Missão |
Irmã Idalécia Videira, da Congregação das Irmãs Doroteias
“Acredito em Ti e em Ti quero permanecer…”
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Desde a infância que todos a tratam por Ida. Idalécia Videira, membro da Congregação das Irmãs Doroteias, é natural de Coimbra. Está em Lisboa desde setembro. Veio enviada a servir na Comunidade do Alto do Lumiar, especialmente no Colégio de Santa Doroteia, na Pastoral Juvenil e Vocacional, como animadora no Espaço Jovem Paula Frassinetti.

 

A Ir. Ida, atualmente com 32 anos, identifica 2010 como o ano da mudança. Foi em 2010 que, após vários anos de discernimento vocacional, sentiu que já “não dava para calar o amor” que transportava. Nessa altura, já tinha terminado a licenciatura em Design e Tecnologia das Artes Gráficas e estava a trabalhar na área de Comunicação e Marketing, como ambicionava nos tempos de faculdade. Estava inserida numa equipa jovem e dinâmica, com quem gostava muito de trabalhar. No entanto, sentia-se incompleta e, com o tempo, foi percebendo que faltava algo mais. Deixou a empresa e saiu de casa para dar início à formação nas Irmãs Doroteias, na Casa do Noviciado, em Águeda. “Na verdade, percebi que não seria feliz sem vir ver e experimentar”, afirma.

 

Descobrir a vocação

Esta vontade de Ida se entregar plenamente a Deus foi sendo fortalecida ao longo do seu percurso cristão, vivido em grande parte na sua paróquia, em Ceira, Diocese de Coimbra. Deste caminho, destaca de modo especial a preparação para o Crisma, “um tempo muito forte, alegre, cheio de ritmo, em que conheci um Jesus Cristo diferente, distinto do que me tinham ensinado até ali, este passou a ser um amigo”, recorda. Em 1997, depois de ter recebido o sacramento do Crisma, começa a dar catequese. No ano seguinte, conhece a Ir. Margarida Ribeirinha, Doroteia, e sua professora de Educação Moral e Religiosa Católica. Através da Ir. Margarida, ouve, pela primeira vez, falar de Paula Frassinetti, fundadora das Irmãs Doroteias. “Ainda me recordo de uma frase que recebi num marcador que hoje faz ainda mais sentido na minha vida: ‘Educar bem é transformar o mundo e conduzi-lo à verdadeira Vida’.”

No ano seguinte, em 1999, Ida integra o Movimento Encontros de Jovens Shalom. Aqui, encontrou um Cristo Jovem. Foi um “tempo privilegiado que me desafiou a querer construir uma Igreja simples, alegre, mais jovem e que contava comigo para isso.” No Movimento Shalom descobriu que a “Igreja só será jovem quando o jovem for Igreja” e foi nesta descoberta que sentiu que a sua felicidade é trabalhar em Igreja, com os jovens, comprometida, servindo e construindo a partir de dentro. “Ninguém pode querer uma Igreja melhor estando do lado de fora, ou estando dentro apenas com críticas; é exigente e temos que arregaçar as mangas e trabalhar com determinação, chamando outros para essa missão sempre inacabada…”, afirma.

 

Ser cristão faz a diferença

“Sim, eu acredito em Jesus Cristo e que ser cristão faz a diferença!” É com esta certeza que Ida vai construindo, a cada dia, os traços da sua identidade. “Fui sendo rosto do que acredito naturalmente, com simplicidade.” E este modo de ser é vivido em todas as dimensões da sua vida, em casa, com a família, na escola e na faculdade, no trabalho, nos movimentos e nos grupos a que pertence. “Uma experiência diversificada, há quem se identifique, quem estranhe, quem goze e, por fim, quando existe um traço de coerência na nossa vida, todos respeitam.”

 

Tocar Deus na pobreza e na alegria do povo

Nos verões de 2008 e 2009, Ida teve a oportunidade de partir em missão para o nordeste do Brasil, com o Grupo Missionário João Paulo II, da Diocese de Coimbra. Foi uma experiência muito marcante e transformadora, “tocar Deus na pobreza e na alegria daquele povo. Reconhecer um Deus que se faz tudo no meio do nada”, lembra. A missão no Brasil foi a oportunidade de viver de perto a Igreja Universal. “Percebi que fazer parte desta família é sentir com os meus irmãos na fé, não importa o país, a cor ou a cultura… Partir em missão foi sentir e tocar o grito de um povo, com fome de justiça, igualdade, direitos, trabalho, educação/cultura, cansado do fosso entre ricos e pobres, mas cheio do essencial. Os mais humildes, os mais pobres eram os mais ricos de afetos, de valores, com um coração aberto a partilhar sempre mais, com uma fé forte; eram gente feliz com pouco, porque esse pouco era cheio de sentido. É impossível voltar e ser a mesma pessoa, sinto que fiquei com “chapas” de fé daquele povo, passei a dar valor ao verdadeiramente essencial, a ser agradecida com a vida e vim de lá confirmada na minha opção de vida, pela vida religiosa.”

 

Opção pela vida religiosa

Animada pelas palavras do Evangelho de S. João “Permanecei em mim, (…) fui Eu que vos escolhi para irdes e dardes fruto…” (Cf. Jo 15,4.16), Ida concretizou, de modo mais efetivo, a sua entrega a Jesus Cristo. Foi no dia 16 de junho de 2013 que disse um Sim mais radical a Jesus Cristo, com a realização dos Primeiros Votos na Congregação das Irmãs Doroteias.

Em setembro passado, foi enviada para Lisboa, para aqui trabalhar com os jovens. A sua nova missão realiza-se no Colégio de Santa Doroteia, na Pastoral Juvenil e Vocacional das Irmãs Doroteias com a Juventude Doroteia, como animadora no Espaço Jovem Paula Frassinetti, um espaço para jovens aberto, dinâmico, de encontro, convívio, estudo, serviço, com atividades quinzenais diversificadas, que procura ser uma resposta para a juventude Doroteia em Lisboa, promovendo uma ponte de continuidade entre o colégio, a universidade e a vida. “Tem sido um desafio novo muito aliciante, sinto-me muito feliz como Doroteia nesta cidade, por poder trabalhar de perto com as pessoas e com a juventude, uma das minhas paixões. É uma graça, e sobretudo uma alegria, poder anunciar Jesus Cristo aos jovens e, em simplicidade, ser instrumento nas mãos de Deus para que eles se descubram imensamente amados por Ele e, acreditando nesse amor, cresçam e possam ser rostos jovens de Cristo!”

texto por Ana Patrícia Fonseca, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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