Juventude |
Jovens universitários em Missão
Partir para converter e voltar convertido
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A Missão País é um projecto de jovens universitários católicos, que nasceu em 2003 pela mão de um pequeno grupo jovens que quis viver com Cristo nas suas universidades e também levá-Lo aos outros.

 

Durante a semana de férias que acontece entre os 2 semestres lectivos, somos desafiados a deixar o conforto das nossas vidas e rotinas e aproveitar a semana numa localidade, entregando o nosso tempo, energia e vontade onde fizer mais falta.

Hoje a Missão País já chegou a 30 faculdades de Lisboa, Porto, Aveiro, Braga e Coimbra e 1400 missionários enchem o país de t-shirts verdes, sob o lema “Vai e faz o mesmo” como nos diz Jesus na Parábola do Bom Samaritano. É um projecto em crescimento porque é também um ponto de encontro da Igreja, onde o mais importante é Cristo. É uma semana de desafio, nos lares, escolas, hospitais, paróquias, teatros e porta-a-porta e todos somos chamados a ser alegres em Cristo, tão próprio de quem é jovem. A cada ano um novo lema, uma nova cor, mas ao peito sempre a mesma cruz e vontade de falar de Jesus!

A Missão da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), da Universidade Nova de Lisboa, “inaugurou” este ano um novo local que visitará durante os dois anos seguintes - Arruda dos Vinhos, depois dos 3 anos passados em Redondo, Alentejo.

 

A expressão concreta da missão

Das conversas iniciais de quem preparou esta Missão saíram seis comunidades de trabalho, cada uma com um objectivo: ajudar em remodelações numa casa paroquial; visitar o lar e o hospital; dar aulas de Moral no Externato; dar apoio aos Vicentinos em visitas e trabalho de escritório; preparar uma peça de teatro para apresentar ao público! Os 39 missionários dividiram-se por pequenas comunidades que ao longo de toda a semana cumpriram uma destas missões concretas. Para além desses trabalhos, todas as comunidades ocupavam parte do seu tempo a ir “porta-a-porta” anunciar a nossa presença, convidar a população para o Teatro, que foi a palco numa quinta-feira, e para a Vigília de oração que decorreu no dia seguinte, ou apenas fazer companhia àqueles que estavam mais sozinhos nas suas casas. Esta era a dimensão “externa” da nossa Missão, a dimensão de serviço à comunidade que tão bem nos acolheu. A Arruda, que nos primeiros dias estranhava a presença daqueles “miúdos” vestidos de verde e com cruzes ao pescoço, foi-se habituando e foi agradecendo de muitas formas a nossa presença: o olhar curioso-defensivo dos alunos do Externato transformou-se em presença assídua e divertida nas danças e rodas no primeiro intervalo, as perguntas “De onde vêm?”, “Quem são?” e “O que é que estão cá a fazer?” transformaram-se em nomes de missionários decorados, em “bons dias” dias agradecidos e até mesmo, às vezes, em lágrimas. Mas o mais impressionante é que esta transformação foi causada por actos simples, uma visita, uma música, uma arrumação, um “bom-dia”, coisas que podemos fazer onde quer que estejamos.

 

O outro tem o rosto de Jesus

A missão “interna” de conhecer e travar amizades com os outros missionários, de encontrar em cada um o rosto de um discípulo de Jesus, uma pedra viva da Igreja, esteve bem presente todos os dias. Essa é talvez a grande missão da Missão País: ser o local onde se pode conhecer e aprender a amar a Igreja concreta - cristãos com estas caras, estes carismas, estas virtudes, neste tempo e não noutro. Cada um começou por servir os mais próximos – a lavar a casa-de-banho, pôr a mesa e lavar a loiça – para também podermos servir melhor aqueles que visitámos. Puxámos uns pelos outros contra a preguiça de ficar mais tempo no café do que no “porta-a-porta”. E mais do que tudo, rezámos juntos; estivemos todos diante do mesmo Jesus com as nossas inquietações, com os nossos agradecimentos e com o nosso amor.

Rezámos o quê? A parábola do Bom Samaritano e algumas palavras do Papa Francisco. Descobrimos não só formas concretas de levar o amor de Cristo aos outros mas também formas de nos deixarmos ser levantados e curados por Ele. Ouvimos o convite a uma Igreja que deve sair para as ruas e a uma juventude sem medo das grandes decisões. E dentro de nós ouvimos: “vai e faz o mesmo”, o mesmo que o Samaritano fez. Faz o mesmo que fizeste aqui a esta comunidade todos os dias a quem está à tua volta.


texto por Margarida Duarte e Vasco Cardoso

 

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Oportunidade para assumir um caminho concreto

Em Fevereiro de 2012, o Norte já não era a minha casa mas em Lisboa ainda tudo me sabia a estranho e cinzento. Dois anos e três missões depois, a minha história ficou marcada pela Missão País. Pelo senhor Odevil, que chorou quando me reencontrou um ano depois de nos termos conhecido. Pela Beatriz, que sonhava conhecer o castelo de Guimarães. Pelo Diogo, que não sabia rezar. E ainda mais, por quem partiu comigo.

A Missão País deu-me a alegria de não me saber só. Fez-me sentir abençoada e agradecida por partilhar momentos cheios de eternidade com quem me serve de exemplo e inspiração. Ensinou-me que a Igreja está viva e unida e, mais do que isso, mostrou-me o caminho que Deus quer para mim. Um caminho concreto que não pode ficar pelo desejo distante e pouco certo mas pelo assumir para sempre a busca da santidade. Sobre a Missão País costuma dizer-se que ainda ninguém tem noção das consequências do projecto na vida de tanta gente. Eu também acho que não. Mas isso sabe-me bem. Ensina-me a confiar no Espírito. Quando em 2011 me inscrevi pela primeira vez na Missão País, queria partir e converter. Agora sei que fui eu que fui convertida.

 

Clara Nogueira, Guimarães, Ciências da Comunicação

 

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Uma vontade comum

Fiz três missões com a Missão País e fui o Chefe da Missão da FCSH deste ano, em Arruda dos Vinhos. A missão une as pessoas em torno daquilo que têm em comum: a vontade de amar. Esta vontade existe no dia-a-dia mas é fantástico parar e vê-la tornar-se concreta sob tantas formas numa só semana. A minha missão este ano começou mais cedo, ao escolher o local da missão, a data, onde dormir, onde e o que comer, saber onde era necessária ajuda, qual o local do teatro, o horário... Zelar para que tudo corresse bem e para que toda a gente se sentisse bem. Foi uma semana única, intensa e de uma grande profundidade, tanto na oração como no trabalho. Não é fácil reduzir a palavras a experiência de missão, ainda que sejam muito bons os conceitos que eu use são uma fraca aproximação da vivência em si. A Arruda marcou-me.

 

Henrique Neto, Oeiras, História

 

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Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2014

«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)

 

Foi publicada a mensagem do Papa Francisco para a celebração da Jornada Mundial da Juventude que será celebrada no Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014. Publicamos alguns excertos e aconselhamos a leitura da mensagem completa em www.juventude.patriarcado-lisboa.pt.

 

"Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar."

 

"Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda."

 

"Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria."

Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa
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