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Paquistão: Asia Bibi escreve, da cadeia, ao Papa Francisco
“Rezem por mim”
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É uma carta pequena, em que Asia Bibi, injustamente condenada à morte por blasfémia, desabafa com o Santo Padre e lhe pede as suas orações. É uma carta em que revela também o enorme sofrimento a que tem sido sujeita na cadeia, já lá vão mais de quatro anos.

 

“Não sei se aguento muito mais”. Asia Bibi diz tudo nesta simples frase na carta que enviou, no Natal, ao Papa Francisco e que, agora, foi tornada pública. A carta é o grito de alguém que está a perder as suas forças mas que não desiste. Asia Bibi é uma mulher católica, paquistanesa, que trabalhava no campo juntamente com outras mulheres muçulmanas. Um dia, simplesmente porque bebeu um copo de água de um poço, foi acusada de ter cometido um crime grave, pois tornara a água impura. Condenada à morte por blasfémia, Asia Bibi continua a aguardar o dia da execução, apesar da enorme campanha internacional em favor da sua libertação. É neste contexto que deve ser lida a pequena carta que endereçou ao Papa. É um texto em que revela a força das suas convicções religiosas, a força da sua fé inquebrantável, em que pede as orações do Santo Padre, mas, ao mesmo tempo, confessa como é difícil e assustador o dia-a-dia na prisão.

 

O medo, todos os dias

“Não sei se aguento muito mais. Se ainda estou viva, é graças à força que as suas orações me dão. Já conheci muitas pessoas que lutam por mim, mas, infelizmente, isso não foi suficiente. Neste momento, quero entregar-me somente à misericórdia de Deus, que tudo pode. Somente Ele pode libertar-me”. Mais adiante, explica com algum detalhe até o medo que sente todos os dias na prisão de Multan onde se encontra, o imenso frio que se faz sentir, a ausência de cuidados básicos de higiene, a distância da família.

Neste Natal, graças à intervenção de uma entidade privada, a Fundação Renascimento e Educação, Asia Bibi teve a felicidade de ser visitada pelo marido e filhos, mas isso foi apenas como que um intervalo no pesadelo que está a viver desde há quatro anos. “Neste Inverno, enfrento muitos problemas: a minha cela não tem isolamento nem uma porta adequada para me proteger do frio penetrante; as medidas de segurança também não são adequadas; não tenho os itens básicos para as minhas necessidades diárias e estou muito longe de Lahore, onde se encontra a minha família, que assim não me pode ajudar ", desabafa.

 

Confiança em Deus

Pedindo as orações do Santo Padre, Asia Bibi diz-se “confiante no projecto” de Deus para a sua vida, agradecendo a “todas as Igrejas que estão a rezar por mim e que lutam pela minha liberdade”.

Na carta, esta mãe paquistanesa afirma que gostaria de ter estado na Praça de São Pedro, ao lado do Papa Francisco, em oração na noite de Natal, e diz acreditar que isso poderá ser possível “no próximo ano”. Entregando-se completamente nas mãos de Deus, já que a justiça dos homens a mantém encarcerada, Asia Bibi agradece ao Papa – “sei que reza por mim de todo o coração e isso dá-me a confiança de que um dia a minha libertação será possível” – e despede-se, saudando-o com afecto, “Asia Bibi, sua filha na fé”.

 

Corrente de oração em Portugal

Em Portugal, a Fundação AIS tem vindo a chamar a atenção para a história de Asia Bibi e, através dela, para todos os homens e mulheres vítimas da intolerância religiosa de que as acusações de blasfémia são, normalmente expressão. Os amigos e benfeitores da Fundação AIS são convidados a participarem numa corrente de oração, acendendo uma vela pela libertação de Asia Bibi e de todos os Cristãos no Paquistão.

 

www.fundacao-ais.pt | 217 544 000

 

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www.acendaumavela.org

Os nomes de todos quantos acenderem uma vela virtual serão enviados a Asia Bibi, através de D. Sebastian Shaw, Arcebispo de Lahore.

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