Missão |
Cláudia Pinheiro
Um sorriso, um abraço ou uma brincadeira
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Por ter sempre vivido num local bastante calmo, o que mais recorda da sua infância são as brincadeiras de rua. Cláudia Pinheiro nasceu a 12 de abril de 1990 em Lisboa e, desde então, que vive no Pinhal de Frades no concelho do Seixal.

 

Tem vivido com os pais, um irmão, os avós maternos e mais recentemente com uma prima. Dessa fase da vida, Cláudia recorda também as férias de verão passadas maioritariamente na terra dos avós maternos, em Cercal de Alentejo, onde inventava brincadeiras e desfrutava da paz do meio rural.

Desde que se lembra de existir a resposta à pergunta, “O que queres ser quando fores grande?” sempre foi a mesma, “Quero trabalhar com os mais pequenos.”

Cláudia estudou perto de casa até ao 12º ano. Em 2009, ingressou na licenciatura de Educação Básica na Escola Superior de Educação de Setúbal do IPS encontrando-se, neste momento, a terminar o mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

Foi no Verão de 2009 que concluiu o 12º ano e foi nesse mesmo ano que o “bichinho” do voluntariado nasceu dentro dela. “A primeira e marcante experiência de voluntariado aconteceu na colónia de férias inclusiva da Câmara Municipal do Seixal. Uma colónia destinada às crianças do concelho de meios socioeconómicos desfavorecidos, algumas delas portadoras de deficiência. A partir desse ano, em todos os Verãos, esta colónia volta a entrar na minha vida.”

 

O Desafio é Dar Mais

Estava em 2010 e à medida que o tempo ia passando a vontade de ajudar crescia. Era o início do segundo ano de licenciatura, as habituais tradições de receção de novos alunos aproximaram Cláudia de uma amiga, a Sara, vinda de Lisboa, da paróquia do Parque das Nações. Foi esta amiga que a convidou a ir conhecer o Projeto SABI, um projeto de voluntariado missionário da sua paróquia. Pouco tempo depois, conseguiu entrar na faculdade em Lisboa. “Percebi que naquele momento Alguém foi ao meu encontro para me desafiar a Dar Mais”, confidencia-nos Cláudia.

Conheceu, por fim, o SABI, um projeto que surgiu da germinação paroquial entre o Parque da Nações, em Lisboa, e Santana, em S. Tomé e Príncipe. A sua experiência de voluntariado missionário acontece mais tarde, no mês de agosto, em projetos em Portugal e S. Tomé e Príncipe, depois de um ano de formação, que a preparou para servir melhor o Outro. 

Atualmente, Cláudia faz parte do SABI, serviço que surgiu da reestruturação do projeto em 2013. Este serviço é composto pelos voluntários mais antigos, cuja missão individual é prestar serviço a uma determinada instituição ou projeto de uma forma mais continuada ao longo do ano. “A minha missão acontece quinzenalmente na instituição Janela Aberta, um lar de acolhimento temporário de crianças e jovens. Ali desenvolvo algumas atividades lúdicas. Recentemente surgiu a necessidade de dar acompanhamento escolar a uma criança, mas essencialmente estou lá para dar todo amor e carinho a cada um, seja através de um sorriso, abraço, brincadeira, ou olhar.” O SABI mostrou a Cláudia um caminho que até àquele momento desconhecia. Um caminho que passa simplesmente por amar o próximo.

 

Missão em S. Tomé, um marco para a vida

Em 2012, no segundo ano de projeto SABI, foi em missão durante um mês para Santana, em S. Tomé. Nunca tinha andado de avião, nunca tinha conhecido outra realidade. “A Joana, a Rita, a Pia, o Zé e eu fomos acolhidos pelo Padre Manuel e ficámos alojados num Lar que acolhe, durante o período de aulas, jovens vindos de roças que não escola. Organizámos em conjunto com alguns jovens de Santana um campo de férias para crianças e jovens. As atividades funcionavam da parte da manhã, com explicações de Português, Francês, Inglês e Matemática, bem como um momento de expressões artísticas - dança, pintura, e outras. Da parte da tarde, prestávamos vários serviços como visitas às crianças de uma praia perto de Santana, ensaios com o coro paróquia de Santana, preparação das atividades para o dia seguinte… Cada olhar, cada gesto, cada palavra daquele que se cruzou no meu caminho marcaram aquele mês para o resto da vida”, conta-nos Cláudia.

 

Dar a mão, ser irmão

A certa altura Cláudia começou a perceber que as experiências de voluntariado de Verão não eram suficientes. Ela desejava estender o seu amor ao próximo ao longo do ano. Foi então que em inícios de 2012 surgiu a oportunidade, através da Associação Dá-me a Tua Mão, com sede no Centro Paroquial da Arrentela, de ir fazer a distribuição da refeição da noite aos carenciados do concelho do Seixal. A experiência foi de tal modo marcante que integrou a equipa de domingo onde está até hoje. “Não damos apenas uma sandes e uma sopa, damos um sorriso, uma palavra de aconchego. Vamos de ouvidos atentos para aqueles que mais que uma refeição, precisam de sentir que não estão sozinhos.” Neste momento a Associação dá apoio alimentar a mais de 600 famílias, sendo que a volta da noite garante a refeição a cerca de 200 pessoas.

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