Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
O Papa à porta
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“Apresento-me à porta de vossas casas” foi deste modo que o Papa Francisco iniciou a Carta que dirigiu às famílias (de um modo particular às famílias cristãs). A todas elas o Papa pediu que rezassem pelo próximo Sínodo dos Bispos sobre a família. E acrescentava: “O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimónio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa”.

Poderia parecer que as famílias seriam apenas objecto de reflexão e que os seus problemas seriam deixados a outros para serem pensados e para lhes procurarem soluções. Com esta carta e com a ampla consulta que proveio do mundo inteiro, como dava conta o comunicado da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos e, estou certo, com o convite a que várias famílias tomem parte no decorrer dos próprios trabalhos do Sínodo, as famílias são claramente tomadas como sujeito activo não apenas no quotidiano da vida da Igreja (já o eram desde sempre) como igualmente no próprio processo sinodal.

Trata-se – sublinhemos de olhar para o lugar essencial que a família tem no seio da Igreja e do mundo, e de mostrar por um lado que é possível viver a vocação familiar tal como o Evangelho a propõe e, por outro lado, de chamar a atenção de todos para a verdadeira emergência familiar que sobretudo o mundo ocidental está a viver.

Desde o Sínodo sobre a família convocado no já longínquo 1980, de que resultou a Exortação “Familiaris consortio”, a realidade familiar modificou-se de um modo claro e veloz. Deixámos passar pela frente de todos muitos sinais dos tempos, sem lhes darmos atenção. É altura de não dar nem por adquirido o “Evangelho da família” nem de o dar como inevitavelmente perdido.

O Papa bate à porta de todos, em particular das famílias. Não será o caso de lhe abrir as portas?

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