagem do Papa Francisco. “As referidas virtudes são necessárias para construir e manter uma sociedade à medida da dignidade humana”, prosseguiu na citação.

D. Manuel Clemente sublinhou o facto de o Papa mencionar a virtude da temperança imediatamente a seguir à prudência, considerando que hoje “precisamos de ser mais módicos nos gastos individuais para que tudo chegue a todos”.

 

_____________________

 

Postura dos cristãos portugueses está “muito aquém” das propostas do Papa

O presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), Alfredo Bruto da Costa, considera que “postura” dos cristãos na sociedade portuguesa está “muito aquém” das propostas do Papa na mensagem para o Dia Mundial da Paz. “A comunidade cristã como um todo está a ter uma presença muito fraca enquanto voz profética na situação em que nos encontramos”, observou este responsável, em declarações à Agência Ecclesia.

Na mensagem de Francisco para o Dia Mundial da Paz, Bruto da Costa encontra repetidos desafios da exortação apostólica ‘A Alegria do Evangelho’. “Quando exortação apostólica ‘A Alegria do Evangelho’ saiu tive a noção de que a nossa postura na sociedade portuguesa estava muito aquém daquilo que resultava da exortação”, continuou, assegurando que vai analisar o documento nas próximas reuniões da CNJP.

Para o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, os cristãos têm de intervir sobre “o modelo de sociedade”, sobre as “estruturas de poder”, denunciando a “ligação evidente” que existe com “o meio económico e financeiro”. “Há qualquer coisa que tem de ser dita sobre o modelo de sociedade que temos, da estrutura de poder que temos. Os documentos do Papa mais recentes dão-nos a entender a ligação evidente entre o meio económico e financeiro e as estruturas do poder nas sociedades”, afirmou Bruto da Costa. “Esta é uma situação que não se altera quando nos limitamos apenas a ajudar as pessoas a matar a fome, por mais importante que isso seja”, acrescenta o presidente da CNJP.

Alfredo Bruto da Costa sublinha ainda que “há muitas instituições cristãs e muitos cristãos e até não cristãos dedicados aos problemas da fome e da falta de bens essenciais”, e o que se está a fazer “é bem feito e é necessário”, mas “fica por fazer a componente de mudança social para ir de encontro às causas dos problemas”. “Essa dimensão de mudança social ainda não está assumida pela comunidade cristã como um aspeto absolutamente inseparável do dever da caridade”, afirmou.

fotos por paróquia de Moscavide
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Foi há alguns dias que, na espaçosa capela de um colégio, presenciei uma cena que me deu que pensar.
ver [+]

Guilherme d'Oliveira Martins
Celebram-se este ano cem anos do nascimento de Sophia de Mello Breyner, um sinal muito português e universal de talento, sensibilidade e sabedoria.
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
Galeria de Vídeos
Voz da Verdade
EDIÇÕES ANTERIORES