Lisboa |
Dia da Igreja Diocesana
O desafio da caminhada sinodal
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O Dia da Igreja Diocesana, que o Patriarcado de Lisboa promove no próximo Domingo, 15 de junho, vai marcar o lançamento da caminhada sinodal que a diocese organiza ao longo dos dois próximos anos pastorais e que concluem com a realização do Sínodo no final de 2016.

 

Sínodo Diocesano 2016. Esta vai ser a grande referência diocesana para os dois próximos anos pastorais no Patriarcado de Lisboa. Na celebração da Solenidade de São Vicente, em 22 de janeiro último, na Sé, D. Manuel Clemente anunciava a realização de um Sínodo, referindo que esta iniciativa é um programa para que nos próximos anos a diocese se constitua num estado permanente de missão. Este Sínodo acontece, também, no contexto da celebração dos três séculos sobre a qualificação Patriarcal de Lisboa, que ocorre em novembro de 2016.

Durante o Dia da Igreja Diocesana do próximo Domingo, vão ser apresentados, a partir das 15h, os dados disponíveis relativamente ao Sínodo Diocesano. “O próximo dia 15 de junho marca o lançamento do programa pastoral não para um ano, mas para os próximos três, com a caminhada sinodal. Em ordem ao Sínodo, que terá sua assembleia sinodal no final de 2016, passaremos cerca de dois anos, sensivelmente, num caminho preparatório para essa assembleia que deve atingir todas as expressões eclesiais da diocese: paróquias, movimentos, comunidades cristãs quer de base geográfica quer de base eclesiológica”, salienta ao Jornal VOZ DA VERDADE o diretor do Secretariado de Ação Pastoral (SAP) do Patriarcado de Lisboa, padre Paulo Franco. No programa da tarde, segundo este responsável, o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, vai fazer o lançamento e apresentação do Sínodo Diocesano “que toda a diocese começará a viver no próximo ano pastoral”. “Neste Dia da Igreja Diocesana, além do logótipo oficial do Sínodo, vai ser apresentado o ‘Caderno Zero’, que é uma introdução da caminhada sinodal”, explica este sacerdote. ‘O que é um Sínodo?’, ‘O porquê de um Sínodo?’, ‘A importância da caminhada pré-sinodal?’ ou ‘Qual a metodologia e as etapas deste Sínodo?’ são algumas das questões que o chamado ‘Caderno Zero’ vai dar resposta.

Em cada trimestre, a iniciar em setembro próximo, o Patriarcado de Lisboa vai disponibilizar fascículos formativos às paróquias. “Trimestralmente, a diocese é convidada a refletir sobre uma das partes da Exortação Apostólica do Papa Francisco ‘Evangelii Gaudium’ (‘A Alegria do Evangelho’), com base nos desafios, nas perguntas que os vários cadernos, trimestre após trimestre, vão sendo lançados e que serão auxílios para que as várias instâncias da vida e da pastoral diocesana possam refletir, com uma implicação prática na vida da nossa Igreja”, completa o padre Paulo Franco.

O Dia da Igreja Diocesana, que acontece todos os anos por ocasião da Festa da Santíssima Trindade, procura ser “um momento para a Igreja de Lisboa se reunir em torno do seu Bispo numa expressão de comunhão e de unidade”. Este ano, o encontro acontece na igreja da Boa Nova, na Galiza, Estoril. “Este ano escolhemos organizar o Dia da Igreja Diocesana na igreja da Boa Nova por ser um espaço que tem condições, quer a nível de igreja quer a nível de auditório e espaço logístico, que respondem aos destinatários da proposta deste ano do Dia da Igreja Diocesana e, por outro lado, é um local que nos facilita a organização devido à igreja que alberga um conjunto considerável de pessoas para a celebração eucarística da tarde”, observa o padre Paulo Franco, que é diretor do SAP do Patriarcado de Lisboa desde setembro de 2005. O Dia da Igreja Diocesana é uma iniciativa que enquadra dois momentos: o balanço do ano pastoral e o lançamento do novo ano. “A manhã do Dia da Igreja Diocesana é caracterizada por ‘encerrar’, digamos, o ano pastoral que estamos a viver, e que este ano tem como tema ‘A fé atua pela caridade’; a tarde é dedicada ao programa pastoral que vamos iniciar no próximo ano 2014/15”, recorda este sacerdote.

 

Refletir a pastoral social

Os trabalhos da manhã são, este ano, especialmente dirigidos aos agentes ligados à pastoral sociocaritativa, membros dos órgãos executivos das instituições de solidariedade social e outros leigos empenhados na área social. ‘Dai-lhes vós mesmos de comer…’ (Mt 14, 16) é o tema que vai orientar a manhã de reflexão. “A parte da manhã pretende ser um pouco a continuação dos encontros diocesanos de pastoral social que temos tido na diocese, fazendo um pouco o ponto de situação. Teremos connosco a Dr.ª Ana Oliveira, que é uma técnica de serviço social que está a trabalhar no Centro Social do Campo Grande e que é professora da Universidade Católica. É vontade do senhor Patriarca que estes momentos não sejam palestras teóricas, mas que desçam ao prático, com casos concretos”, explica ao Jornal VOZ DA VERDADE o diretor do Departamento da Pastoral Sociocaritativa do Patriarcado, cónego Francisco Crespo, sublinhando: “Com o nosso trabalho, com o nosso contributo, com o nosso apoio, resolver os grandes problemas sociais, porque não podemos estar à espera que seja o Estado a resolver aquilo que é a realidade do nosso dia-a-dia, de termos pessoas diariamente a bater-nos à porta das nossas paróquias, das nossas comunidades”.

A mesa redonda que se segue terá dois testemunhos. “Poderíamos escolher muitos mais, mas entendemos que estes foram os mais significativos: ‘Ceias de Santa Isabel’, com a Dr.ª Maria Cortez Lobão, e o ‘Projeto Igreja Solidária’, pelo Eng.º José Frias Gomes. São experiências interessantes que vale a pena conhecer”, refere o cónego Crespo.

Neste ano surgiram muitas iniciativas de pastoral social nas paróquias. O desejo, segundo o diretor do Departamento da Pastoral Sociocaritativa, é “criar um Centro da Pastoral Social”. “Cada paróquia tem de ter um grupo que seja capaz de concentrar aquilo que é a pastoral social da paróquia”, apela.

 

Informações: 218810533 ou sap@patriarcado-lisboa.pt

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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